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Técnico Paulo César Carpegiani deve ter à disposição time-base do Bahia na Série A

Contra a Chapecoense, às 18h, na Fonte Nova, no próximo domingo (26) e depois diante do São Paulo no dia 3 de dezembro, o Bahia fará as suas duas partidas mais importantes na Série A. A depender dos resultados e de como as rodadas se configurem, o tricolor poderá voltar a disputar a Copa Libertadores da América, algo que não acontece desde 1989.

 

E antes de duas “decisões”, nada melhor do que poder contar com praticamente todo elenco à disposição, principalmente com aqueles jogadores que mais atuaram como titulares no campeonato, compondo o time-base. Desde que assumiu, há dez rodadas, Carpegiani nem pôde se queixar tanto de problemas para escalar a equipe.

 

Na sequência de três partidas contra Avaí, Atlético-MG e Santos, o treinador teve até o privilégio de repetir o mesmo time. Na derrota para o Sport, no Recife, foi obrigado a fazer uma mudança, pois Renê Júnior havia recebido o terceiro cartão amarelo. O volante, por sinal, é um dos considerados titulares que voltam a ficar à disposição. O outro é o zagueiro Lucas Fonseca, que vem se recuperando de lesão na coxa e tem chances de atuar.

 

Isso se concretizando, possibilitará a Carpegiani escalar os jogadores que mais estiveram entre os 11 iniciais do Bahia durante toda a competição. Considerando essa estatística, o time teria Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Matheus Reis; Edson e Renê Júnior; Allione, Zé Rafael e Mendoza; Edigar Junio. A exceção aí, comparando com o “time ideal” é a ausência de Juninho Capixaba, que atuou como titular em 14 jogos, contra 18 de Matheus Reis.

 

O garoto formado na base do clube, no entanto, é titular absoluto. O goleiro Jean foi o único que iniciou todos os jogos da Série A, 36 vezes. Zé Rafael e Eduardo vêm logo na sequência, com 34 titularidades cada. O capitão Tiago é o quarto mais atuante. Esteve em 33 partidas entre os 11.

 

Vencer a Chapecoense no próximo domingo, na Fonte Nova, é tratado como uma prioridade para o técnico Paulo Cézar Carpegiani. O comandante tricolor não quer fugir da responsabilidade na luta por uma vaga na Libertadores, mesmo com a derrota para o Sport no Recife.

 

“Temos a obrigação de tentar satisfazer a torcida. Colocamos a possibilidade na cabeça deles, agora a responsabilidade é toda nossa. Vamos tratar de vencer o próximo e tentar nem que seja a pré-Libertadores, não importa. Temos que fazer nossa parte e ver o que dá no final”.

 

Com 49 pontos e dois jogos pela frente, o Bahia pode chegar no máximo até 55, caso vença Chapecoense e São Paulo. Considerando as edições a partir de 2006, quando a Série A passou a ser disputada em pontos corridos e por 20 clubes, o sétimo teve uma média de 56,9 pontos, o oitavo de 54,81 e o nono de 53,45.

 

Neste período, a menor pontuação de um sétimo colocado foi em 2008, quando o Botafogo somou 53 pontos. O “pior oitavo” em 2008, 2012 e 2016 também teve 53 e, em 2013, o São Paulo alcançou a nona posição com 50 pontos. O G7 pode virar G8 caso o Grêmio seja campeão da Libertadores e até G9 se o Flamengo ganhar a Sul-Americana.


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