Carnaval

Carnaval sem cordas em Salvador: presente ou o futuro da folia?

A odisseia terrestre nos conta a história: o trio elétrico de Dodô e Osmar, criado em 1950, não tinha cordas. Eram os artistas, o carro e a música. Em 2017, diante de um Carnaval marcado pela pipoca – com mais de 300 atrações gratuitas – é justamente a música de trabalho de Armandinho, Dodô e Osmar que leva à reflexão: ‘Pra que corda?’.
 
E agora: revivemos, no presente, um passado que não deveria ter ficado para trás ou estamos diante do futuro do nosso Carnaval?  Os órgãos públicos não sabem precisar, mas estimam que esse seja o Carnaval com maior adesão à pipoca nos últimos anos. De 2,5 milhões de foliões nas ruas, cerca da metade foi ver as apresentações gratuitas, na estimativa do presidente da Saltur, Isaac Edington.
 
O número de atrações também cresceu em relação ao ano passado, quando foram cerca de 200. Entre patrocínios privados e apoio público, teve pipoca para todos os gostos: de Baby do Brasil a Léo Santana, de Moraes Moreira a Carlinhos Brown, de Ivete Sangalo a Mc Beijinho, de Cláudia Leitte a Igor Kannário. Só ontem, no Campo Grande, os trios sem corda traziam nomes como Daniela Mercury, Olodum, Cheiro, La Fúria e Alinne Rosa. 
 
Para Aroldo Macêdo, filho de Osmar Macêdo, seja em 1950, seja em 2017, a realidade é da pipoca. “Nós somos pipoca desde 1950, então, para a gente, não há diferença. Agora, o Carnaval é cíclico. É bom que seja assim, porque ele vai rodando, girando. Já foi aberto com Dodô e Osmar, depois, foi ficando fechado porque o trio elétrico acabou com os clubes”, lembra. 
 
Ele reforça que, hoje, muitos dos artistas que passaram a tocar para a pipoca ‘nasceram’ dentro das cordas. “Eu não sei avaliar para os outros, eles têm que ver qual é a emoção deles. Eles é que devem dizer. A gente sempre foi assim, vai ser sempre assim e não precisa mudar nada. A gente só precisa que os empresários e as empresas apoiem e patrocinem”. (Correio)




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