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Sem condição de pagar funcionários, Correios ainda avaliam programas de demissão

A demissão de servidores concursados segue em pauta nos Correios, como informado pelo presidente da estatal, Guilherme Campos. Ele afirmou que os Correios não possuem mais condições de arcar com a sua atual folha de pagamento. Diante disso, eles contrataram um estudo para calcular quantos servidores teriam que ser demitidos para que o gasto com a folha pudesse ser ajustado.

 

A crise, no entanto, não é novidade. Em 2016, a estatal anunciou um Programa de Demissão Incentivada, que tinha o propósito de atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil funcionários aderiram ao programa. "A economia com esses 5,5 mil é de R$ 700 milhões anuais e essa marca alcançada com o PDI fica aquém da necessidade da empresa. Precisamos ter outras ações para enxugamento da máquina da empresa", acrescentou Campos.

 

A declaração foi dada antes de uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. O presidente destacou também que só nesse primeiro semestre de 2017, o prejuízo da empresa foi estimado em R$ 400 milhões. Para o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, os Correios precisam de um profundo corte de gastos para evitar a privatização.


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