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Novela 'Sol Nascente' estreia nesta segunda (29) com o dilema do amor entre amigos

Das praias paradisíacas que cercam a sofisticada cidade turística Arraial do Sol Nascente nasce o amor improvável entre dois amigos de infância. De um lado, uma mulher racional e objetiva, e do outro, um garanhão impulsivo e por vezes imaturo. Vale mesmo a pena arriscar a amizade para viver esse grande amor? A resposta está na nova novela das seis, Sol Nascente.
 
A relação entre os amigos que cresceram juntos, Mario (Bruno Gagliasso) e Alice (Giovanna Antonelli), conduz a trama escrita por Walther Negrão, Júlio Fischer e Suzana Pires. “A primeira semente da novela foi a amizade e logo esse leque se abriu.
 
A partir da história de Mario e Alice, vamos falar das relações familiares, relações de amizade e humanas de uma forma geral”, explica o roteirista paulista Júlio Fischer. A novela tem direção artística de Leonardo Nogueira. Além das personalidades distintas, Mario e Alice são de famílias culturalmente bem diferentes.
 
Ela foi criada em um lar tipicamente japonês, pelo pai adotivo, Kazuo Tanaka, que chegou no Brasil há 50 anos. Mario, por outro lado, é neto do casal Geppina (Aracy Balabanian) e Gaetano (Francisco Cuoco), que fugiu da máfia italiana e aqui estabeleceu a família De Angeli.
 
“Quando resolvi fazer uma novela sobre famílias era inevitável incluir a italiana, porque acho que é a que mais identifica a relação familiar passional. E conversando com o Júlio Fischer surgiu a ideia sobre os japoneses. Aí eu disse: bingo! Vamos falar sobre essas duas grandes culturas”, conta o autor paulista Walther Negrão, 75, que tem origem italiana por parte de mãe e já morou na Liberdade, tradicional bairro japonês de São Paulo.
Negrão destaca que, no trabalho a seis mãos, há uma química muito boa. “Um lança a ideia e os demais complementam”, explica, ao destacar que Suzana Pires trouxe sua “alegria, juventude e humor”, além de uma “vivência mais descolada” que acabou inserindo o universo das motocicletas “e toda a gama de jovens da novela”, diz.
 
“A gente se admira e cresce com a nossa diferença. Gosto de me alimentar da calma do Júlio, e ele da minha loucura, e nós todos da alegria do Negrão”, elogia a roteirista e atriz carioca Suzana Pires, 40. “Em todos os núcleos, temos as relações humanas presentes e bem destacadas, o que é sempre uma grande fonte de inspiração”, completa.
 
Descobertas
As famílias dos imigrantes italianos e japoneses são os pilares da história que se passa em Arraial do Sol Nascente. Tudo começa quando Alice decide passar dois anos no Japão para estudar e Mario, de repente, percebe que não pode viver sem a amiga. Para conquistar o coração da Sargento Sardinha, como ele carinhosamente chama Alice, Belo –como ela o chama–, terá que mudar seu jeito de garotão mulherengo apaixonado por motos.
 
“Os dois são amigos desde a infância e essa paixão vem tardiamente, mas forte e intensa. Ele vai fazer de tudo por ela, no entanto, é ético e, acima de tu do, humano. Ele erra e acerta. Acho que nesse caminho as pessoas vão torcer muito por ele”, garante o ator carioca Bruno Gagliasso, 34. “Mario é um personagem bem interessante. Ele é impulsivo e até um pouco imaturo. Pura emoção!”, resume o protagonista.
Acontece que Alice viaja para o Japão e, longe de Mario,  conhece César (Rafael Cardoso) que aparenta ser o homem perfeito. Ao transmitir a Alice a segurança emocional que sempre buscou, ele a conquista. Porém, o rapaz com cara de bom moço pretende apenas se dar bem na vida e revela-se um belo vilão. Paralelo a isso, o amor que Alice sente por Mario não deixa de existir.
 
“Alice é uma pessoa completamente racional, o lado dela emocional é nulo, ela é uma mulher que vive de razão, é objetiva, determinada. Nunca passou pela cabeça dela esse sentimento em relação a Mario e é aí que começa o conflito entre eles. É muita emoção”, resume a atriz carioca Giovanna Antonelli, 40.
 
Diversidade
Para além da história de amizade profunda entre duas famílias de culturas distintas, a novela Sol Nascente aborda outras realidades como a das comunidades caiçaras, ou seja, aquelas que habitam zonas litorâneas e delas tiram seu sustento. Caso do grupo liderado por Chica (Tatiana Tibúrcio), que escolhe as praias de Arraial do Sol Nascente como casa.
Por causa das suas praias paradisíacas, Arraial recebe muitos turistas que são, em boa parte, motociclistas. O bar Rota 94, da roqueira Lenita (Letícia Spiller) e do motoqueiro Ralf Tattoo (Henri Castelli), é um dos points da cidade que recepciona quem chega na pousada do casal Ana Clara (Silvia Bandeira) e Patrick Lambert (Jean Pierre Noher).
 
“Muitas dessas relações que veremos na novela são entre pessoas diferentes do ponto de vista social, econômico, cultural ou étnico. E todos convivem em harmonia”, explica o autor Júlio Fischer.
 
A inspiração para o roteiro, segundo Júlio, traz referências do cinema italiano do pós- guerra e da obra “sensível e profundamente humana” de cineastas japoneses como Mizoguchi e Yasujiro Ozu. “A essas referências se juntaram outras tantas da cultura pop, uma vez que a novela traz também o universo da praia, do motociclismo, etc.”, finaliza.
Giovanna Antonelli acrescenta que a novela aborda três temas “que são as coisas mais incríveis que a gente pode viver nos tempos de hoje: os valores amor, família e amizade. Isso acaba sendo uma base de viver bem e feliz”, resume a atriz.

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