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Técnico Vagner Mancini elogia evolução do Vitória e diz: 'não sou retranqueiro'

O time não é o dos sonhos do técnico Vagner Mancini, mas tem surtido o efeito esperado por ele segundo informações do Correio da Bahia. Desde que assumiu o comando da equipe, na 16ª rodada, o treinador tem mandado a campo uma equipe mais compacta e que aposta quase todas as suas fichas em jogadas de contra-ataque.

 

Adepto de um jogo mais ofensivo, Mancini admite que vestiu a fantasia de retranqueiro por uma boa causa. “Não tomar gols é um ponto fundamental. Partir para vitória não tomando gol, fica mais fácil. Os números do Vitória indicavam para que fechássemos a equipe, jogássemos de uma forma diferente”.

 

“Eu não sou um cara retranqueiro, mas a situação pedia que tivéssemos um time que marcasse com linhas baixas, que saísse no contra-ataque. Isso acabou dando liga. É importante quando vê que o trabalho surte resultado”, comemorou o treinador. A pouca exposição e o insistente pedido de uma rápido recomposição aparecem refletidos nos números. Em seis partidas com Mancini no comando, o Vitória venceu quatro, empatou uma e perdeu apenas uma.

 

Fora de casa, o frágil Vitória, que acumulava quatro derrotas, um empate e duas vitórias, deu lugar a um visitante bastante indigesto. Após a mudança de técnico, fez mais quatro partidas longe do Barradão.

 

Empatou em 0x0 com o Cruzeiro, no Mineirão, bateu o Flamengo na Ilha do Urubu por 2x0, tirou a invencibilidade do líder Corinthians em pleno Itaquerão, ao vencer por 1x0, e despachou o Coritiba no Couto Pereira, também ao ganhar por 1x0. Fez quatro gols, não sofreu nenhum. Para Mancini, a mudança de postura fora de casa se deve muito em função do apoio dos jogadores da linha de frente, presentes também na marcação.

 

“Há um entendimento bom daqueles que jogam de forma ofensiva. Tenho uma linha de quatro atacantes que são os primeiros a combaterem. Isso é importante quando você perde a bola, que não defenda com seis jogadores, e, sim, que defenda com 11. Em algumas equipes, você não consegue fazer isso. Sempre uso o exemplo que os atletas que jogam em grandes times da Europa passam da linha da bola constantemente”, pontuou o treinador.


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