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"Abafa", gol cedo e modelo reativo: as apostas do Vitória contra o Vasco na Copa do Brasil

O Vitória esteve a três minutos de garantir uma vantagem considerável para a decisão desta quinta-feira diante do Vasco, pela Copa do Brasil. A equipe, com um jogador a menos, vencia o primeiro duelo até os 47 minutos da segunda etapa, quando Nenê, de pênalti, empatou – o juiz soprou o apito pela última vez aos 50. 
 
Ali, a vantagem praticamente desmoronou e igualou novamente os times para o duelo final: O Rubro-Negro baiano tem a seu favor, agora, apenas o empate sem gols. Fora isso, precisa vencer a partida marcada para 19h30, no Barradão. Um novo 1 a 1 leva a decisão para as cobranças de penalidades.
 
O gol marcado por Nenê, em pênalti sofrido pelo próprio [vacilo de David na marcação ao cometer a infração de maneira boba], faz com que o Vasco não precise chegar a Salvador desesperado para marcar o tão sonhado gol fora de casa. Os cariocas precisam do gol, é claro, mas dificilmente vão partir para cima com tudo e abrir os espaços que o técnico Argel Fucks tanto sonha para pôr em prática aquilo que prega em suas equipes:
 
Entregar a bola ao adversário e contra-atacá-lo de forma fulminante, de forma vertical e com muita velocidade pelas pontas. É um modelo de jogo mais reativo. O Vitória fez exatamente isso no primeiro jogo, passou menos tempo com a bola do que o Vasco e tentou surpreender em descidas rápidas, como no lance abaixo, que quase acaba em um golaço de Paulinho. O problema é que oportunidades como essa foram escassas.
 
 Seria interessante, então, observar o Vitória propondo o jogo, adiantando suas linhas para pressionar o time carioca desde a saída de bola para forçar o erro. Troca de passes, infiltrações. O problema é que tem sido difícil ver a equipe de Argel fazer isso, mesmo diante de adversários mais frágeis. Por mais que o Vasco de Cristóvão Borges tenha apresentado deficiências no jogo de ida – demorou quase 50 minutos para marcar um golzinho tendo um jogador a mais –, a equipe tem qualidade e conta com um craque capaz de decidir o confronto a qualquer momento: Nenê. 
 
Pode até ser que isso aconteça nos primeiros minutos do duelo. Todos no Vitória apostam em casa cheia contra o Gigante da Colina, e a pressão vinda das arquibancadas deve lançar o time para o ataque nos primeiros minutos de jogo, na tentativa de sufocar o adversário. Os vascaínos sabem da importância de segurar o ímpeto do rival pelo menos no primeiro terço da partida. A partir daí, as coisas se equilibram. Um gol cedo, portanto, seria o roteiro dos sonhos para o Rubro-Negro, que poderia executar com tranquilidade seu modelo de jogo e apenas explorar o desespero da equipe de Cristóvão. 
 
A tendência é que Argel Fucks repita a base da equipe que vem jogando, apenas com a entrada do lateral Geferson na vaga de Euller, suspenso. O esquema é o 4-2-3-1, com o retorno de Cleiton Xavier, poupado no fim de semana: Fernando Miguel; Patric, Alan Costa, Kanu e Geferson; Willian Farias e José Welison; Cleiton Xavier, David e Gabriel Xavier; Kieza.
Vitória; escalação (Foto: Reprodução)
Baseado no que foi mostrado nesses primeiros jogos do ano, é mais fácil imaginar o Vitória apostando na solidez defensiva e tentando chegar ao gol em uma descida rápida ao ataque, ou na bola parada, forma que a equipe encontrou para vencer o Botafogo-PB no final de semana, com gol de Alan Costa. O Leão levou apenas 11 gols em 14 partidas, média de menos de um por jogo, sendo quatro deles aconteceram na derrota por 4 a 2 para o próprio Botafogo-PB, no primeiro encontro entre os clubes pela Copa do Nordeste.  

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