Notícias

Política

Política

22 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política
Avaliando que o governo Michel Temer pode estar com os dias contados, parlamentares da base já começam a se articular para defender eleições indiretas.
 
Por ser o último na linha sucessória, Rodrigo Maia (DEM) presidiria o país por 30 dias e conduziria o processo. 
 
À excessão dos oposicionistas, que são maioria no Congresso, deputados e senadores dizem que a votação de uma PEC que convocasse eleições diretas seria longa e faria com que o país vivesse ainda mais instabilidade. 

Política

22 de Mai // | Política

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu neste fim de semana a realização de uma “sucessão controlada”, com um acordo entre todas as forças políticas para chegar a 2018. Segundo informações do jornal O Globo, o tucano afirmou a dois interlocutores ter avaliado que o presidente Michel Temer não conseguirá se manter no cargo.

 

Diante do cenário, ele ligou no último sábado (20) para o ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim para iniciar a articulação. De acordo com O Globo, a escolha por Jobim, que foi ministro da Defesa nas gestões Lula e Dilma Rousseff, foi feita para permitir uma ponte com o PT.

 

FHC propõe que todos possam se enfrentar nas eleições de 2018, mas que no momento, é necessária a união. A pessoas próximas do PMDB, no entanto, ele informou que o PSDB não pode “trair” Temer. Ele também ligou para o presidente no sábado e o aconselhou a “resistir” e “ficar firme” na crise política que enfrenta – na quinta, em texto publicado nas redes sociais, defendeu a renúncia, caso as alegações da defesa dos implicados “não fossem convincentes”.

Política

22 de Mai // Bahia Notícias | Política

O governador Rui Costa não participou dos eventos do PT neste final de semana e esta ausência gerou os mais diversos tipos de burburinhos. Uns disseram que a ausência de Rui é um sinal claro do seu afastamento do partido; há quem diga que o governador está de malas prontas para deixar o PT.

 

Outros afirmam que o governador recomendou consenso, visando a união das mais diversas tendências petistas. Para Rui, o consenso é um forte aliado para o fortalecimento do partido e também para sua modernização diante dos anseios sociais. Unido, o PT cresce; com disputas internas se fragiliza.  

 

O governador opinou no sentido do consenso e não foi ouvido e por isso ficou à vontade para não ir ao Congresso do PT, que terminou reelegendo Everaldo Anunciação presidente. Desfrutando de alta popularidade, Rui Costa é apontado com um dos melhores governadores do País e uma estrela que começa a brilhar no cenário nacional. Não lhe faltam convites para mudar de partido no entanto, fontes próximas a Ondina garantem que o governador baiano continuará no PT.

Política

22 de Mai // | Política
O presidente Michel Temer disse que seria "admissão de culpa" renunciar ao mandato. "Se quiserem, me derrubem", afirmou o pemedebista em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" publicada nesta segunda-feira (22). Além disso, informou o colunista do G1 Gerson Camarotti, os articuladores políticos do governo foram avisados que parte da base aliada quer a renúncia do pemedebista.
 
Alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa, Temer enfrenta a maior crise política de seu mandato. Neste fim de semana, a Ordem dos Advogados do Brasil decidiu apresentar pedido de impeachment ao Congresso, onde a oposição já lidera um movimento pela saída do presidente.
 
Na entrevista à "Folha", Temer afirmou que não está politicamente perdido. “Eu vou revelar força política precisamente ao longo dessas próximas semanas com a votação de matérias importantes. Tenho absoluta convicção de que consigo. É que criou-se um clima que vai ser um desastre, de que o Temer está perdido. Eu não estou perdido”.

Política

22 de Mai // | Política
A crise política gerada pelas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, que atingem principalmente o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), ameaça paralisar os trabalhos previstos para esta semana no Congresso Nacional. Os empresários fecharam acordo de delação no âmbito da Operação Lava Jato.
 
Eles entregaram ao Ministério Público Federal documentos, fotos e vídeos para comprovar as informações. As delações dos irmãos Batista já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal e o conteúdo, divulgado na semana passada. Em razão do que foi informado por Joesley e Wesley Batista, o Supremo autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente Temer. 
 
Além disso, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, determinou o afastamento de Aécio Neves do mandato de senador (a irmã de Aécio e um primo dele foram presos pela Polícia Federal). No Congresso Nacional, a oposição passou a liderar um movimento a favor do impeachment de Temer e, além disso, informou o colunista do G1 Gerson Camarotti, os articuladores políticos do governo foram avisados que parte da base aliada quer a renúncia do presidente. 

Política

22 de Mai // | Política
O dinheiro da JBS, principal conglomerado brasileiro do setor de carnes, ajudou a eleger um em cada três dos integrantes da Câmara e do Senado. O grupo foi o principal financiador privado de candidatos na eleição de 2014. Entre os documentos que os delatores da JBS entregaram à PGR está uma lista de deputados eleitos em 2014 e beneficiados por doações do grupo empresarial.
 
Nela, há 166 nomes – 32% do universo de 513 deputados eleitos. No pacote de documentos também há uma relação dos atuais senadores, com um “ok” marcado ao lado do nome de cada parlamentar que recebeu recursos da JBS. A lista inclui 28 senadores, ou 35% do total de 81 parlamentares da Casa.
 
O grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista fazia lobby no Executivo, no Congresso e também em governos estaduais para obter vantagens e ganhar mercado. Em ao menos um caso, houve compra de votos na Câmara para aprovar legislação que dava à companhia benefícios tributários, segundo confissão dos delatores. A existência dessa rede de influências pode provocar polêmicas futuras.

Política

22 de Mai // Estadão | Política
A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) vai entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele possa retomar o mandato parlamentar. No entendimento dos advogados do tucano, Alberto Toron e Eduardo Alckmin, não há respaldo constitucional para que Aécio permaneça afastado do cargo de senador da República.
 
“Vamos entrar com um agravo regimental questionando a aplicação das medidas cautelares contra o senador, sobretudo aquelas que o afasta das atividades legislativas. O ponto fundamental é que o afastamento imposto ao senador não encontra qualquer respaldo na Constituição”, afirmou Toron.
 
O advogado argumenta ainda que o caso de Aécio é diferente dos demais parlamentares que foram afastados do cargo pela Operação Lava Jato, como o senador cassado Delcídio Amaral (ex-PT-MS) e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “O Delcídio foi preso em flagrante. Já o afastamento de Cunha aconteceu porque ele estava se valendo da condição de presidente da Câmara para impedir o avanço do processo contra ele no Conselho de Ética”, disse.

Política

21 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

Afastado do Senado por decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Aécio Neves vai apresentar à Suprema Corte na próxima segunda-feira (22) um pedido para retomar o mandato.

 

"Vamos pedir a revogação das cautelares. O passaporte, ele vai entregar. Mas o afastamento do mandato é ilegal, não há amparo na Constituição", afirmou Alberto Toron, advogado do senador, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

 

O tucano foi afastado na Operação Patmos, deflagrada na última quinta (18). Fachin acatou parcialmente os pedidos feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Política

21 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

O dirigente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Marcelo Carvalho, estima que a manifestação da tarde deste domingo (21) contra Michel Temer reuniu 10 mil pessoas em Salvador.

 

“Hoje, na Barra, são mais de 10 mil pessoas pedindo a saída imediata de Temer, residente que não tem legitimidade alguma para sequer representar o povo brasileiro. Esse presidente que se apossou de forma ilegítima do poder tem que sair”, brada, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

A Polícia Militar ainda não divulgou estimativa de público do ato. O protesto saiu da Praça do Campo Grande e deve terminar no Cristo da Barra. Ainda segundo Carvalho, a manifestação de hoje é apenas uma preparação para atos maiores, programados para a próxima quarta (24), inclusive em Salvador.

Política

21 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

O senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB na Casa, afirmou neste domingo (21) que mandaria “prender” o delator que o procurasse para falar em propina ao caixa 2.  A declaração foi dada por meio de nota, divulgada por sua assessoria de imprensa. Nela, Renan confirma ainda esteve com o ex-diretor de Relações Institucionais da JBS Ricardo Saud, mas nega que eles tenham tratado de vantagens indevidas.

 

"A citação do delator é fantasiosa. O fato de ele ter ido a minha casa não significa que tenho qualquer relação com seus atos criminosos. Ele ou qualquer outro delator jamais falaria comigo sobre propina ou caixa 2. Se fizesse isso, eu teria mandado prende-lo", diz a nota.

 

A afirmação de que “mandaria prender” quem o procurasse para tratar de assuntos como propina e caixa 2 foi uma crítica indireta ao presidente Michel Temer, que foi flagrado em uma gravação feita por Joesley Batista, dono da JBS, na qual o empresário narra a ele iniciativas de tentar frear investigações.

Política

21 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), se manifestou na noite deste sábado (21) sobre a crise política que afetou o presidente Michel Temer após a delação da JBS. O congressista classificou a situação como “muito grave”, mas avaliou que o país mantém a “solidez democrática” e que as instituições estão funcionando.

 

“As crises (a atual é política e muito grave) são pedagógicas. Elas forçam o engenho na busca de alternativas para que a Nação não purgue pelos pecados de seus dirigentes”, afirmou, em postagem no seu perfil oficial no Facebook. Sem mencionar diretamente o presidente, Renan afirmou que “ninguém está acima da lei” e que “todos estão sujeitos a investigações”, mas defendeu que o país se devote ao que rege a Constituição, em nome da estabilidade.

 

“Nos últimos tempos, em nome de interesses (muito confessos), usurparam-se competências do Congresso com anistias indefensáveis; afastaram-se integrantes do Parlamento com liminares; lavou-se dinheiro público roubado; prendeu-se para delatar; sugeriram-se advogados para conduzir narrativas inverossímeis; procederam-se coercitivas desnecessárias; generalizaram-se culpas e julgou-se sem crime”, em perceptível menção à Operação Lava Jato.

Política

21 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

Janot assumiu o controle do processo político: decidiu derrubar o Temer e enjaular o Ministro Gilmar Mendes.

 

E tirou da ribalta o que se vestia de vestal, o Imparcial de Curitiba, que foi para festa da QuantoÉ cochichar no ouvido do gângster do Mineirinho.

 

Quem controla agora é o Janot.

 

Quem tem a chave da cadeia é o Janot.

 

Joesley está nas mãos do Janot.

 

Logo, o Temer, o Mineirinho e o Gilmar também.

 

O Janot disse que o Gilmar sofre de disenteria - verbal... - e o Gilmar engoliu seco.

 

É possível que o Gilmar já soubesse que o Joesley e o Janot iam ferrá-lo.

Política

21 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

A executiva regional do PSDB no Rio de Janeiro defendeu a saída do partido do governo Michel Temer e a renúncia do presidente após vir à tona o conteúdo da delação da JBS. A decisão foi deliberada em reunião realizada neste sábado (20) e comunicada em nota oficial.

 

O PSDB fluminense quer ainda que, caso Temer não renuncie, seja requerido oficialmente seu impeachment. No comunicado, a legenda lembra sua posição em relação ao impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff. “Após o impedimento constitucional da ex-presidente Dilma, amplamente apoiado pela sociedade, vale afirmar que o PSDB não fugiu da sua responsabilidade histórica ao participar do desafio de corrigir os rumos do Brasil”.

 

Apesar do posicionamento, a sigla elogiou a gestão do peemedebista, que teria alcançado “importantes avanços”, como a PEC do teto, controle da inflação, e a busca dos princípios da responsabilidade fiscal e a retomada do crescimento econômico. Mesmo assim, os tucanos julgam que as medidas são “urgentes” diante da delação.

Política

21 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

Após uma reunião que durou mais de sete horas, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu, na noite deste sábado (20), aprovar o relatório que recomenda que a entidade ingresse com um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer: por 25 votos a 1. Cada voto representa a OAB de um estado ou do Distrito Federal.

 

O Acre, ausente, não votou, e o Amapá votou contra o pedido de impeachment. Todos as outras unidades da federação votaram a favor. O relatório foi elaborado por uma comissão de seis conselheiros federais e concluiu que “as condutas do presidente da República, constantes de inquérito do STF, atentam contra o artigo 85 da Constituição e podem dar ensejo para pedido de abertura de processo de impeachment”.

 

O pedido será protocolado na Câmara dos Deputados, conforme apurou a TV Globo, nos próximos dias. Texto no site da OAB informa que o Conselho Pleno “votou pela abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de responsabilidade”.

Política

20 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

O Senado pode se articular para desobedecer o Supremo Tribunal Federal (STF) e manter o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Casa. Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, a estratégia prevê que a defesa do parlamentar recorra à Mesa do Senado questionando a validade da decisão da Corte. Na última quinta-feira (18), o ministro Edson Fachin, do STF, afastou Aécio das funções de senador em razão das delações premiadas de executivos da empresa JBS.

 

No depoimento, ele é acusado de pedir R$ 2 milhões a donos do frigorífico.  "Em nenhum lugar do mundo um parlamentar seria afastado nessas condições, muito menos por meio de liminar", disse um senador a Mônica Bergamo.

 

Em 2016 o Senado já adotou postura semelhante ao se recusar a afastar o então presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) após decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello.

Política

20 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta sexta-feira (19), um habeas que pedia a suspensão de inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB), para investiga-lo por corrupção passiva, obstrução de justiça e participação em organização criminosa, após as delações da JBS (clique aqui e saiba mais). O recurso havia sido impetrado pelo advogado Samuel José Orro Silva, de Taubaté (SP), sob alegação de que Temer é um "idoso de 76 anos de idade, que não é acostumado à uma rotina empresarial".

 

O ministro Luís Roberto Barroso, responsável por derrubar o habeas corpus avaliou que "No caso de que se trata, não enxergo nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão do pedido. Seja porque a leitura da inicial não evidencia risco atual ou iminente à liberdade de locomoção do paciente, seja porque a parte impetrante deixou de acostar aos autos elementos mínimos que pudessem comprovar as suas alegações".

 

Referindo-se ao fato de que Samuel José Orro Silva não tem representação nos autos do inquérito ou defende o político oficialmente, Barroso afirma ainda que “ademais, embora a ação constitucional do habeas corpus possa ser ajuizada por qualquer pessoa (art. 654 do CPP), o autor do pedido tampouco instruiu o feito com instrumento de mandato que o habilitasse formalmente à defesa técnica do paciente.

Política

20 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

Após a gravação do presidente Michel Temer com o presidente da JBS, Joesley Batista, o número de pedidos de impeachment contra ele quadruplicou na Câmara. Antes, apenas três propostas de impedimento tramitavam na casa legislativa. Agora, são 11 pedidos vigentes, fora o que foi arquivado em janeiro deste ano.

 

Nas últimas 48h, oito processos foram protocolados. O primeiro foi do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ). Depois, outros sete pediram a saída do presidente Temer: deputado JHC (PSB-AL); senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), novamente; deputado João Gualberto Vasconcelos (PSDB-BA); deputado estadual Júnio Alves Araújo (PRP-GO), conhecido como Major Araújo; deputado Diego Garcia (PHS-PR); e Beatriz Vargas, professora de Direito da Universidade de Brasília (UnB).

 

De acordo com o jornal O Globo, a justificativa é a mesma: o presidente teria procedido de forma "incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo".

Política

20 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política
O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, saiu em defesa do presidente Michel Temer (PMDB) no episódio da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, da JBS.
 
De acordo com o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), “não há ilegalidade” no procedimento.
 
“Eu acho que esse Estado policial, grampear um presidente da República, mesmo ilegítimo, é algo extremamente perigoso. Eu sou um pouco mais cauteloso. ‘Fora Temer’ porque ele sentou na cadeira sem voto, pelo golpe parlamentar”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico nesta sexta-feira (19), antes da abertura do congresso estadual do PT, em Salvador (confira vídeo abaixo).
 
Wagner criticou a atitude do proprietário da JBS, que firmou acordo de delação premiada. “Alguém que bota um gravador no corpo e vai gravar alguém com quem tinha relação, não sei qual é a palavra para desqualificá-lo”, declarou.
 
O ex-governador acrescentou ainda que não faria “coro” contra Temer no caso, apesar de acreditar que o peemedebista deveria ser punido “por causa do golpe”.
 
O petista chegou a dizer que o ex-vice de Dilma Rousseff foi “usado” no processo de impeachment. “Temer se arriscou e pode estar pagando o preço. A quem interessa o golpe, usou ele como laranja, chupou o suco e agora joga fora o bagaço”, comparou.

Política

19 de Mai // | Política
Num dos trechos das gravações da JBS, divulgadas ontem pelo STF, revela o senador Aécio Neves (PSDB-MG) comentando com o empresário Joesley Batista sobre usar a Polícia Federal e o próprio STF como forma de estancar a Lava Jato. Isso seria feito através do direcionamento dos inquéritos para delegados indicados por Aécio, o peemedebista Moreira Franco e mesmo o próprio Temer, aponta um trecho de conversa.
 
Confira abaixo: "O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João. Nem isso conseguiram terminar, eu, o Alexandre (de Moraes) e o Michel (Temer)".
 
Alexandre de Moraes, indicado ao STF para a vaga de Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em 19 de janeiro de 2017, seria o responsável por barrar possíveis processos relacionados à Operação Lava Jato que chegassem à Suprema Corte envolvendo políticos do eixo PMDB-PSDB. Moraes foi conduzido ao STF de forma relâmpago, com direito a uma "sabatina informal" realizada em barco no Lago Paranoá, em Brasília, numa reunião envolvendo políticos e empresários.

Política

19 de Mai // | Política
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), marcou para a próxima terça-feira (23) a votação da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente em até seis meses do fim do mandato.
 
O texto é uma proposta de mudança à Constituição, que atualmente diz que, em caso de queda do presidente tendo decorrido pelo menos dois anos do início do mandato original e na ausência do vice, o próximo ocupante deve ser escolhido por eleições indiretas, ou seja, pelo Parlamento. A PEC 227/2016 apresentada em junho do ano passado pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) ainda não havia sido apreciada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
 
A proposta foi barrada pelo então presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), alçado depois a ministro da Justiça. "Ela preveniria e ajudaria a conter a crise, porque a maior crise que poderia acontecer no Brasil é nós elegermos no Congresso um presidente da República", disse o deputado Esperidião Amin (PP-SC), relator da proposta na CCJ. O parlamentar já adiantou como se manifestará no colegiado.

Política

19 de Mai // | Política
O dono da JBS, Joesley Batista, disse que transferiu para contas no exterior US$ 70 milhões destinados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais US$ 80 milhões em conta, também no exterior, em benefício da ex-presidente Dilma Roussef. Os montantes, afirmou, foram enviados por meio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e usados gastos "tudo em campanha".
 
Joesley falou que tanto Lula quanto Dilma tinham conhecimento dos repasses. A declaração foi dada por Joesley em 3 de maio de 2017 na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília. "Teve duas fases, a do presidente Lula e teve a fase da presidente Dilma", disse. "Na fase do presidente Lula chegou a US$ 80 milhões de dólares, na fase da presidente Dilma chegou a uns US$ 70 [milhões]. Ou ao contrário: US$ 70 [milhões] na do Lula e US$ 80 [milhões] na da Dilma."
 
Joesley disse que inicialmente não tinha se dado conta de que os valores eram destinados às campanhas eleitorais de Lula e Dilma. Ele afirma ter percebido quando, ainda segundo ele, Guido pediu a abertura de uma segunda conta, em nome do próprio empresário. "Foi aí a primeira vez que eu desconfiei que o dinheiro não era dele [Guido]".

Política

19 de Mai // | Política
O empresário Joesley Batista, dono da JBS, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) o pediu R$ 150 milhões para comprar votos contra o impeachment de Dilma Rousseff. Joesley e o irmão Wesley Batista fecharam acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.
 
O conteúdo dos depoimentos já foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal e o sigilo das informações, retirado e divulgado. Segundo o dono da JBS, em 16 de abril de 2016, um dia antes da votação do impeachment na Câmara, Bacelar o procurou em casa. Nessa conversa, o deputado apresentou uma lista com os nomes de 30 deputados e disse que precisava de R$ 5 milhões para comprar os votos de cada um deles.
 
"João [Bacelar] apareceu lá em casa e disse: 'Quem me deu seu endereço foi o Antônio Carlos' [ex-ministro dos Transportes de Dilma]. Ele falou: 'Joesley, a gente precisa comprar uns deputados lá pra ganhar a eleição [a votação do impeachment]'", disse o delator aos investigadores. Joesley, então, disse ter ficado surpreso com o pedido do deputado e perguntou o que ele tinha "a ver com isso".

Política

19 de Mai // | Política
As revelações do empresário Joesley Batista, dono da JBS, comprovam que Eduardo Cunha (PMDB), que recebia dinheiro para ficar calado na prisão, utilizou dinheiro de propina para comprar deputados na sua eleição para presidente da Câmara em 2015. Segundo Joesley, Cunha "saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora".  
 
O novo delator da Lava Jato afirmou ao Ministério Público que os R$ 30 milhões foram repassados ao ex-presidente da Câmara da seguinte forma: R$ 5,6 milhões em doação oficial, R$ 12 milhões em dinheiro vivo e R$ 10,9 milhões por meio de pagamentos com notas frias. "R$ 30 milhões. Foi trinta. Nós demos trinta. Pago R$ 10 milhões com nota fria de fornecedores diversos que ele [Cunha] apresentava", explicou o delator.
 
"Pelo que eu entendi, ele [Cunha] saiu comprando deputado, saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora. Para isso que servia os R$ 30 milhões", complementou. Graças ao dinheiro de propina, Eduardo Cunha venceu a eleição interna da Câmara no primeiro turno, derrotando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que tinha o apoio dos articuladores políticos do governo Dilma Rousseff. Na ocasião, Cunha obteve 267 dos 513 votos da Casa, e Chinaglia, 136.

Política

19 de Mai // | Política
A delação da JBS aponta que o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) têm atuado para impedir o avanço das investigações da Lava Jato, disse o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao pedir a abertura de inquérito para investigar os dois.
 
“Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos”, escreveu o procurador-geral da República, em despacho assinado no dia 7 de abril.
 
O ministro do STF Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, levantou o sigilo da delação da JBS. Nesta sexta-feira, 19, foram tornados públicos os depoimentos de delatores, os despachos de Fachin e os pedidos de abertura de inquérito formulados pela PGR. De acordo com o Janot, os elementos já colhidos apontam pagamentos de propinas ao doleiro Lúcio Funaro e ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ambos presos em decorrência de desdobramentos do caso Lava Jato.

Política

19 de Mai // | Política
O anexo da delação do empresário Joesley Batista, que lista denúncias feitas pelo sócio da JBS que possuem “elementos especiais de prova”, retoma pagamentos feitos ao presidente Michel Temer entre 2010 e 2012, mas também se estende a períodos mais recentes e faz menção a aliados do peemdebista, entre eles, o ex-ministro Geddel Vieira Lima.
 
Segundo o depoimento de Joesley, a partir das eleições de 2012, o relacionamento entre ele e Temer foi aprofundado, de forma que ele percebeu que, além do ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi, o então vice-presidente também operava com Geddel, Moreira Franco, Eduardo Cunha, entre outros aliados. De acordo com o empresário, Temer o procurou durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
 
Ele foi convocado para uma reunião no escritório jurídico de Temer situado na região dos Jardins, na capital paulista e recebeu o pedido de R$ 300 mil para pagamento de despesas de marketing político na internet, “pois o mesmo [Temer] estava sendo duramente atacado no ambiente virtual”. Joesley relatou que prometeu fazer o pagamento e que foi orientado por Temer a entregar o dinheiro a “Elcinho”, que seria um marqueteiro de sua confiança – mesmo apelido do marqueteiro do PMDB, Elsinho Mouco.

Política

19 de Mai // | Política

Um anexo da delação do empresário Joesley Batista, sócio do grupo JBS, reúne os fatos relatados por ele que foram “corroborados por elementos especiais de prova”. O documento  foi divulgado na madrugada desta sexta-feira (19) pelo site O Antagonista  e cita pagamentos ao presidente Michel Temer desde 2010.

 

Conforme o anexo, Joesley o conheceu por meio de Wagner Rossi, quando este assumiu o Ministério da Agricultura, em abril de 2010. Rossi revelou que a Joesley que era afilhado político de Temer e que operava com ele no Porto de Santos. Poucas semanas depois de se conhecerem, Rossi levou o empresário ao escritório de Temer na Praça Panamericana, em São Paulo, e os apresentou.

 

Temer e Joesley trocaram telefones celulares e “passaram a manter o relacionamento pautado por interesses comuns”. Foi ainda em 2010 que Temer pediu e Joesley concordou com o pagamento de R$ 3 milhões em propina, sendo R$ 1 milhão por meio de doação oficial e R$ 2 milhões para a empresa Pública Comunicações, registrado nas notas fiscais número 149 e 155.

Política

19 de Mai // | Política

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que continuará no comando da equipe econômica caso o presidente Michel Temer deixe o cargo.  De acordo com a Folha, a possibilidade de Meirelles continuar na Fazenda foi cogitada nos bastidores, principalmente se o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumisse.

 

A declaração foi dada a investidores e aliados nesta quinta-feira (18), quando Meirelles também sinalizou que acredita na permanência do peemedebista no poder. O ministro é visto por empresários e investidores como a principal âncora do governo e fiador de uma política econômica alinhada com o mercado.

 

Durante turbulência causada pela delação da JBS, divulgada na noite de quarta-feira (17), Meirelles conversou com representantes de bancos e investidores para reforçar a disposição do governo em implementar as reformas em tramitação no governo. Internamente, o ministro também se reuniu com sua equipe de secretários, no Ministério da Fazenda, para passar a mensagem de que o trabalho deve continuar.

Política

19 de Mai // | Política
A conversa mantida entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu revela que o peemedebista tomou conhecimento de um plano para destituir um procurador da República que investigava a JBS, mas não reagiu de forma contrária à estratégia.
 
Também não há informação de que Temer tenha procurado a PGR ou outra autoridade de investigação para informar sobre o plano. Batista disse que estava "tentando trocar o procurador" que estava "atrás" dele. A reportagem apurou que se trata de Anselmo Henrique, da Operação Greenfield. Deflagrada em novembro, a operação investiga desvios em fundos de pensão de servidores públicos federais. 
 
O executivo disse a Temer que estava "dando conta" de dois juízes, os quais não identificou nominalmente, e que conseguiu colocar um procurador "dentro da força-tarefa" da Greenfield. O suposto informante é uma referência ao procurador Angelo Villela, preso nesta quinta (18) na Operação Patmos, e que entrou nos quadros da Greenfield em 22 de março. Para a PGR, Villela foi "infiltrado" na operação.

Política

19 de Mai // | Política

O Grupo JBS, considerado um dos maiores produtores e processadores de carne do mundo, cometeu uma fina ironia com o Brasil nos últimos dois dias: abateu, com chances praticamente nulas de sobrevida, os caciques Michel Temer, do PMDB, e Aécio Neves, do PSDB.

 

O impacto das gravações de Joesley Batista foi tão grande que Temer, ainda presidente da República, se viu obrigado a fazer um pronunciamento público de que não renunciaria ao posto. É uma espécie de mentira para si. A divulgação do áudio da conversa entre Joesley e Temer, no Palácio do Jaburu, confirma o que o presidente insiste em negar.

 

Se Temer não deu aval para a mesada para o cala a boca de Eduardo Cunha, foi cúmplice do dono do Grupo JBS nas relações pouco ortodoxas com o poder. O presidente já perdeu ministros e partidos. E reza para não perder a cabeça. Já que o peemedebista ainda acredita sobreviver, não se pode falar o mesmo do senador afastado Aécio Neves. De 2014 para 2017, o tucano deixou de ser quase presidente da República para ser um quase preso.

Política

19 de Mai // | Política

A reunião de quarta-feira (17) entre 206 prefeitos baianos, a bancada do estado no Congresso Nacional e o governador Rui Costa em Brasília resultou no fechamento de agendas municipalistas das duas casas legislativas. Na ocasião, o governador Rui Costa afirmou que se comprometerá em definir a agenda para atender as demandas das cidades baianas.

 

"Nós queremos fazer algumas parcerias, eu sou, por convicção, um municipalista. Na parceria, nós podemos fazer mais e melhor. Portanto, precisamos apenas afinar isso", disse. Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro solicitou do governador empenho na solução do processo de distribuição de royalties do petróleo.

 

"A Bahia é o único estado no país que não repassa o valor dos royalties para o município. Quando era presidente da entidade, o deputado federal Luiz Caetano, moveu um processo para que os repasses fossem feitos pelo então governador Jaques Wagner. O processo não foi retirado, pois é algo que pertence a todos os prefeitos", afirmou Eures.

Política

19 de Mai // | Política
Deputado do PPS, o ministro Roberto Freire (Cultura) vai seguir a orientação do partido de deixar a base aliada ao governo Michel Temer, acusado de avalizar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado a 15 anos e quatro meses de cadeia por envolvimento na Operação Lava Jato.
 
Os pagamentos foram relatados pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, investigada no petrolão e uma das principais doadoras de campanha nas últimas eleições, segundo as investigações. A decisão do PPS veio acompanhada de nota oficial assinada pelo comando do partido e divulgada pela quinta-feira (18).
 
Por outro lado, o representante da legenda no Ministério da Defesa, Raul Jungmann , decidiu permanecer no posto “pela relevância de sua área de atuação de segurança do Estado brasileiro neste momento de crise e indefinições”. Já o PP, partido com mais políticos investigados na Operação Lava Jato, disse que vai esperar a conclusão das investigações envolvendo Temer e manter o ministro da Saúde, Ricardo Barros, na pasta.

Política

19 de Mai // | Política

O relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), afirmou nesta última quinta-feira (18) que, após as denúncias divulgadas contra o presidente Michel Temer, “não há espaço” para se avançar na tramitação da matéria no plenário da Câmara dos Deputados.

 

“De ontem para cá, a partir das denúncias que surgiram contra o presidente da República, passamos a viver um cenário crítico, de incertezas e forte ameaça da perda das conquistas alcançadas com tanto esforço”, disse, em nota divulgada à imprensa. Segundo o parlamentar, só após o esmiuçar dos fatos, será possível avaliar a retomada da reforma.

 

“É hora de arrumar a casa, esclarecer fatos obscuros, responder com verdade a todas as dúvidas do povo brasileiro, punindo quem quer que seja, mostrando que vivemos em um país em que a lei vale para todos. Só assim é que haveremos de retomar a Reforma da Previdência Social e tantas outras medidas que o Brasil tanto necessita”, finaliza Maia. O texto já havia sido aprovado na comissão especial e aguardava apenas votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Política

19 de Mai // | Política

O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse nesta quinta-feira, 18, que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve rejeitar todos os pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente Michel Temer. É prerrogativa de Maia analisar a admissibilidade dos pedidos.

 

"Ele, com certeza, vai rejeitar todos os pedidos", disse Perondi. O peemedebista afirmou ainda que o questionamento de aliados é normal, mas que Temer é habilidoso no diálogo com parlamentares. Sobre o PSDB especificamente, Perondi disse que "éóbvio que o partido tem dúvida, mas está firme no governo".

 

"É o Brasil dos novos tempos." Mesmo que os tucanos desembarquem do governo Temer, Perondi garantiu que o PMDB seguirá no poder. Um dos parlamentares mais próximos ao presidente, Perondi disse ainda que Temer está indignado com as acusações e angustiado. "Como não ficar angustiado num momento desses?", questionou. O vice-líder do governo na Câmara chamou o empresário Joesley Batista de "moleque" e "brasileiro escroto".

Política

18 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou categoricamente em pronunciamento oficial que não vai renunciar. Após as declarações, os partidos da base entraram em compasso de espera para tomar decisões.

 

Representantes do PSDB, DEM, PPS, PR, PSD e PP  que foram ouvidos pela reportagem do BNews, reconheceram o cenário de difícil sustentação do presidente, mas afirmaram não haver consenso nas direções nacionais.

 

O PSD tem dois ministros do partido: Gilberto Kassab de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Henrique Meirelles, que não é um quadro tido como orgânico. Até o momento não houve reunião de cúpula para decidir se Kassab entregará o cargo.

 

O que se sabe sobre o PSD é que os cinco senadores se reuniram e decidiram votar favorável ao impeachment de Temer, caso um processo seja aberto.

 

O PP com seus dois ministros, Blairo Maggi, na Agricultura e Ricardo Barros na Saúde, também não definiu o rumo. 

Política

18 de Mai // Gildásio Cavalcante | Política
ministro da Cultura, Roberto Freire, presidente do PPS, entregou pessoalmente nesta quinta-feira (18) ao presidente Michel Temer uma carta de demissão do cargo. Ele deixou o Palácio do Planalto por volta das 18h05.
 
Freire já havia afirmado, por meio de sua assessoria, que deixaria o governo porque o presidente Michel Temer decidiu não renunciar. O Palácio do Planalto também confirmou que ele entregou o cargo.
 
Em seu primeiro pronunciamento após a revelação, pelo jornal "O Globo", de que foi gravado pelo dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente afirmou que não teme delações premiadas e que permanecerá exercendo o mandato.
 
O PPS ocupava duas cadeiras na Esplanada dos Ministérios. Com o pedido de demissão de Freire, a sigla permanecerá apenas no comando do Ministério da Defesa.

Política

18 de Mai // | Política
Escrevendo sobre Donald Trump, o colunista Thomas L Friedman, do New York Times, analisou: "O grupo moralmente corrupto que atualmente lidera o Partido Republicano consegue se safar não porque tem os melhores argumentos -- pesquisas mostram que a maioria discorda deles -- mas porque tem o poder e não tem medo de usá-lo, não importando as pesquisas."
 
Estou convencido de que a mesma análise se aplica ao núcleo político que assumiu o Planalto junto com Michel Temer e tentará conservar seus postos diante das gravações devastadoras de Joesley Batista. A realização de eleições diretas representa a alternativa coerente para o país retornar a democracia e deve ser perseguida por todos os meios, em todas as ocasiões.  
 
Mas é preciso estar preparado para uma luta encarniçada e difícil, possivelmente mais prolongada do que se pode imaginar diante do caráter explosivo da denúncia. O principal benefício da denúncia, que é inutilizar um presidente que se converteu no principal instrumento para execução de uma agenda prejudicial ao futuro do país, pode ser reconhecido e festejado. A discussão sobre Poder, mesmo quando se encontra esmigalhado, ocorre em outro patamar.

Política

18 de Mai // | Política
O presidente Michel Temer (PMDB) anunciou no final da tarde desta quinta-feira (18) que não vai renunciar. Ele foi implicado na delação feita pelo empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS - controlador da Friboi. O peemedebista cancelou a agenda oficial e passou o dia conversando com assessores diretos, além de ministros de Estado. 
 
A irmã de Aécio, principal assessora do ex-candidato à presidência, foi presa pela PF em Minas Gerais. O senador, que é presidente nacional do PSDB, foi gravado pedindo a quantia de R$ 2 milhões a Joesley Batista, sob o argumento de que precisava de dinheiro para a defesa na Operação Lava Jato, segundo o jornal O Globo. Aécio é alvo de cinco pedidos de inquéritos na Lava Jato.
 
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou no início da tarde desta quinta-feira (18) a abertura de inquérito para investigar Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A legislação brasileira estabelece que um presidente da República só pode ser investigado em casos de irregularidades cometidas durante o exercício do mandato e com autorização do STF. 

Política

18 de Mai // Bahia Notícias | Política

Nove deputados do PSDB protocolam nesta quinta-feira (18) um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer (PMDB). Entre os parlamentares que assinaram o documento está o deputado João Gualberto (BA), que defende tratamento igual àquele recebido pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

 

“Comuniquei o partido que ia protocolar, porque a gente não pode ter dois tratamentos diferentes, pra Dilma e Temer. O crime que possivelmente Temer cometeu convoca impeachment (...) Está muito claro os crimes, não pode esperar”, explicou o deputado.Gualberto também usou como argumento a situação pela qual passa o país, de econômica ainda em crise, mas com sinais de recuperação, e 14 milhões de desempregados. 

 

“Temos que resolver logo esse problema. O PMDB fez parte de toda corrupção junto com o PT”, finalizou. Michel Temer foi citado na delação de Joesley Batista, da JBS, por compactuar e estimular a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha. O depoimento também implica o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que teria pedido R$ 2 milhões para pagar honorários advocatícios.

Política

18 de Mai // | Política
O senador baiano Otto Alencar (PSD) pediu, nesta quinta-feira (18), durante discurso no plenário do Senado, que o presidente do TSE antecipe o julgamento da chapa Dilma/Temer. A ação que pede a cassação da chapa eleita em 2014 está prevista para ser julgada no dia 6 de junho, mas segundo Alencar, de hoje até lá, a espera vai parecer "um século".
 
"O apelo que faço, e o faço agora porque é o caminho mais perto, mais rápido e seguro para a solução, seria que o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, convocasse uma sessão extraordinária para julgamento, imediatamente, da chapa Dilma-Temer, que está marcada para o dia 6. Do dia 18, hoje, ao dia 6 é um século com essa situação que estamos enfrentando agora no Brasil", pediu o congressista.
 
"Portanto, esse seria o caminho mais rápido para a definição dessa situação que estamos vivendo, desagradável para todos nós e, de alguma forma, que deslustra a imagem aqui do Senado Federal, do Congresso Nacional e da política brasileira, mas seria o melhor caminho. Eu acho que tem que tomar decisões rápidas para resolver rapidamente isso", argumentou o pessedista. O presidente peemedebista foi gravado e delatado pelo dono da JBS, Joesley Batista, dando aval para comprar silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).

Política

18 de Mai // | Política
O presidente Michel Temer entrou nesta quinta (18) com um requerimento no STF para pedir ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte, acesso à íntegra dos áudios da delação da JBS. Temer espera a íntegra dos áudios para fechar um discurso que deve fazer ainda nesta quinta. Uma reunião foi convocada para às 16h para discutir o teor final do pronunciamento. 
 
Segundo a reportagem apurou, o presidente avalia que sua situação no cargo é "muito delicada", mas só quer se pronunciar oficialmente depois que tiver conhecimento das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista. A aliados, o presidente diz que não tem a intenção de renunciar a seu mandato, admite que se reuniu com Joesley no início de março e que ouviu do empresário que ele estava pagando o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 
 
Temer, porém, afirma que viu o gesto como "ato de solidariedade" e não como intenção de comprar o silêncio de Cunha, que pode fazer uma delação premiada comprometendo ainda mais o núcleo do governo e o próprio presidente. Temer cancelou sua agenda oficial desta quinta, que contava com 18 audiências com deputados e senadores da base aliada. Ele segue em seu gabinete no Palácio do Planalto em conversas com aliados para medir o impacto das gravações e avaliar possíveis saídas para seu governo.




Classificados


Enquete



Mais Lidas