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Com só um triunfo em casa, Leão tenta mudar cenário contra a Ponte Preta, hoje

O primeiro turno nem acabou e o rebaixamento é um assunto entre os rubro-negros. Com apenas 17 dos 38 jogos disputados, a torcida já se apega aos números e faz cálculos para saber se vai respirar aliviada no fim do Brasileirão. Mas, enquanto a galera da arquibancada faz os cálculos, os homens que vestem a camisa e vão a campo precisam fazer gols.

 

Nesta quarta-feira (2), o Leão encara a Ponte Preta, às 21h, no Barradão, para colocar mais três pontos na conta. Esse será o segundo jogo desde que o técnico Vagner Mancini assumiu o clube. A estreia foi boa: empate por 0x0 com o Cruzeiro, fora de casa. Só que, um dos principais responsáveis pelo pontinho conquistado fora de casa não estará em campo.

 

Apesar de ter fechado o gol, Fernando Miguel ficará no banco, por opção técnica. Com isso, Caíque assume as luvas. A mudança foi confirmada pelo próprio treinador, logo após o jogo contra os mineiros. “Nós havíamos feito um revezamento entre Fernando Miguel e Caíque. Fernando jogaria contra o Cruzeiro, e o Caíque contra a Ponte. A partir de quinta, eu vou ver quem vai seguir jogando”.

 

“E isso pode acontecer em outros setores também. Importante passar para o atleta que jogar dentro do Barradão, com sua torcida a favor, você tem que ter intensidade. É isso que faz a torcida levantar, aplaudir”, avisou Mancini. Missão importante, já que o time não pode se dar ao luxo de sofrer gols. No momento, o Leão tem a terceira pior defesa da competição, com 29 gols sofridos, e fica à frente apenas do lanterna Atlético-GO e da Chapecoense, ambos com 30.

 

Hoje, o Vitória é vice-lanterna do Campeonato Brasileiro e somou apenas 13 pontos, dos 51 disputados, seis de distância para o São Paulo, primeiro time fora da zona. O aproveitamento é de 25,5%.  Apesar da mudança no gol, a base do time será mantida. Se tiver alguma mudança, será pontual. A informação também é de Mancini.

“Nesses dias iniciais, tentei não usar só a parte tática, como também a sensibilidade de perceber quem, no momento, estava mais confiante. No time de futebol, não dá para mudar todos os jogadores. Tem que manter uma base. Não quer dizer que essa equipe vai ser a mesma, mas tenho que manter, pelo menos, 90%, porque eu tenho que ganhar um padrão, sabendo que a gente joga dentro do Barradão. O mais importante no momento é passar uma confiança e uma segurança”, completou.

 

Caso haja mudança, o provável é que seja no setor ofensivo, já que o rubro-negro precisa vencer. Além de não ganhar há cinco rodadas - foram quatro derrotas consecutivas e um empate -, o time é o pior mandante do Campeonato Brasileiro, com apenas uma vitória em nove jogos - foram seis derrotas e dois empates. Sorte que a Ponte Preta também tem desempenho pífio como visitante. Dos nove jogos que fez, só conseguiu ganhar um, empatou três e perdeu cinco.

 

Desfalques
Mancini não terá todo o elenco à disposição para encarar a equipe alvinegra. Além dos desfalques já previstos, como o do atacante Kieza, que se recupera de cirurgia no ombro, e os dos volantes Willian Farias, que se recupera de distensão no joelho, e José Welison, que precisou ser operado após lesionar os ligamentos do joelho, o técnico também perdeu Cleiton Xavier.

 

O meia, que entrou no segundo tempo do jogo contra o Cruzeiro, chegou a ser relacionado para a partida, mas teve seu nome cortado da relação após um exame na coxa direita apontar lesão muscular. Por outro lado, Yago, que deixou a partida com dor, já se recuperou e pode jogar.


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