Carnaval

Bota a Cara no Sol: Depois de 10 anos, Tchan volta a comandar as Muquiranas

Nem dos carecas nem dos cabeludos. São dos travestidos que elas gostam mais. Pelo menos é o que garantem os homens que se vestem de mulher durante o Carnaval. E hoje eles tomaram mais uma vez as ruas no maior e mais famoso bloco de travestidos de Salvador, as Muquiranas. 
 
Depois de dez anos, o É o Tchan voltou a comandar as Muquiranas. Eles abriram o desfile com o hit "Bota a cara no sol". O bloco, que completou 50 anos em 2015, desfila esse ano com a fantasia Space Girls e encerra o Carnaval com Léo Santana no Circuito Osmar (Campo Grande), a partir das 14h30 dessa terça-feira.
Essa é a primeira vez de Frederico Silva Rego, de 30 anos, no bloco. O engenheiro mecatrônico já sai há 14 anos vestido de mulher no carnaval de Salvador e garante: “é só sucesso”. Frederico disse curtir sair travestido porque acha mais divertido, mais fácil para brincar e, claro, facilita a paquera. “As meninas se jogam, brincam, passam a mão”, conta empolgado, deixando claro que está solteiro.Esse também é um dos motivos que faz com que Ramon Copque, de 28 anos, também prefira ir de top e saia curta durante a folia.
 
Vestido de enfermeira, ele sai há oito anos nas Muquiranas, mas revela que em 2016 não vai ser visto fantasiado de Space Girl. No entanto, faz questão de declarar todo seu amor pelo bloco. “É um bloco irreverente, a gente encontra os amigos e, um ponto importante, as mulheres adoram”, diz. Mas também deixa claro: “esse ano eu to ficando com uma menina, então, nada de paquerar”.
 
Outro que assume o assédio da mulherada é Jackson Teles, de 40 anos, que há dez pode ser visto durante o carnaval em roupas curtas e peruca. “Acho que as mulheres gostam de ver o homem assim”, conta. Ele também aproveita para politizar a situação. “Elas gostam porque o homem machista não tem vez”, declara. Só que para Jackson a paquera fica só por conta delas. O cara faz questão de assumir que é fiel à sua esposa com quem é casado há 20 anos e diz que não aceita as investidas das meninas.
 
Novinhas Diante de tanto sucesso com as meninas e para brincar durante a folia, um grupo de amigos resolveu criar seu próprio bloco de travestidos. As Beta Girls começaram a sair no Carnaval há seis anos com oito pessoas apenas. Hoje já são 60 moças desfilando irreverência e beleza nas ruas da cidade.
 
Claro que a paquera é um dos motivos da criação do bloco, como explica um dos fundadores Felipe Oliveira, de 23 anos. “Rola uma magia diferente, né, não?”, afirma, perguntando a uma garota que tinha acabado de beijar. Um sorriso discreto e uma afirmativa foi o que ele teve como resposta. “Ele tem”, disse a menina, que preferiu manter a discrição e guardou seu nome. “Rapaz, quando a magia rola, o romance acontece”, contou finalizando o papo.

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