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Reta final de 'Velho Chico': Afrânio fica louco após morte da mãe, Encarnação

Nos últimos capítulos de "Velho Chico ", Afrânio (Antonio Fagundes ) dá sinais de loucura. Depois de ser abandonado por Iolanda (Christiane Torloni), que deixa a fazenda e retoma a carreira de cantora na Bahia, o ex-coronel mostra fragilidade, agravada ainda pela morte de Encarnação (Selma Egrei).
 
Morando apenas na companhia dos empregados e de Carlos (Marcelo Serrado), com quem faz um acordo para proteger sua família, a solidão parece mexer com a sanidade mental do fazendeiro. O primeiro a perceber que tem algo errado com o patrão é Cícero (Marcos Palmeira), impressionado ao vê-lo falando sozinho e disposto a emparedar as paredes do quarto da mãe, de Inácio, irmão morto há 60 anos, e de Martim (Lee Taylor), assassinado pelo deputado.
 
"Regulâno direito das ideia ele num tá, que isso aí num é serviço de gente sã", diz o jagunço a Doninha (Suely Bispo) ao ver o coronel exigindo que ele lhe dê cimento e tijolos para lacrar o cômodo em que sua mãe dormiu por muitos anos. Diante da observação de Cícero, a empregada comenta. "Deus quêra que esse home tenha um dedo de sossego na vida, fio. Deus quêra".
 
No capítulo previsto para ir ao ar em 23 de agosto, o público vai ver Afrânio abalado emocionalmente e falando sozinho ao entrar no quarto da mãe morta. "É a primeira vez que entro e vô saí desse quarto sem a senhora gritá comigo. Como queria ouvi seu grito, mainha, uma última vez que fosse pra dizê o que fosse, de preferência o que nunca dissêmo um pro ôtro. Queria sabê o que a senhora teria pra me dizê agora? Sabê o que fiz de tão errado".
 
O ex-coronel prossegue falando com Encarnação morta. "A senhora nem precisa dizê, que tá aqui em todo canto. Nesse silêncio, no vazio dessa casa, desse nome, dessa vida! Queria sabê se tem jeito de consertá minha vida, minha mãe? O jeito que tinha foi s'embora junto da senhora, de Iolanda e de Martim. Como pode a saudade ser assim tão torta? Como é que pode doê tanto a saudade de um filho, mainha? Como a senhora pode vivê com essa dor por tanto tempo se eu não consigo mais vivê com ela um só dia? Como, mainha?", questiona, contendo o choro.
 
Convencido de que Martim morreu, embora os personagens da novela não tenham essa confirmação, Afrânio tem um surto, mudando tom frágil para o agressivo. Nervoso, ele exige que Cícero e Doninha lhe deem mais tijolos. "Parece que todo o povo dessa casa quando se foi, levô o juízo do coroné embora também", dispara a empregada.
 
Afrânio, então, desabafa deixando claro que se sente atormentado pelas lembranças. "E que num quero convivê com elas todos os dia! Num quero recordá todos dias da minha vida o quanto que errei com essa família. Vô emparedá tudo que é pra dexá tudo como deve ser, pra dexá como mainha queria, cada coisa em seu lugar", diz.
 
Cícero chega, tenta impedir que Afrânio emparede os quartos, mas o ex-coronel começa a "sepultar" parte de sua casa e dos que ali viveram.

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