Esportes

Atrás do prejuízo: como sair atrás no placar tem sido um problema para o Vitória

No último domingo, o Vitória empatou com o Atlético-GO em casa e caiu para a penúltima posição na tabela do Campeonato Brasileiro. Um resultado desastroso – segundo o site Infobola, o Leão tem 57% de risco de rebaixamento – e que deve trazer para a torcedor rubro-negro também a sensação de filme repetido.

 

Pela 15ª vez em 31 jogos, o Rubro-Negro saiu atrás no marcador. E, como tem sido uma prática, o time não teve competência para chegar à virada. Dos 15 jogos em que saiu atrás do adversário no Brasileirão, o Rubro-Negro conquistou apenas dois empates e perdeu todos os outros 13 jogos.

 

Um retrospecto negativo que começa desde as primeiras rodadas da competição, quando a equipe ainda era treinada por Petkovic, e que se manteve com Vagner Mancini. Com Mancini, o Vitória viu o adversário abrir o placar nas partidas contra Atlético-GO, Bahia, Atlético-PR, Sport, São Paulo e Avaí. À exceção do empate diante do Dragão, a equipe rubro-negra saiu derrotada de todos os outros jogos segundo informações do Globoesporte.

 

Contra o Atlético-PR, o Vitória até conseguiu virar a partida, mas acabou sofrendo mais dois gols. Para o Rubro-Negro, a falta de bons resultados quando sai atrás do marcador tem relação com o momento ruim vivido no Brasileirão. Nos últimos cinco jogos, o Rubro-Negro saiu atrás - e não venceu nenhum deles.

 

Ao levar o primeiro gol, os jogadores rubro-negros sofrem uma série de prejuízos, sejam eles de ordem física, já que têm que buscar o resultado até o último minuto, ou tática, quando têm que mudar a sua estratégia ao longo da partida.

 

É comum ver o Vitória, caracterizado por ser um time reativo, obrigado a propor o jogo, característica com que o time não se sente tão à vontade. Além de mudar o modo de jogar, a equipe passa a se expor mais defensivamente. Em entrevista após o empate com o Atlético-GO, Mancini reconheceu a dificuldade enfrentada ao sair atrás do placar.


- Contra o Atlético-PR, tivemos a calma suficiente para empatar e virar o jogo quando saímos atrás. [Contra o Atlético-GO], nós exageramos nesse toque de bola lateral. E eu chamei atenção no intervalo. Fiz alterações por conta disso. Tinha que ter mais velocidade lateralmente, e também agredir o Atlético-GO, porque eles voltavam com duas linhas de cinco, ou uma linha de cinco e uma de quatro só deixando o Walter lá na frente. Então é difícil você entrar, ainda mais quando você toma o gol e tem que se expor. Mas é um risco – disse Mancini.


Para além do lado físico, tático e técnico, é inegável que também existe o peso emocional, ainda mais diante do retrospecto recente do time e da situação delicada na tabela do Brasileirão. Por isso, são comuns as entrevistas de Mancini em que ele reconhece a importância de trabalhar a concentração do grupo.


A sete rodadas do fim da Série A, o esquema é correr - e muito - atrás do prejuízo. Com 34 pontos, o Rubro-Negro precisa de mais 13 para garantir os 47 que, segundo o matemático Tristão Garcia, eliminam o risco de rebaixamento. Se a meta for atingir os 45 objetivados por Vagner Mancini, é preciso conquistar 11 dos 21 pontos que ainda se


Categorias

Vitória




Classificados


Enquete



Mais Lidas