Notícias

Homem morto durante assalto a ônibus já havia sido roubado dentro de coletivo nesta semana

O homem de 42 anos que foi morto durante um assalto a ônibus na manhã desta sexta-feira (05), na Avenida Paralela, em Salvador, já tinha sido assaltado em um outro coletivo nesta semana e estava com medo de sair de casa. A informação foi passada pelo irmão da vítima, que esteve no local do crime.
 
Segundo Dilson Paixão, após o primeiro assalto, o irmão, Djalma Paixão, tinha revelado que não aguentava mais a criminalidade e que achava que poderia ser morto durante um assalto a qualquer momento. “Em menos de uma semana ele foi assaltado dua vezes. Ele não aguentava mais. Que referia ficar desempregado em casa. Que estava vendo a hora de ser morto. Infelizmente meu irmão foi morto", contou Dilson.
 
Segundo Dilson, Djalma era pintor e estava a caminho do trabalho quando ocorreu o crime nesta sexta-feira. De acordo com informações da polícia, três homens invadiram o ônibus em que a vítima estava, no bairro de Vila Verde, e obrigaram o motorista a conduzir o coletivo na Avenida Paralela, no sentido Centro. De acordo com informações do motorista do ônibus, ao chegar na via, os passageiros reagiram e seguraram dois dos assaltantes, que estavam desarmados.
 
motorista contou que o outro criminoso, que tinha uma arma, acabou atirando contra os passageiros, para libertar os comparsas. Um dos tiros atingiu Djalma, que, segundo o motorista, estava orando. A vítima chegou a correr, após o motorista abrir as portas do ônibus, mas não resistiu aos ferimentos.
 
"Como o carro estava cheio, os passageiros pegaram dois [criminosos] aqui, no meio do carro. Os passageiros reagiram e o mesmo que estava armado [criminosos] disse que iria deflagrar disparos para cá, para largar os dois. Só que os pessoal (sic) não largou, ele aí atirou e um dos tiros pegou no passageiro que estava aqui orando, em pé aqui. Pedindo perdão a Deus, como um passageiro que estava aqui ao lado dele me falou. Quando eu parei aqui, que abri as três portas, os pessoal (sic) saiu naquela agonia, tanto que caiu pertences deles aqui. Quando ele [criminoso] soltou ali na frente ele atirou mais, mas não sei se foi nele [vítima]", disse o motorista do ônibus.
 
Um dos passageiros que estavam no ônibus, que preferiu não se identificar, disse que as pessoas reagiram ao assalto após perceber que dois dos criminosos não estavam armados. Segundo ele, os homens foram agredidos pelos passageiros.
 
“O terceiro que estava do banco para o fundo estava com medo de vir. Foi aí que um passageiro viu que ele não estava armado e reagiu ao assalto. No que reagiu, a gente conseguiu pegar dois. Pegou o no fundo e um no meio e aí agrediu. Foi na hora que o da frente deu um tiro”, contou.
 
Um outro passageiro, que também não quis se identificar, contou que, após o assaltante atirar, houve correria dentro do ônibus. De acordo com ele, as pessoas chegaram a cair umas sobre as outras durante um momento de desespero. “Ônibus cheio. Imagine aí. Todo mundo em pé dentro do carro e ele dando tiro dentro do carro. Todo mundo caindo encima do outro. Eu nunca passei por isso na minha vida”, disse.
 
Após a ação, os criminosos fugiram do local do crime. Em nota a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que equipes da operação gêmeos da Polícia Militar, do Grupo Especial de Repressão a Roubos a Coletivos (Gerrc) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estão tentando identificar e prender os criminosos. Até a publicação desta reportagem, nenhum deles havia sido encontrado.
 
Segundo assalto
O cobrador do ônibus, que preferiu não se identificar, revelou que o coletivo havia sido assaltado na quarta-feira (4), ao passar pelo mesmo bairro onde os criminosos desta sexta-feira estavam. Segundo ele, um homem armado entrou no veículo e levou os pertences de ao menos 10 passageiros.
 
“No mesmo ônibus. A gente voltando para Paripe. O elemento pegou na entrada de Mussurunga e quando chegou no ponto da Vila Verde ele anunciou o assalto e desceu. Pegou umas 8 a 10 vítimas. Hoje aconteceu isso. Ele pegou no mesmo local, um ponto depois. Sendo elementos diferentes. Não foi o que assaltou a gente ontem. Aí hoje ele entrou e falou: ‘motorista é um sequestro. Paralela direto’”, disse.

Categorias

Violência




Classificados


Enquete



Mais Lidas