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Evolução em 15 dias: três pontos que o Vitória pode melhorar na pausa da Série A

A campanha de recuperação do Vitória no Campeonato Brasileiro é um alento para os torcedores, que, antes da chegada de Vagner Mancini, viam a equipe caminhar a passos largos rumo ao rebaixamento. O triunfo fora de casa sobre o Coritiba, no último fim de semana, alçou o Rubro-Negro para fora do Z-4, coisa que não acontecia há 13 rodadas.

 

Sob o comando do novo treinador, foram quatro triunfos (três fora de casa), um empate e uma derrota, aproveitamento de 72,22%. O barco rubro-negro agora navega em águas mais tranquilas, mas isso não significa que o trabalho não possa ser melhorado. Mancini tem ajustes para fazer na equipe, e o período de duas semanas sem jogos pelo Brasileirão é ideal para isso.

 

O Vitória só volta a campo no dia 10 de setembro, um domingo, para enfrentar o Fluminense, no Barradão. Quando decidiu assumir o Vitória, no final de julho, Mancini recebeu a equipe de pior defesa da Série A, ao lado da Chapecoense. Era óbvio que o treinador precisava dedicar atenção especial ao setor, e isso foi feito, tanto que, sete jogos após a sua chegada, foram apenas dois gols sofridos – ambos dentro de casa, um contra a Ponte Preta e outro contra Avaí.


Seis rodadas depois e com duas semanas de trabalho em andamento, é hora de trabalhar a organização ofensiva da equipe. Treinar, no dia a dia, métodos de furar o sistema defensivo adversário, seja com infiltrações, aproximações e triangulações, no jogo apoiado na troca de passes. É um passo adiante para uma equipe que se encontrou usando como arma os contra-ataques, porém nem sempre poderá decidir o jogo com eles.


De certo modo, é um complemento do tópico anterior. Jogar fechado, com linhas baixas e apostando nos contra-ataques funcionou bem contra Corinthians e Flamengo, mas dificilmente surtirá efeito contra equipes menos qualificadas, sobretudo quando o Leão atuar dentro dos seus domínios.

 

Quer maior exemplo do que o Avaí? O time de Vagner Mancini teve chances de sair na frente, inclusive perdeu um pênalti com Neilton, e no fim acabou experimentando do próprio veneno e foi derrotado no Barradão. Em alguns momentos, não tem jeito, a ocasião fará com que o Vitória precise propor o jogo.

 

Acelerar a transição ofensiva, como gosta Mancini, dificilmente funcionará contra adversários retrancados, com postura semelhante à do Rubro-Negro, por isso será preciso trabalhar a bola e, mais importante, saber o que fazer com ela no campo ofensivo. Reconhecido pela força quando atua em seu território, é até estranho olhar o ranking de melhores mandantes do Campeonato Brasileiro e ver o Vitória na última colocação.

 

O Rubro-Negro venceu apenas dois dos 11 jogos que disputou no Barradão e Fonte Nova (derrotas para o Corinthians e Coritiba). Sob o comando de Vagner Mancini, foram duas partidas: triunfo sobre a Ponte Preta e derrota para o Avaí. Sem dúvida, é um ponto a ser melhorado. Pode servir como exemplo o triunfo sobre a Ponte Preta, conquistado com autoridade, que contou com pressão do Vitória no início, resultando no gol marcado por Tréllez com um minuto de jogo. Globoesporte


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