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Bélgica sua, mas vira o jogo contra Japão e enfrenta o Brasil nas quartas de final

O Brasil já tem adversário nas quartas de final da Copa do Mundo. A Bélgica quase foi surpreendida em Rostov na tarde desta segunda-feira (2), mas venceu o Japão de virada por 3 a 2 e se classificou para a próxima fase do torneio. O inesperado quase aconteceu. Os japoneses chegaram a abrir dois gols de vantagem no segundo tempo.

 

Os japoneses estiveram muito perto de ir às quartas, contando também com certo desequilíbrio emocional dos belgas, mas as boas mudanças feitas por Roberto Martinez durante o jogo levaram a Bélgica a uma impressionante virada. Tática e tecnicamente, o Japão deu mais trabalho do que muita gente imaginava.

 

Além da marcação, que limitou os astros De Bruyne, Hazard e Lukaku, o time asiático também mostrou velocidade nos contra-ataques e esteve perto de superar a favorita. Não aconteceu. Portanto, o confronto entre a seleção brasileira e a belga acontece na sexta (6). A equipe de Tite avançou com vitória sobre o México por 2 a 0 em partida disputada mais cedo nesta segunda. Com o porte físico e a vontade de um touro, ele tentou de todos os jeitos.

 

O bom sistema defensivo do Japão até conseguiu afastar as tentativas de Lukaku, mas não foi capaz de impedir o atacante de ajudar os companheiros em busca da virada. Foi dele o bonito corta-luz para o gol de Chadli aos 48 do segundo tempo, que deu a virada e a classificação para a Bélgica.

 

A equipe europeia foi melhor e mais incisiva quando desceu ao ataque. Ainda no primeiro tempo, antes de se ver em desvantagem, Lukaku se enrolou entre o goleiro e um zagueiro, e acabou sendo desarmado antes que pudesse empurrar a bola para o gol. Três minutos depois, Hazard testou Kawashima com um bom chute, que foi defendido.

 

O renascimento belga teve início com uma falha do goleiro japonês aos 23 do segundo tempo, quando Kawashima foi encoberto por um toque de cabeça do zagueiro Vertonghen e abriu a contagem dos gols da Bélgica. Mas ainda era só o primeiro, e, em uma avaliação fria, também é possível responsabilizar o arqueiro pelo segundo gol, feito por Fellaini.

 

Fellaini foi do banco ao alívio. Entre entrar em campo no lugar de Mertens e comemorar o gol do 2 a 2, o meio-campista precisou de nove minutos. Aos 28 do segundo tempo, ele deu um de seus primeiros toques na bola ao cabecear para a meta, após o bom cruzamento de Hazard, e empatar a partida.


Não foi desta vez, mas a boa atuação do jogador do Betis foi um belo cartão de visitas para o mundo. Depois de o Japão se segurar bem no primeiro tempo, o meia Inui armou contra-ataque e viu Kagawa acionar Haraguchi, que aproveitou falha de Vertonghen na cobertura e abriu o placar no início do segundo tempo.

 

A Bélgica desmontou por longos minutos. Evidentemente sentindo necessidade de dar uma resposta à altura de sua equipe, a equipe europeia partiu para o ataque em disparada, mas só o que conseguiu com isso foi abrir caminho para Inui gingar em cima de Kompany e acertar um golaço, o segundo do Japão.


Os europeus tentaram dar uma resposta imediatamente após o gol de Haraguchi, mas a jogada bem trabalhada por Mertens, De Bruyne e Hazard terminou com uma bomba do camisa 10 na trave. Dois minutos depois, o Japão marcou o segundo.

 

A situação só começou a melhorar quando Roberto Martinez puxou as mangas e mexeu na equipe. As entradas de Fellaini e Chadli no lugar de Mertens e Carrasco, que não levavam perigo, acabaram sendo fundamentais para a virada. Afinal, os dois substitutos marcaram.


O goleiro belga é o dono das luvas no Chelsea e é visto como um dos melhores do planeta na atualidade, mas quase engoliu um frango aos 44 do primeiro tempo, quando Osako desviou para o gol. Courtois chegou a encostar na bola, mas ela acabou escapando e passou sob suas pernas. Sorte da Bélgica que ele a recuperou a tempo.


É isso mesmo. Diante da elogiada e classificada geração belga, que teve força máxima em campo, quem começou ditando as regras do jogo foi o Japão. Com Inui solto pelos lados do ataque, e Osako centralizado na área, os japoneses surpreenderam os adversários. Logo no primeiro minuto, Kagawa arriscou um chute para o gol e assustou Courtois.

 

A Bélgica foi mais perigosa entre os 20 e os 30 do primeiro tempo, mas o cenário voltou a se inverter exatamente aos 30, quando Kagawa tocou de calcanhar para Osako, que cabeceou para o gol e exigiu uma defesa do goleiro belga. Quase sempre puxados por Inui, os bons contra-ataques do Japão pareciam ser o caminho até a glória. Por pouco, não foi.

 

Enquanto o ataque mostrava leveza e raciocínio rápido, a defesa japonesa agia com segurança graças às suas duas linhas de quatro. De Bruyne e Hazard nunca estavam livres, e Lukaku, o centroavante, teve de usar sua força física e agir como um touro mais de uma vez para levar perigo, já que a bola chegava mascada e o Japão limitava os espaços.

 

Depois de poupar De Bruyne, Lukaku e Hazard na vitória por 1 a 0 sobre a Inglaterra, o técnico Roberto Martinez foi para as oitavas com força total. Isso incluiu a volta do zagueiro Kompany, que voltou de lesão contra os ingleses e, nesta segunda, foi titular pela primeira vez na Copa.


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