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Sudoeste: Cidade em emergência devido à seca tem número de carros-pipas reduzido

Os moradores da zona rural de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia além de enfrentarem o racionamento de água, agora passam por outro problema referente ao abastecimento. Isso porque o número de carros-pipa que ajudam a amenizar a falta de água na zona rural do município foram reduzidos de 37 para 18 veículos.
 
Esta semana, o Ministério da Defesa reconheceu situação de emergência em toda a cidade. Vitória da Conquista passa por uma estiagem desde 2012. Na cidade, os moradores têm abastecimento de água alternado e na zona rural, eles recebem um apoio do Governo Federal através da "Operação Carro-Pipa", onde o Exército fornece carros-pipa que ajudam no abastecimento de água.
 
Contudo, o Ministério da Defesa diminuiu o número de veículos que levam água para a população alegando que o número de famílias na região era inferior ao cadastrado na operação. A informação foi contestada pelo município. Segundo a Defesa Civil de Vitória da Conquista, ao contrário do que diz o Ministério da Defesa, a população da zona rural tem crescido. Como medida emergencial, a prefeitura está contratando 15 carros pipa pelos próximos 30 dias.
 
Segundo Ubaldino Figueiredo, coordenador da Defesa Civil de Vitória da Conquista, a contração do veículos no período de um mês ocorreu sem licitação. Caso haja necessidade de mais tempo de ajuda do carros, a prefeitura vai ter que procurar recursos do governo do estado e do governo federal.
 
Chuva na cidade
Segundo a estação meteorológica da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, neste mês de março, por exemplo, choveu apenas 3,9 milímetros até agora em Vitória da Conquista. Menos de 5% por cento do esperado para todo o mês, que é de 87,4 milímetros. Na barragem de Água Fria II, o problema continua. Quase dez meses de racionamento e o reservatório ainda está com pouco mais da metade da capacidade.
 
Com 57% do volume, segundo o último levantamento da Embasa. Se já é dificil ter água três dias sim e três dias, não, como prevê o calendário de abastecimento, a situação piora quando a água cai apenas um dia na semana. O problema ocorre no bairro Jurema. "Vem, volta à noite, mas não dá para encher nem uma caixa. É uma dificuldade horrível", revelou a aposentada Aidê Oliveira. G1

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