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25 de Abr // | Política
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Zé Neto (PT), compareceu ao debate sobre pactuação e regulação do sistema de saúde, na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), na manhã desta terça-feira (25), e defendeu o Executivo estadual ao dizer que o “governo se coloca à disposição” dos prefeitos e secretários presentes.
 
Após o presidente da entidade, Eures Ribeiro (PSD), defender uma mudança no sistema público da Bahia, o petista destacou que o governo tem manifestado uma preocupação especial com os consórcios. “Temos que ter esse cuidado. E se o dinheiro é pouco, tem que ver onde vai gastar”, declarou.
 
Zé Neto disse ainda que, no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, 40% dos pacientes chegam sem atendimento intermediário. Além disso, o parlamentar também criticou o fechamento de farmácias populares por parte da gestão federal, o que será um agravante à situação. “É um retrocesso. O atendimento básico precisa acontecer”, acrescentou. Informações do Bocão News

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25 de Abr // | Política

O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), afirmou nesta terça-feira (25) Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) que ele e a direção do partido trabalham para que a legenda feche questão a favor da reforma da Previdência, o que obrigará os parlamentares da sigla a votarem a favor da proposta, sob risco de serem punidos.

 

O movimento para o PMDB fechar questão ganhou força na segunda-feira, após o PSB, que possui 35 deputados, fechar questão contra as reformas trabalhista e previdenciária. "Estamos trabalhando para fechar (questão) na reforma da Previdência", afirmou Rossi, um dos parlamentares mais próximos do presidente Michael Temer.

 

O objetivo é que o fechamento de questão do PMDB, dono da maior bancada na Câmara e Senado, sirva de exemplo para incentivar outros partidos da base aliada a também fazerem o mesmo. As proporias legendas aliadas cobram que a sigla de Temer faça isso primeiro. Embora o líder do PMDB trabalhe para fechar questão, muitos parlamentares do partido se posicionam contra a reforma.

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25 de Abr // | Política
O presidente Michel Temer vai exonerar todos os ministros que tiverem mandato na Câmara para poderem votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência. A exoneração deve ocorrer dias antes da votação no plenário da Casa, prevista para a segunda semana de maio.
 
Antes, o relatório de Arthur Maia (PPS-BA) será votado na comissão especial criada para discutir o tema. A decisão de Temer foi anunciada pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, após reunião do presidente com a equipe ministerial na tarde de hoje (24), no Palácio do Planalto.
 
"É um reforço. É como se fosse reforçar o time em campo. Vai ficar mais reforçado ainda com a ação efetiva e presente dos ministros na Câmara dos Deputados". Imbassahy, inclusive, será exonerado para reassumir seu mandato pelo PSDB. O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), será outro a deixar temporariamente seu cargo para voltar à Câmara. "O governo vai jogar todas as forças no sentido da aprovação da reforma da Previdência", disse Mendonça Filho.

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25 de Abr // | Política

O ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) afirmou nesta segunda-feira, 24, que deveria ter devolvido o relógio de US$ 20 mil que ganhou da empreiteira de Marcelo Odebrecht em seu aniversário, para evitar qualquer tipo indicação de que poderia favorecer a empreiteira em contratos com o governo baiano.

 

Segundo Wagner, o presente dado em 2012 foi aceito em razão da "amizade de longa data" que ele tinha com Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht e delator da Operação Lava Jato. "O cara era meu amigo, eu o conheço desde o pai dele (Claudio Melo). É um gostador de relógio, como eu sou. Me deu o relógio", disse Wagner, que participa nesta segunda-feira, em Brasília.

 

Ele participa do seminário "Estratégias para a Economia Brasileira - Desenvolvimento, soberania e inclusão", promovido pelas lideranças do PT na Câmara e no Senado e pela Fundação Perseu Abramo. "Se ele deu achando que ia me comprar, eu até reconheço que não deveria ter recebido", completou. A informação sobre o presente foi repassada aos investigadores por Claudio Melo Filho.

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24 de Abr // | Política
A marqueteira Monica Moura disse na ação do Tribunal Supeior Eleitoral que julga a cassação da chapa Dilma-Temer que discutiu diretamente com a ex-presidente pagamentos de caixa um e caixa dois na campanha de 2014. Segundo depoimento de Monica, a conversa com Dilma aconteceu no Palácio do Planalto.
 
Depois, a marqueteira foi encaminhada para acertar pagamentos por fora com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Mantega encaminhou, então, a marqueteira para a Odebrecht, que cuidou dos pagamentos por fora.  João Santana também falou na ação do TSE.  Diferentemente do que aconteceu na campanha de 2010, Dilma teria dito ao marqueteiro que ela cuidaria da campanha de 2014. 
 
Segundo os marqueteiros, foi cobrado R$ 105 milhões na campanha de 2014 pelos serviços prestados pela dupla: R$ 70 milhões declarados e R$ 35 milhões por caixa dois. Mas eles não teriam recebido todo o valor por fora. Nas contas dos marqueteiros, dos R$ 35 milhões do caixa dois eles dizem ter recebido cerca de R$ 10 milhões. Motivo: a Lava Jato.  O relato dos marqueteiros registra que o valor seria pago em 2015, mas, com o avanço das investigações da Lava Jato, o pagamento foi sendo adiado.

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24 de Abr // Bocão News | Política
Em balanço feito pelo secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, apesar da crise econômica e política que atinge o país, a Bahia continua sendo um bom ambiente para a realização de negócios. Apenas nos três primeiros meses do ano, de acordo com dados da secretaria, 28 empresas assinaram protocolos de intenção com a pasta.
 
Isso significa a possibilidade de investimentos de R$ 1,5 bilhão e a criação de mais de três mil novos empregos. No mês de março, os destaques foram a indústria de alimentos J. Macedo, detentora da marca Dona Benta, que pretende investir R$ 148 milhões na ampliação de sua produção abrindo mais 378 postos de trabalho, e a Central Eólica Babilônia.
 
Esta, com cinco empreendimentos no município de Morro do Chapéu, deve investir cerca de R$ 885 milhões impactando positivamente na economia da Chapada Diamantina. "A prioridade do governador Rui Costa à atração de novos investimentos tem dado resultado. As contas do estado equilibradas, ao contrário do que ocorre em outros estados, são uma vitrine para o empresário, que percebe que aqui há estabilidade para que seus investimentos dêem retorno. Além disso, a qualidade da nossa mão de obra é incontestável", diz o secretário Jaques Wagner.

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24 de Abr // | Política

A fidelidade dos deputados federais às orientações do governo Michel Temer no Legislativo vem caindo de maneira constante desde o fim do ano passado. Se em julho de 2016 a média de apoio ao governo na Câmara dos Deputados foi de 91% - o maior índice de governismo já registrado desde 2003 -, em abril deste ano essa taxa caiu para 79%, uma queda de 12 pontos porcentuais.

 

Os dados são do Basômetro, ferramenta interativa do Estadão Dados que coleta todas as votações nominais ocorridas no Congresso e compara os votos dos deputados com as orientações do governo. Segundo o levantamento, o fim da lua de mel entre Temer e os parlamentares ocorre no exato momento em que algumas das medidas mais importantes para o governo estão prestes a entrar na pauta, como as reformas da Previdência e trabalhista.

 

Os números revelam que, quanto mais recente o intervalo analisado, maior é a queda do governismo da Câmara. Nas primeiras 20 votações nominais do governo Temer, por exemplo, 92% dos deputados seguiram a orientação do Planalto. Já nas 20 mais recentes, apenas 68% fizeram o mesmo. Embora o governo Temer tenha se destacado em 2016 com uma taxa de fidelidade recorde na Câmara, a curva de tendência dos últimos meses aponta para uma convergência entre o apoio do peemedebista e a dos ex-presidentes do PT.

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24 de Abr // | Política

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a marqueteira Mônica Moura revelou que discutiu repasses de caixa dois para a campanha de Dilma Rousseff (PT) com a própria petista. O relato foi feito na manhã desta segunda-feira (24), por meio de videoconferência com o ministro Herman Benjamin, relator do processo que apura verbas ilícitas à campanha da chapa Dilma-Temer, em 2014.

 

Segundo informações da Veja, em seu relato, Mônica detalhou que o encontro com a ex-presidente teria acontecido em maio daquele ano, no Palácio do Planalto, em Brasília. Ela afirmou que, já na primeira conversa entre as duas, ficou acordado que os pagamentos não contabilizados ficariam a cargo do ex-ministro Guido Mantega, hoje identificado como operador do esquema na campanha.

 

Por outro lado, a publicitária aliviou a situação para o atual presidente Michel Temer (PMDB). Mônica afirmou que, tanto com o PMDB quanto com o candidato a vice, tratou apenas das preparações para os programas de TV. Esse depoimento contesta a defesa de Dilma e do Partido dos Trabalhadores de que a então candidata à reeleição desconhecia o uso de caixa dois na corrida eleitoral.

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24 de Abr // | Política
Declaradamente disposto à concorrer ao Planalto nas próximas eleições, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem usando sua cota parlamentar para custear as viagens pelo Brasil em que já se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2018. As informações são de reportagem de Thais Bilenky na Folha de S.Paulo.
 
De acordo com as regras da Câmara, a cota deveria reembolsar apenas viagens e despesas do mandato, sendo vedados quais quer "gastos de caráter eleitoral". "O conteúdo das falas de Bolsonaro, contudo, é explicitamente voltado à disputa de 2018, em que aparece com 9%, segundo mostrou o Datafolha em dezembro.
 
Nos últimos cinco meses, ao menos seis viagens em que o deputado tratou publicamente de sua intenção de concorrer ao Planalto foram custeadas pela Câmara. Somam R$ 22 mil. Mesmo em cidades onde ele não deu palestras, um roteiro se repetiu: chegada no aeroporto recepcionado por uma claque aos gritos de 'mito' e 'Bolsonaro presidente'. O deputado nega estar em campanha e atribui as viagens à participação na Comissão de Segurança Pública da Câmara –onde é suplente.

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24 de Abr // Bocão News | Política
Ex-ministra da Justiça e jurista baiana, Eliana Calmon diz que as reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) são "imprescindíveis para a nação funcionar". Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, a advogada afirma que o país precisa de leis justas, que protejam o trabalhador e o empregador.
 
"A Justiça do Trabalho é extremamente danosa à classe empresarial. E a classe empresarial não pode ser endemoniada. A classe empresarial é a galinha dos ovos de ouro, porque é o que sustenta a nação", observou Eliana. A ex-ministra se mostrou otimista em relação à possibilidade de o Congresso Nacional aprovar as reformas trabalhista e da Previdência em meio às resistências de setores da sociedade.
 
"A reforma da Previdência já começa a se avizinhar como aprovada, mas na medida das necessidades. O presidente Michel Temer é um verdadeiro maestro na arte de conciliar. Porque com essa podridão parlamentar que nós encontramos, ele tem conseguido verdadeiros milagres", disse a advogada baiana. Açao contra chapa Dilma/Temer:

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24 de Abr // | Política
Em meio ao maremoto político das delações da Odebrecht, a próxima semana já vai começar com uma nova onda que deve deixar a situação do país ainda mais instável: a retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer. Nesta segunda-feira (24), João Santana, Mônica Moura e André Santana, testemunhas no processo, irão prestar depoimento.
 
Os três irão depor em audiência no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), recolocando em pauta as irregularidades na eleição de 2014 e trazendo mais incertezas no horizonte. Se o desfecho do julgamento for pela cassação da chapa, o obrigatório afastamento do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo vai levar o país a um cenário desafiador.
 
Na política, dúvidas sobre formato da sucessão e de nomes para tocar o barco; na economia, riscos da perda dos tímidos sinais positivos; no campo externo, a sinalização da fragilidade institucional pelo país ter passado por dois presidentes num curto período de tempo. Esse é o pensamento de lideranças políticas, consultores, especialistas e de um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

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24 de Abr // | Política
Se ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse condenado por todos os crimes pelos quais é acusado na Justiça, ficaria de 519 a até incríveis 1.795 anos na cadeia, de acordo com a revista Istoé. Segundo a publicação, usando o mesmo critério, o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), poderia amargar até 247 anos na prisão.
 
Sua pena mínima seria de 60 anos. Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), não ficaria menos do que 39 anos no cárcere, podendo alcançar 170. Um grupo multipartidário de cinco expoentes políticos analisados por ISTOÉ não registra cifras menos assustadoras. Somadas, suas penas podem variar de 678 anos a fenomenais 2.527 anos no xilindró.
 
O cálculo é hipotético pois, no Brasil, ninguém fica mais de 30 anos na prisão. Mas o turbilhão Odebrecht aumentou em muito o tamanho do risco jurídico-emocional que corrói a classe política, cujo encalço é vigiado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O levantamento feito pela reportagem de ISTOÉ inclui o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), um dos principais auxiliares do presidente Michel Temer.

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24 de Abr // | Política

O ex-deputado Eduardo Cunha contou apenas metade da história na nota escrita na cadeia, em que afirma que mostrou ao presidente Michel Temer, com antecedência, o parecer pela abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados. Às vésperas da prisão, em 2016, Cunha almoçou com o dono da editora Matrix, Paulo Tadeu, em uma negociação para publicação de seu livro.

 

Durante o encontro, classificou um ponto como o mais interessante: disse que foi alvo de um “cabo de guerra” entre Lula e Michel Temer antes de abrir o processo. Prometeu detalhar as ofertas feitas pelos dois lados. A reunião com a Matrix em que citou ação de Lula para que agisse na direção oposta foi no aeroporto de Congonhas, dois dias antes de ele ser preso.

 

Procurada, a assessoria do ex-presidente disse que não comentaria. Ainda segundo a publicação, a editora tenta manter as negociações, mesmo após a prisão de Cunha. Um aliado do ex-deputado faz a ponte. O último recado, porém, foi de que ele não conseguiria terminar de escrever a obra no presídio. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

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24 de Abr // | Política

Em reunião marcada para esta segunda-feira (24), o presidente Michel Temer (PMDB) vai pedir "empenho máximo" dos ministros no esforço para a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária. O objetivo é que as bancadas na Câmara sejam convencidas a aprovar os textos sem novas concessões.

 

Temer afirmou, em encontro com ministros e líderes da base aliada realizado na noite deste último domingo (23), no Palácio do Jaburu, que os textos das reformas foram construídos em diálogo com os partidos governistas. Por causa disso, segundo o presidente, "todos são responsáveis" pelas propostas.

 

Na reunião desta segunda-feira, Temer vai dizer que é preciso resistir às pressões das categorias mais mobilizadas, que pretendem manter privilégios na Previdência. O objetivo do governo é manter inalterado o relatório apresentado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) na comissão especial que discute o tema. O texto da reforma da Previdência será apreciado pela comissão a partir do dia 2 de maio. Já a reforma trabalhista será votada pela comissão na terça-feira (25).

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23 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

A Odebrecht entregou à força-tarefa da Operação Lava Jato extratos que comprovariam o pagamento de propina vinculada por delatores a uma reunião com o presidente Michel Temer em 2010. O montante supera os US$ 40 milhões e, segundo ex-executivos, o repasse foi acertado em encontro com o hoje presidente, em seu escritório político paulistano.

 

De acordo com a Folha de S. Paulo, os delatores apontaram que a propina refere-se a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, que envolvia certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões. Os documentos apresentados pela empreiteira mostram que os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões.

 

Do montante milionário, pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, nos casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, para os demais. Em delação, Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, contou que o PMDB negociou propina de 5% do contrato, correspondente a US$ 40 milhões.

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23 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

O presidente Michel Temer disse nesse sábado (22) que a prática irrestrita do Caixa 2 nas eleições brasileiras não passa de uma “opinião” do Grupo Odebrecht. Em entrevista à agência EFE, o peemedebista afirmou: “Acho que é uma opinião. A Odebrecht é que acha que todos os políticos se serviram do caixa 2. Aliás, ao assim se manifestarem, dizem que eles são os produtores do caixa 2. Eu conheço muitos políticos que não se serviam do Caixa 2 para se eleger”.

 

O presidente citou ainda o seu partido, o PMDB, como símbolo de idoneidade, livre de Caixa 2 durante pelo menos 15 anos, período em que ele foi presidente da legenda. “Eu fui presidente de um partido, o maior partido do país, durante 15 anos, e as contribuições chegavam oficialmente pelo partido”, disse.

 

Sobre o corte de ministros por envolvimento em esquemas de corrupção, o presidente explicou seu método: “Quando um delator fala, há o início de um processo que ainda nem é um processo judicial. Muitas vezes é um inquérito de natureza administrativa. Depois pode dar-se a hipótese do inquérito judicial, e depois é que o Ministério Público vai verificar se denuncia ou não. E o Judiciário vai dizer se recebe ou não a denúncia”, disse.

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22 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política
O presidente Michel Temer foi acusado por dois criminosos delatores da Odebrecht de abençoar em seu escritório político em São Paulo, em 2010, uma negociata de 40 milhões de dólares do grupo com a Petrobras e o PMDB. Entre as provas apresentadas pelos acusadores ao Ministério Público Federal (MPF), uma planilha registra o pagamento de 65 milhões de dólares em propina. 
 
Os pagamentos começaram em 21 de julho de 2010, seis dias depois da reunião no escritório de Temer. Um repasse de 256 mil dólares a “Tremito”, codinome para identificar PMDB, segundo um dos delatores. O outro codinome para PMDB era “Mestre”, diz o mesmo delator. “Tremito” e “Mestre” receberam 32 milhões de dólares entre 2010 e 2012, provavelmente no exterior.
 
Os outros 8 milhões de dólares em propinas, a inteirar os 40 milhões da negociata, foram pagos aos codinomes “Ferrari”, “Drácula” e “Camponez”. Trata-se de um trio de petistas, o senador cassado Delcidio Amaral (MS), o atual líder do partido no Senado, Humberto Costa (PE), e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. Costa está sob investigação do MPF por causa dessa história.
 
Segundo os delatores, embora a tramoia tenha sido negociada com o PMDB, dirigentes da Petrobras ligados ao PT teriam ficado sabendo e exigido um quinhão para petistas. O rateio final teria sido assim: o PMDB com 4% de um contrato de 825 milhões de dólares (os 32 milhões a “Tremito” e “Mestre” se aproximam desse percentual, que daria 33 milhões) e o PT, com 1% (os 8 milhões ao trio petista dá mais ou menos isso).
 
A soma dos pagamentos a Tremito, Mestre, Ferrari, Drácula e Camponez registrados na planilha é de 40 milhões de dólares, valor da negociata, segundo os delatores. Os demais cerca de 25 milhões da planilha foram, ao que parece, para um funcionário da Petrobras, Aluisio Teles, codinome "Acelerado" na planilha. 

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22 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

O presidente Michel Temer (PMDB) refutou, em entrevista à agência de notícias Efe, publicada neste sábado, a possibilidade de perder o mandato no processo que corre na Justiça Eleitoral contra a chapa vencedora das eleições de 2014, formada por ele e a ex-presidente Dilma Rousseff. 

 

Ao salientar que todas as doações recebidas por sua campanha foram legais, Temer disse esperar que o caso seja julgado como improcedente e, a menos de dois anos de encerrar o mandato, assinalou que recursos devem prolongar o processo até a decisão final. ”Não sei qual será a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ela vai demandar recursos, tanto internamente no tribunal como seguramente para o Supremo Tribunal Federal (STF)” disse o peemedebista.

 

“Ou seja, há ainda um longo percurso processual a percorrer. Então, na pior das hipóteses, se houver, digamos assim, a anulação da chapa, a cassação da chapa, haverá recurso”, acrescentou.

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22 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

Em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retomou a análise do projeto que inclui na Lei de Crime de Responsabilidade o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que usurpar as competências do Legislativo e do Executivo. O objetivo do projeto, segundo os autores, é acabar com o “ativismo judiciário”. 

 

A proposta volta à discussão no momento em que o STF vai se debruçar sobre a extensão do foro privilegiado, a constitucionalidade da condução coercitiva e a necessidade de autorização prévia de Assembleia Legislativa para processar governador. O projeto foi apresentado em março do ano passado pelos deputados Givaldo Carimbão (PHS-AL) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). Na justificativa da proposta, eles alegam que a legislação é “pródiga” ao citar presidente e ministros de Estado “mas lacônica ao fazer o mesmo com os membros do Judiciário”.

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22 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

Durante encontro com dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, nesta sexta-feira (21), o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) voltou a defender o ex-presidente Lula como solução para a crise sociopolítico-econômica instalada no país. “Todos os ataques são por ele liderar as pesquisas para a presidência em 2018, isso foi comprovado nas últimas pesquisas desta última semana [Vox Populi e Ibope]. O Brasil está em uma crise sem precedentes, econômica, política e social, e somente com o retorno do PT, por meio do voto popular, com Lula para a presidência, será capaz de dirimir isso”.

 

 O deputado ainda diz que “o país precisa restabelecer a sua democracia, restabelecer o direito do cidadão votar e ter um presidente eleito pelo voto”. Para Valmir, os ataques são baseados em frágeis argumentos de delatores presos há mais de um ano. “Estão enlouquecidos e atirando para todos os lados. Até o Ministério Público Federal incentivou acordo de delação para incriminar Lula.

 

Cada vez mais, as pesquisas demonstram, não adianta as invencionices contra Lula, o povo sabe quem ele é, e que tem condições de recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento, da igualdade, da geração de emprego e renda”. Conforme Assunção, desde quando o ex-presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ) abriu o processo de impedimento contra a presidente eleita Dilma Rousseff o país não teve sossego.

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22 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

A força-tarefa da Operação Lava Jato recebeu da empreiteira Odebrecht extratos que comprovariam pagamento de propina negociada em reunião com o hoje presidente Michel Temer. A informação é do jornal Folha de S. Paulo e reforça depoimento de ex-executivos da empresa sobre repasse de pelo menos US$ 40 milhões ao então presidente do PMDB nacional e da Câmara dos Deputados. O acordo teria sido fechado no escritóro do peemedebista, na capital paulista, em 2010.

 

A soma seria decorrente de contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, relacionado a certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões.

 

Ainda segundo a Folha, os repasses teriam sido feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos apresentados pela empreiteira chegam a US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas atinge US$ 65 milhões. Parte dos valores teria sido paga em espécie no Brasil, mas a maioria foi distribuída por contas de operadores no exterior.

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21 de Abr // | Política
O empresário Emilio Odebrecht pode até tentar, mas não consegue disfarçar a arrogância de quem está acostumado a mandar. Nas conversas com os procuradores federais, o patriarca da família baiana deixa claro a reverência com que era tratado por políticos de várias legendas no Brasil e no exterior. A informaçãso é da colunista da Folha, Raquel Landim.
 
É impressionante a extensão do poder que chegou a desfrutar, mas a verdade é que hoje ele está mais acuado do que leva crer sua atitude nos vídeos divulgados pela Justiça. Além de ter seu filho e herdeiro, Marcelo Odebrecht, preso há quase dois anos em Curitiba, o empresário vem assistindo seu império desmoronar.
 
A situação financeira da Odebrecht é muito delicada. O grupo depende da venda de ativos e de intricadas renegociações com os bancos para não quebrar. Alguns ramos de negócio já conseguiram mais prazo dos credores, mas ainda há pesadas dívidas a solucionar na empresa de petróleo e nas concessões de infraestrutura. A crise é tão grave que até a construtora se tornou foco de preocupação do mercado, apesar do perfil de longo prazo de seu endividamento.

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21 de Abr // | Política

Alvo de inquéritos por corrupção, o senador Romero Jucá (RR), voltou a defender hoje a continuidade e a rapidez das investigações afirmando que "parar a Lava Jato hoje é parar a calúnia como está". "Defendemos a Lava Jato e queremos rapidez na Lava Jato porque hoje todos estão sendo caluniados. Ou não. O que vai definir se é calúnia ou se é verdade é a investigação", disse o senador.

 

Juca falou em discurso durante o durante o 16º Fórum Empresarial, que acontece em Foz do Iguaçu (PR). "Então, parar a Lava Jato hoje é congelar a calúnia no estado em que ela está. Quem tem seriedade com o Brasil e quer passar a limpo este País quer a investigação", completou, afirmando que o país vive hoje um tempo de "facilidade" e "generalização" de acusação.

 

"Vivemos hoje um momento de crise política, que, sinceramente - e eu estudo história política, fui governador e tenho três mandatos como senador - e não vi uma crise como a que o país está vivendo", afirmou. Ao defender a necessidade de aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, o senador peemedebista, líder do governo no Senado, disse que as investigações da Lava Jato "são questões tratadas no Judiciário" que "não vão paralisar o Congresso".

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21 de Abr // Leonardo Sousa | Política

Ao defender a reforma trabalhista diante da elite empresarial do país, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez fortes críticas aos sindicatos, que resistem às mudanças na legislação. "Os sindicatos não querem perder a boquinha, aquilo que ganham sem nenhum esforço. Então, é legítimo que se mobilizem", disse durante a cerimônia do Prêmio Lide, durante o 16º Fórum Empresarial em Foz do Iguaçu.

 

A afirmação do presidente foi feita no momento há uma forte tendência na Casa pela extinção do imposto sindical, principal fonte de recursos dos sindicatos. Na manhã desta sexta-feira (21), Maia fez novas críticas aos sindicatos, desta vez ao falar sobre a depredação da entrada do prédio da Câmara durante a votação da urgência da reforma.

 

"Os sindicatos, com muita competência, pressionam, acuam e depredam o Congresso como fizeram na semana passada. A Polícia Civil, que deveria estar preocupada com a nossa segurança, vai ao Parlamento e quebra as entradas do Parlamento brasileiro. A gravidade de um ato como este é muito maior que pressionar parlamentares na Câmara dos Deputados", disse.

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21 de Abr // | Política

Ex-treinador da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho trocou de partido político, saindo do PSDB para o Partido Novo. De acordo com o jornal O Globo, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), estaria tentando reverter a decisão do treinador. Ele era a principal aposta dos tucanos para a eleição para o governo do Rio de Janeiro, no ano que vem.

 

Segundo o presidente da legenda, João Amoêdo, o Partido Novo deve também deve tentar convencer Bernardinho a concorrer ao cargo. "Eu acho que tem muita gente no Brasil que gostaria de votar nele, não só por ser um vencedor, um formador de equipe, mas pelo cenário em que a gente precisa trazer novas lideranças para a política. Agora, é uma mudança de vida que eu sei que não é fácil para ele", comentou Amoêdo em entrevista ao jornal O Globo.

 

A desfiliação de Bernardinho foi notada pelo PSDB  durante um levantamento de rotina há cerca de dois meses. Em nota divulgada pela sua assessoria de imprensa, Aécio minimizou a perda. “Estou certo de que qualquer projeto eleitoral que ele venha a abraçar ocorrerá em parceria com o PSDB ou, quem sabe, dependendo do que venha a ocorrer na reforma eleitoral, no próprio PSDB. Ele continua tendo conosco as melhores relações”, diz o texto.

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21 de Abr // | Política
José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro, nesta quinta-feira (20), que foi orientado pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva a destruir provas que pudessem incriminá-lo na Operação Lava Jato.
 
Pinheiro e Lula são réus na ação penal que envolve um triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, três contratos da OAS com a Petrobras originaram propina ao ex-presidente. Essa vantagem indevida teria ocorrido por meio da reserva e reforma do triplex e do custeio do armazenamento dos bens do ex-presidente.
 
"Eu tive um encontro com o ex-presidente, em junho, tenho isso anotado na minha agenda, são vários encontros, onde o presidente textualmente me fez a seguinte pergunta [Lula]: 'Léo, o senhor fez algum pagamento a João Vaccari no exterior?' Eu [Léo] disse: ‘Não, presidente, nunca fiz pagamento a essas contas que nós temos com Vaccari no exterior’. [Lula]: ‘Como você está procedendo os pagamentos para o PT?’. 'Através do João Vaccari.

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20 de Abr // | Política
O prefeito ACM Neto (DEM-BA) aparece como 29º em um ranking de influenciadores políticos realizado pelo jornal Gazeta do Povo. O ranking tem como base as redes sociais e tem como objetivo elencar quais são os políticos que estão influenciando o debate político no país. O ranking traz quem têm mais seguidores e mais engajamento no Facebook
 
Os dados foram coletados entre os dias 13 a 19 de abril. O prefeito totalizou um engajamento de 17.054 durante o período, sendo 1.421 comentários, 730 compartilhamentos e 14.903 “reações” totais. Do total de reações, 94,3% eram curtidas, 4,8% foram reações "amei" e 0,2% de reações "grr". A média de interações por postagem foi de 2.436. O engajamento total desde janeiro também foi colhido pelo jornal, que observou que o prefeito obteve um pico de engajamento em fevereiro.
 
O primeiro lugar foi do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP). Doria aparece com engajamento total de 810.998 e com 2.446.347 de seguidores no Facebook e 367.603 no Twitter. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é o segundo político com maior engajamento, apresentando 532.876 de engajamento total, seguido do deputado Pastor Feliciano (PSC-SP) que totalizou engajamento de 438.920.

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20 de Abr // | Política
O eventual retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem afirmado que pretende concorrer ao Palácio do Planalto em 2018, é mais uma "dor de cabeça" para o presidente Michel Temer, no momento em que o atual governo enfrenta dificuldades para aprovar a reforma da Previdência em curso na Câmara dos Deputados. destaca o jornal britânico "Financial Times".
 
Citando um vídeo recente em que o líder do Partido dos Trabalhadores exalta seus oito anos à frente do poder, entre 2003 e 2010, quando a economia brasileira esteve entre as de maior crescimento no mundo, o "FT" diz que "o carismático" Lula "deu o pontapé inicial no que muitos acreditam que pode se tornar uma das mais notáveis tentativas de retomada política do Brasil".
 
No vídeo, o petista ataca o governo Temer e faz críticas à reforma da Previdência. "Eles querem retirar os direitos dos trabalhadores e dificultar a aposentadoria", acusa o ex-presidente. O FT salienta, no entanto, que Lula enfrenta investigações por corrupção em processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro no âmbito da Lava Jato e que, se for condenado e a decisão for mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), se tornará inelegível em 2018, conforme a lei eleitoral brasileira.

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20 de Abr // | Política
Ao juiz federal Sérgio Moro, no fim de seu interrogatório na Operação Lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocci (Governos Lula e Dilma/Fazenda e Casa Civil) foi categórico: ‘Todo mundo sabe que teve caixa 2 em todas as campanhas’. O petista não apontou especificamente para nenhuma corrida eleitoral.
 
“Digo ao sr: não sou alheio, em tudo que fiz na minha vida pública não deixei de cometer erros, não deixei de cometer erros e procurei aqui dizer sobre essa questão de caixa 2 eu não me sinto em condições de falar o que todo mundo está falando que nada existiu, que tudo foi aprovado nos tribunais. Não, todo mundo sabe que teve caixa 2 em todas as campanhas. Não vou mentir sobre coisas…”, afirmou.
 
“Eu queria, então, portanto, concluir, dizendo ao sr que nunca pedi recurso para empresa enquanto ministro, nunca pedi recurso para sondas, nunca, jamais. Aliás, um dado a mais. A Sete Brasil é uma empresa privada, é propriedade de bancos. Não sei como um agente público poderia pedir apoio. Nunca pedi recursos fora do Brasil e nunca pedi ou operei caixa 2, mas ouvi dizer que existia em todas as campanhas, isso é um fato.”

Política

20 de Abr // | Política
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, confirmou nesta quinta-feira (20) que houve um acordo entre o governo da Bahia, na época em que ele era governador, e a empreiteira Odebrecht para pagamento de uma dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) com a empresa.
 
Esta informação consta no depoimento do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, utilizado para encaminhar uma petição do Ministério Público Federal para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) contra o ex-governador. De acordo com Wagner, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou o Estado a pagar uma dívida de R$ 1,4 bilhão, mas uma negociação feita por ele dirimiu o débito.
 
“O Judiciário condenou o Estado a pagar a dívida. A dívida era de R$ 1,4 bilhão. Acabamos fazendo um acordo para pagar R$ 290 milhões em 100 parcelas, em oito anos. Eu só fiz beneficiar. Se acham que foi um mau negócio, aí eu não sei”, defendeu em entrevista durante um evento em Feira de Santana. O ex-governador ainda afirmou que, caso haja algum “trambique” em relação ao pagamento, “vai ter que prender muita gente do Judiciário”.

Política

20 de Abr // | Política
O início das investigações da Operção Lava Jato não inibiu a Odebrecht de seguir com sua rotina de pagamentos irregulares a políticos com o objetivo de alterações na legislação que fossem favoráveis aos interesses da empreiteira. Em depoimentos ao Ministério Público, ex-executivos da Odebrecht afirmaram que, de 2005 a 2015, a empresa pagou propina.
 
Os executivos fizeram também contribuições oficiais ou doou por meio de caixa dois para tentar influenciar o destino de pelo menos 20 atos do Legislativo e do Executivo, em sua maioria a edição e a aprovação de medidas provisórias. Os últimos acertos relatados pela empresa ocorreram quando a Lava Jato já estava em andamento –trata-se da medida provisória 677 de 2015, que prorrogou contratos de energia de grandes indústrias no Nordeste.
 
"O exame dos depoimentos mostra que o trabalho do grupo se voltava principalmente para influenciar a elaboração de normas ligadas à tributação e à renegociação de dívidas com o governo. Os movimentos da companhia eram articulados por uma dobradinha: Marcelo Odebrecht mantinha interlocução com o Executivo, e Melo Filho, com o Congresso. Melo Filho tinha como seu maior interlocutor o senador Romero Jucá (PMDB-RR), a quem tratava como "resolvedor da República no Congresso".

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19 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA), marcou a votação do projeto que atualiza a lei do abuso de autoridade para próxima quarta-feira (26). Ele disse que não vai mais admitir "obstrução, nem nenhum outro tipo de chicana regimental" para protelar a apreciação do texto. A leitura do relatório na CCJ, nesta quarta-feira (19) durou mais de duas horas.

 

Como já era previsto, o relator da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), rejeitou o projeto de autoria do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e apresentou um substitutivo baseado na proposta alternativa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com diversas alterações. 

 

Desde o final do mês de março, havia um acordo informal para que a votação do texto ocorresse hoje. Porém, após o fim da leitura, diversos parlamentares pediram vista, o que impediria a apreciação.

Política

19 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

O senador Otto Alencar (PSD) descartou, nesta quarta-feira (19), a tese apresentada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), de que o parlamentar dispute o Senado novamente em 2018, apesar de ter mais quatro anos de mandato, para “fortalecer” a chapa de Rui Costa (PT), que será candidato mais uma vez ao Palácio de Ondina.

 

“Não tem porque eu, com mandato de senador, disputar outro mandato de senador. Seria redundância política. Eu agradeço a ele [Wagner] a lembrança. Faz isso mais por amizade, até por brincadeira, mas não vou, de maneira nenhuma, disputar eleição de senador tendo mandato. Descarto totalmente. Não tem essa possibilidade. Não é hora de falar [de eleição] ainda. A hora de falar é em março de 2018. Aí ele fala essas coisas, faz essas conjunturas… Não tenho interesse. Eu não vou disputar. Ponto final”, enfatizou, em entrevista ao bahia.ba.

 

Nos bastidores, o comentário é de que Otto pode articular a candidatura à reeleição do hoje secretário estadual de Educação, Walter Pinheiro, que é senador licenciado. O titular da pasta se filiaria ao PSD e concorreria ao lado do próprio Wagner, em uma chapa com Rui e o vice-governador João Leão (PP), mantidos em seus postos.

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19 de Abr // Gildásio Cavalcante | Política

Um dia depois de ser rejeitado, o requerimento de urgência para a reforma trabalhista foi aprovado na Câmara durante a noite desta quarta-feira (19).

 

O pedido para acelerar a tramitação do projeto foi aprovado por 287 votos a 144. Eram necessários pelo menos 257 votos favoráveis.

 

O governo decidiu colocar o projeto na pauta da Casa pelo segundo dia consecutivo, provocando protestos da bancada de oposição.

Política

19 de Abr // | Política
No dia seguinte à divulgação da pesquisa CUT/Vox Populi que apontou o ex-presidente Lula liderando em todos os cenáriso em primeiro e segundo turno nas eleições presidenciais de 2018, e vencendo a disputa já em primeiro turno, a presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, disse que o resultado dessas pesquisas "dá um trauma generalizado".
 
A declaração foi feita na tarde desta quarta-feira 19, durante um encontro com lideranças sindicais em Washington, nos Estados Unidos. "O que aparece nas pesquisas? Aparece o Lula. Aí dá um trauma generalizado", comentou. Segundo ela, o processo contra o ex-presidente é hoje "a principal pauta do Judiciário no Brasil".
 
"O fator Lula é um fato extremamente complicado. Porque eles sabem que em qualquer processo democrático não se usa medidas casuísticas como montar de tudo quanto é jeito e forma um processo contra ele. A questão de montar um processo contra o Lula é algo que é a principal pauta do Judiciário no Brasil", afirmou. Sem citar nomes, ela criticou ainda a postura de juízes brasileiros, como de Sergio Moro.

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19 de Abr // | Política
A defesa do ex-presidente Lula apresentou nesta quarta (19) documentos de recuperação judicial da empreiteira OAS em que a empresa afirma ser a proprietária do tríplex do Condomínio Solaris, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Os documentos serão protocolados na 13ª Vara de Curitiba, onde o petista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex.
 
Para o Ministério Público, o petista se beneficiou de reformas do imóvel feitas pela construtora OAS, cujos recursos teriam origem no esquema de corrupção na Petrobras. O ex-presidente também é suspeito de receber cerca de R$ 3 milhões em vantagens indevidas e acusado de comandar o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação.
 
Segundo o advogado do ex-presidente Cristiano Zanin Martins, os documentos do plano de recuperação judicial da OAS reforçam a tese da defesa de que é "impossível que o apartamento seja propriedade de Lula". A unidade 164-A do condomínio aparece listada em uma avaliação de bens e ativos da empresa em ação que corre desde setembro de 2015 na 1ª Vara de Falências de São Paulo. Nela, duas unidades do Solaris são arroladas como ativos da empreiteira.

Política

19 de Abr // | Política

Com a justificativa de que estava "atordoado" com a recente prisão e "preocupado" em manter a então presidente Dilma Rousseff (PT) no posto, o publicitário João Santana admitiu ter mentido em seu primeiro depoimento à Justiça, em fevereiro do ano passado. Na oportunidade, ele disse ao juiz Sérgio Moro que os recursos recebidos no exterior se referiam "exclusivamente" a pagamentos de campanhas feitas em outros países.

 

"Na época, ainda atordoado, um dia depois da prisão, e também preocupado com a própria estabilidade política e manutenção do cargo da presidente Dilma, eu cometi o equívoco, eu menti para a Justiça sobre isso. Por isso, a primeira versão minha, que esses recursos eram todos de campanhas no exterior. Não estava mentindo de todo, porque boa parte dos recursos provinha disso", corrigiu Santana em novo depoimento.

 

Os repasses não contabilizados em folha eram feitos pela Odebrecht por intermédio de Antônio Palocci, ex-ministro de Dilma. Ele também trabalhou com campanhas eleitorais em países da África e demais nações da América Latina. O marqueteiro confirmou também que houve pagamento de caixa dois na campanha presidencial de Dilma, em 2010, e nas campanhas dos petistas, Fernando Haddad, a prefeitura de São Paulo, e Patrus Ananias, a Belo Horizonte, em 2012. Preso na Operação Acarajé, o marqueteiro fechou acordo de delação premiada.

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19 de Abr // | Política

Enquanto o PSDB não define quem vai lançar como candidato à presidência, o prefeito de São Paulo, João Doria, desponta como o tucano favorito pelo povo. Uma pesquisa realizada pelo DataPoder360 apontou que o prefeito paulistano possui 13% das intenções de voto frente a 8% do governador Geraldo Alckmin e 7% do senador mineiro Aécio Neves.

 

As análises colocam os potenciais candidatos no mesmo cenário em disputa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que dispara na liderança nas três situações, seguido do deputado Jair Bolsonaro. A pesquisa ainda considera Marina Silva e Ciro Gomes. Apesar da pressão em torno de uma provável candidatura, Doria segue firme no propósito de apoiar Alckmin, seu "padrinho" na campanha à prefeitura de São Paulo, em 2016.

 

No entanto, os outros dois tucanos estão citados nas delações da Odebrecht e fragilizados na disputa, com seus nomes constantemente envolvidos em casos de corrupção. Aécio, por exemplo, é alvo de cinco inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF). Por outro lado, Doria é o menos conhecido entre todos os pré-candidatos. Cerca de 53% das pessoas que responderam a pesquisa afirmam não conhecer o prefeito paulistano, que possui a menor taxa de rejeição, em 23%.

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19 de Abr // | Política

O empresário Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, deverá relatar, em uma possível delação premiada, os favores feitos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula Da Silva e sua família. Nesta quinta-feira (20) o sócio da OAS adiantará detalhes em depoimento ao juiz federal Sergio Moro.

 

A oitiva é no âmbito da ação que envolve a reforma de um tríplex em Guarujá (SP), que seria destinado ao ex-presidente. De acordo com a Folha, Léo Pinheiro negociou com procuradoroes fazer um relato detalhando a relação que tinha com o petista e seus familiares, o que indicaria que um futuro acordo de delação a ser fechado não dependeria apenas de informações sobre Lula.

 

O desempenho do empreiteiro no depoimento é considerado fundamental, por ser vista como a última chance de ele ter o acordo fechado com a força-tarefa da Lava Jato. Pinheiro tenta celebrar a delação premiada, mas desde agosto do ano passado as tratativas foram suspensas pela Procuradoria-Geral da República após o vazamento de informações ligadas a obras na casas do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal - não foram identificadas irregularidades, segundo a Folha.

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19 de Abr // | Política
A defesa do ex-presidente Lula recorreu, na terça (18), da decisão que exige a presença do político em todas os depoimentos das testemunhas de defesa dele. Ao todo, Lula arrolou 87 pessoas para as audiências. Para os advogados do ex-presidente, a determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, "não tem amparo legal".
 
"Demonstramos que o processo penal deve seguir o princípio da legalidade estrita, de modo que o juiz não pode inovar ou criar situações ou penas que não estejam expressamente previstas na lei, afirmou a defesa em nota. Para os advogados, a exigência do comparecimento resulta em tratamento diferenciado em relação às testemunhas de acusação.
 
Então, a defesa pediu que a presença de Lula seja facultativa e, não, obrigatória. Caso não seja possível, os advogados querem que a previsão legal em que Moro se baseou para proferir a decisão seja explicitada "para que a defesa tenha pleno conhecimento do processo que orientou tal decisão e de todas as consequências jurídicas a ela inerentes”.




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