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Após ano de dificuldades, Ypiranga e Galícia sonham com um 2018 positivo

Os clubes mais tradicionais do estado depois da dupla Ba-Vi tiveram um 2017 para esquecer. O Ypiranga quase fechou as portas após uma parceria malfadada, enquanto o Galícia, lanterna do último Baiano, teve que tirar seu time de três competições por causa de uma disputa política segundo informações do Correio da Bahia.

 

Apesar das dificuldades, as agremiações sonham com um 2018 positivo. O caso do aurinegro é o mais preocupante. Com um novo presidente empossado no dia 16 de dezembro, o Ypiranga alegou não ter tido condições de se inscrever nem na Série B do Campeonato Baiano, que começa no próximo dia 3 de março.

 

Comandado pelo ex-jogador Paulo Isidoro, o time sub-20 foi eliminado ainda na primeira fase do estadual. Sem poder usar a Vila Canária, terminou a competição treinando no Fazendão. Em fevereiro, o então presidente Emerson Ferretti acertou uma parceria com um suposto grupo de empresários e passou a gestão do futebol para João Vicente da Silva, representante dos investidores. O desafio para o presidente Waldemar Filho será organizar o Ypiranga.

 

No início deste ano, o time assinou com 23 jogadores sub-20, todos por cinco anos. Ele conta que, aos poucos, o Mais Querido vem conseguindo a rescisão dos contratos. “A partir de janeiro vou começar a resolver isso. Eu recebi o Ypiranga numa situação lamentável, pior do que em 2009. Lá, era uma coisa pontual. Agora não, os efeitos são retardados, a toda hora aparecem cobranças e problemas”, conta Waldemar, que já havia ocupado o cargo e volta após o fim do mandato do ex-goleiro Emerson Ferretti.

 

Além dos atletas do sub-20, o gestor montou um time profissional para a segunda divisão, que ficaria sob o comando do técnico Roberto Gaúcho. Sem receber os investimentos prometidos, Ferretti desistiu de assinar os vínculos dos atletas profissionais, evitando prejuízo maior. A equipe desistiu da Série B do Baiano e perdeu todas as partidas por W.O.

 

O novo presidente quer ver o time de volta aos gramados no segundo semestre de 2018: “Tenho conversado muito com a Jacuipense e com Newton Mota, porque eles têm muitos jogadores de futuro nos projetos deles. Temos probabilidade de 90% de fechar parceria. Queremos disputar todas as competições de base do estado no segundo semestre”, conta Waldemar.

 

Galícia em disputa
No Galícia, os problemas começaram em outubro de 2016, quando o presidente Darío Rêgo foi deposto pelo Conselho Deliberativo. Sob o comando de Manolo Muiños e ainda em meio às discussões políticas, o azulino fez campanha aterrorizante no Baiano, com apenas um ponto em dez jogos. Acabou rebaixado.

 

Em julho, Rêgo conseguiu na Justiça liminar para retornar ao cargo. Àquela altura, o clube havia montado equipes para os estaduais sub-15, sub-17 e feminino. Devido à insegurança judicial, desistiu das três competições e perdeu todas as partidas por W.O. Os atletas – que tinham vínculos amadores –, mesmo sem jogos a fazer, seguiram treinando no Parque Santiago.

 

Em setembro, o Conselho tornou a retirar Rêgo da presidência e eleger Muiños. O atual presidente reconhece que a alternância no cargo minou a credibilidade do Galícia. “Foi um ano em que não tínhamos como focar em nada, toda hora surgia uma nova decisão jurídica. Isso não serve como desculpa para a campanha horrível que fizemos no Baianão, mas não dá para fazer um bom trabalho. Você conversa com um investidor e ele vê na mídia essas notícias...”.

 

Muiños assegura que a disputa teve fim e que o planejamento para 2018 começou. O time profissional está inscrito na segundona e se apresentará no dia 10 de janeiro. “A gente começou o trabalho em agosto, quando acertamos com o técnico Sérgio Veloso. Temos um grupo sub-23 que vinha treinando. Agora vamos trazer algumas peças para encaixar o time e buscar o acesso”.


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