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Guia do Nordestão: maratona de jogos é adversário a mais para dupla Ba-Vi

Três competições, 27 partidas, 119 dias e um único objetivo: vencer. O começo de 2017 não será nada fácil para Bahia e Vitória. Com o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste - além de um duelo pela Copa do Brasil já marcado -, a dupla Ba-Vi terá dias complicados pela frente.
 
Se a rotina até então tem sido leve, vai ser bom jogadores e comissões técnicas se acostumarem à correria de saguões de aeroporto, voos, jogos, regenerativos e preleções. De longe, o calendário desponta como a principal dificuldade para as duas equipes no momento.
 
A Copa do Nordeste, que começa nesta quinta-feira para os dois maiores times do estado (o Vitória recebe o Sergipe, no Barradão, enquanto que o Bahia vai ao Ceará enfrentar o Fortaleza), tem 12 datas reservadas até a final. O Baiano, que tem início no fim de semana, se apresenta com outros 14 compromissos. No meio deles dois, o duelo da primeira fase da Copa do Brasil.
 
Desta quinta até o dia 24 maio, quando acontece o segundo jogo da final da Copa do Nordeste, Bahia e Vitória devem jogar, caso cheguem às duas decisões, uma partida a cada 4,4 dias (confira todos os jogos na tabela abaixo).
 
- O calendário sempre preocupa. Disputar duas competições curtas em paralelo não é fácil. Tanto que Guto Ferreira já explicitou que deve revezar os jogadores no Baiano e na Copa do Nordeste - avaliou o comentarista da TV Bahia, Gustavo Castellucci. Na primeira fase, o estadual terá dez jogos, com mais dois na semifinal e dois na decisão.
 
O torneio regional, por sua vez, tem seis partidas na primeira fase e mais duas na sequência a cada avanço: quartas de final, semifinal e final. Na maioria dos casos, os confrontos das duas competições são intercalados e com intervalos que variam de dois a sete dias - há apenas uma folga de nove dias entre a final do Baiano e o primeiro jogo da decisão da Copa do Nordeste.
 
Para suportar toda esta rotina, o Bahia vai revezar o elenco. A decisão de fazer o time “rodar” foi tomada em conjunto entre a comissão técnica e a diretoria. Assim, acreditam os tricolores, a equipe vai conseguir chegar em alto nível na fase final dos dois torneios.
 
- Questão de estratégia. Eu acho que o calendário, sim [preocupa], porque você praticamente não teria tempo de treinamento e de descanso. E uma equipe que começa a fazer, em sequência, oito, dez, 12 jogos, fatalmente ela começa a correr sérios riscos de lesão, além de o desempenho começar a cair, porque, se você não tem gasolina, não tem como fazer o carro andar. E a sequência faz com que a recuperação que você tem não seja viável, porque, depois da terceira, quarta, quinta partida, você não chega no seu limite principal de recuperação, tendo recuperação de dois, três dias. Então você tem que trabalhar com o plantel. E é o que o Bahia tem procurado fazer. Mais do que ter um time, montar um plantel. Oportunizar para que mais jogadores possam jogar e, a partir dessa situação, poder ter um desempenho que atinja os nossos objetivos - disse o técnico Guto Ferreira.
Calendário; Bahia; Vitória (Foto: GloboEsporte.com)
Do outro lado, na Toca do Leão, apesar do desgaste esperado, Argel Fucks lembra da importância de conquistar a competição regional.
 
- Jogar a Copa do Nordeste em si já é complicado, onde tem times de qualidade. Nordeste já se tornou uma realidade. Em vista de outros estados que ainda estão em busca de uma credibilidade, a Copa do Nordeste já tem essa credibilidade, a aceitação muito grande do público. Encontra-se só a nata do futebol nordestino. É um prazer muito grande poder trabalhar. Agora, sabemos das dificuldades, até por ser disputada junto com o campeonato estadual. São mais jogos, mais viagens, é um desgaste maior. Mas também há uma compensação muito grande. Você ganhar a Copa do Nordeste significa bastante a nível profissional, financeiro para o clube, para os jogadores. É uma competição que já pegou no Brasil todo - comentou o treinador.
 
Além da sequência de jogos, o comentarista Gustavo Castellucci lembrou de outra dificuldade que as equipes deverão encontrar. Com tantas viagens, ele ressaltou os gramados desconhecidos onde pisarão tricolores e rubro-negros.
 
- Tanto Bahia quanto Vitória devem ter problemas com os gramados Nordeste afora. Prejudica todos os times, claro, só que é ainda pior para equipes mais técnicas. Além disso a rotina de viagens deve ser cansativa. A comissão técnica vai ter um bom desafio para chegar em junho com o elenco bem fisicamente para encarar o Brasileirão.

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