Esportes

Procurador chama punições ao Vitória e aos atletas de brandas e promete recorrer

O procurador Ruy João prometeu recorrer da decisão do Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA), após julgamento realizado na terça-feira (27). O Vitória foi multado em R$ 100 mil e perdeu os pontos da partida, pelas confusões ocorridas no clássico Ba-Vi, que aconteceu no último dia 18. Para Ruy João, as penas foram brandas.

 

"O julgamento foi brando e não alcançou a expectativa da procuradoria, nem da sociedade civil e nem de qualquer desportista que esperava uma punição exemplar para um clássico desse que foi uma vergonha nacional e internacional. Não podemos admitir esse tipo de punição branda", criticou em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Alguns jogadores tanto do Bahia, quanto do Vitória foram absolvidos das denúncias. "Absolvição de jogador que está envolvido numa partida desta natureza. Não podemos permitir isso e a procuradoria vai recorrer imediatamente", completou ele durante entrevista ao Bahia Notícias. Ruy João explicou o recurso que a procuradoria vai usar para recorrer da decisão do julgamento. "É o recurso para o tribunal pleno apreciar".

 

"Vai perseguir a condenação do Vitória no rebaixamento, na exclusão do campeonato, na aplicação da multa, na aplicação da perda de pontos". "A condenação do Vagner Mancini e de todos que foram absolvidos. O aumento da condenação de Kanu, que foi branda... Todas as possibilidades de recurso para que as penas sejam efetivamente cumpridas", disse.

 

Ruy João ainda comentou a postura do zagueiro Kanu, após o clássico e as denúncias, ao posar de pugilista nas redes sociais. O jogador do Leão foi suspenso por dez partidas pela denúncia de agressão. No entanto, o atleta foi absolvido da acusação de ameaça.

 

"A sociedade toda viu. Não é segredo e não teve nenhuma controvérsia em relação à postura de Kanu, inclusive após as denúncias. Ele zombou da sociedade, zombou das denúncias e aqui ele pegou uma pena branda e não pegou um dia sequer de pena, quando é possível acumular as penas de ameaça e pela agressão. Ele deveria sim ser punido com as 12 partidas e além dos 120 dias que sequer tocaram no assunto. A comissão falhou neste aspecto, deixou de apreciar imposições legais", disparou.

 

O procurador ainda falou dos prejuízos às outras equipes no Campeonato Baiano, em relação aos pontos na tabela de classificação. "A exclusão é uma imposição de lei, porque o prejuízo ocorreu tanto para o Fluminense de Feira, quanto para o Jequié, isso é incontestável. O parágrafo segundo diz que se houver prejuízo desportivo a terceiros e as duas equipes são terceiras, perderam com o resultado da partida", afirmou. A decisão desta terça-feira cabe recurso em segunda instância, no tribunal pleno do TJD-BA.


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