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Atento e sem pressa, diretor Diego Cerri quer atacante “com mais mobilidade”

No início da temporada, o Bahia anunciou a contratação de três reforços para o ataque: Gustavo, Maikon Leite e Diego Rosa. Passado o Campeonato Baiano, às vésperas do encerramento da Copa do Nordeste, o Tricolor agora volta os olhos para a disputa do Brasileirão e vê a necessidade de trazer mais peças para o setor.
 
Não apenas pela duração da competição nacional, mas porque Hernane, vice-artilheiro da equipe na temporada, com sete gols, sofreu uma fratura na tíbia e vai passar cerca de 90 dias em recuperação. Contudo, não há desespero pela contratação. O diretor de futebol do Bahia, Diego Cerri, admite que busca um atacante para o elenco, mas faz questão de lembrar: não há pressa, não há agonia.
 
O esquema é procurar com cautela e ir até onde o braço alcança. - Estamos acompanhando a movimentação. Na verdade, o Bahia está trabalhando com o pé no chão, numa política de não estourar nosso orçamento, priorizando manter o bom ambiente, o salário em dia. Mas também está buscando no mercado novas opções, porque o nosso elenco a gente julga que ainda está enxuto para o Brasileiro, que é uma competição longa, 38 rodadas.
 
Além de ter mais peças, precisamos qualificar um pouco mais. Então a gente está atento ao mercado. Não vamos sair correndo para contratar e aí errar na contratação. A gente prefere ser bem cauteloso, estudar, sem perder tempo, lógico, com agilidade. Fazer os melhores negócios possíveis – avaliou o dirigente, em entrevista ao GloboEsporte.com.
 
O perfil do atacante procurado está mais ou menos definido. Pode ser, sim, um centroavante fixo... Mas a ideia primordial é manter a capacidade de criação do Tricolor, que levou aos 47 gols marcados em 25 jogos. Cerri destaca que seria bom ter um jogador que tivesse mais mobilidade na frente.
 
- Não necessariamente um atacante fixo de área. Mas atacante em si é uma das opções que a gente está buscando, sim. Ou atacante misto, que possa fazer um pouco mais de velocidade também à frente. A gente está avaliando o que existe no mercado, conversando com muita gente, mas não escondo que é uma posição que estamos buscando. Mais um atacante ou dois para reforçar o nosso elenco. [...] Uma coisa que nós achamos interessante e que não queremos perder é a capacidade da equipe de criar.
 
Então a equipe trabalhou com mais mobilidade na frente, atletas que não ficaram tão estáticos, tão fixos num local só. [...] Então, assim, a gente quer mais opções não para engessar o time, mas opções para qualificar cada vez mais, para ar mais possibilidades para o treinador, para variar o jeito de jogar, com mais atacantes de mobilidade ou com mais um fixo na frente - concluiu. O Bahia inicia a disputa do Brasileirão neste domingo, quando vai receber o Atlético-PR na Arena Fonte Nova. O artilheiro tricolor Régis, que tem nove gols marcados, é dúvida.

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