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CAS antecipa audiência do Caso Victor Ramos; Vitória contrata advogado de Neymar

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) atendeu o pedido do Internacional e antecipou a audiência sobre o Caso Victor Ramos para o dia 4 de abril, uma terça-feira. Com isso, o julgamento acontecerá antes da estreia do Campeonato Brasileiro da Série B 2017, o que dá a possibilidade do clube gaúcho de retornar à primeira divisão através da Corte, em caso de decisão favorável ao clube colorado.
 
Na ocasião, a audiência será presidida por um italiano, um português e um israelense. Segundo reportagem do site espn.com.br, o Vitória definiu Marcos Motta, que representa Neymar e Thiago Silva, como seu advogado. Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terá Lucas Ferrer, que presta serviço ao Barcelona e trabalhou na própria Corte, como seu defensor.
 
Para o Inter, existe uma irregularidade no inscrição de Victor Ramos pelo Leão da Barra em 2016, já que o atleta tinha direitos ligados ao Monterrey e precisaria respeitar a janela de transferências internacionais. Entretanto, CBF e Vitória alegam que a documentação de inscrição não retornou ao México depois do final de seu contrato com o Palmeiras, equipe no qual atuou sob empréstimo, e a transação pôde ser concluída como uma transferência nacional.
 
ENTENDA O CASO VICTOR RAMOS
Em 1º de dezembro, o Inter apresentou no STJD um documento com 42 páginas pedindo para fazer parte no processo que investigou supostas irregularidades na inscrição do zagueiro Victor Ramos, iniciado pelo Bahia. Na luta contra o rebaixamento, o clube gaúcho pedia que o tribunal reabrisse o caso para punir o clube baiano com a perda de pontos nas partidas em que o zagueiro atuou no Campeonato Brasileiro.  
 
A principal linha sustentada pelo clube gaúcho diz respeito ao não cumprimento das normas do Transfer Matching System (TMS), que regulamenta as transferências internacionais no futebol. O jogador, que pertence ao Monterrey, do México, estava emprestado ao Palmeiras até se transferir ao Vitória, em fevereiro do ano passado. Na visão dos advogados do Inter, essa negociação ocorreu de maneira irregular. 
 
No dia 8 de dezembro, o auditor Glauber Guadelupe, vice-procurador-geral do STJD, arquivou o pedido do Inter.  No dia seguinte, a CBF enviou um ofício ao STJD alegando que os documentos usados pelo clube no processo – a troca de e-mails entre o diretor da CBF e o Vitória – foram adulterados. A entidade pediu a impugnação dos documentos pelo tribunal. 
Vitória; treino; Toca do Leão; Victor Ramos (Foto: Francisco Galvão/EC Vitória/Divulgação)
O Inter, por sua vez, garantiu a autenticidade dos documentos. E, insatisfeito com a decisão do tribunal, entrou novamente, no dia 12 de dezembro, com um pedido de reexame do caso Victor Ramos no STJD. Uma semana depois, o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, optou por manter o caso arquivado.  
 
Depois, um documento registrado pelo 26º Ofício de Notas do Rio de Janeiro em 15 de dezembro apresentou a íntegra da troca de e-mails entre o diretor de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, e o Vitória, com instruções sobre os procedimentos necessários para a inscrição do jogador por parte do clube baiano.  
 
Sem obter sucesso no STJD, o Inter levou o caso à Suíça. Em janeiro desse ano, o clube ingressou com uma ação no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), com sede em Lausanne, para tentar reabrir o processo. O tribunal pediu esclarecimentos de Vitória, CBF e STJD e está analisando o caso.  

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