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Vanessa da Mata: ‘É muito difícil ser mulher no Brasil’

A cantora Vanessa da Mata, que garante ter sofrido muito assédio nas ruas de São Paulo, onde mora, além de ser assaltada 10 vezes, afirmou à coluna de Mônica Bergamo na Folha: “É muito difícil ser mulher no Brasil”.

Mãe de 3 filhos, aos 41 anos ela relembra sua infância em Alto de Garças (MT). “Eu era o E.T. da cidade”, resume. E completa: “Me viam como exótica porque tinha cabelo enrolado, quando todo mundo alisava –minha mãe também queria que eu alisasse–, não usava maquiagem, lia livros e dizia que um dia cantaria para milhares de pessoas”.

Vanessa conta ainda que, aos 14 anos, sentiu que precisava deixar a cidadezinha para tentar a sonhada carreira de cantora. Então, mentiu para o pai que estudaria para passar em Medicina e foi sozinha a Uberlândia, onde começou a cantar em bares. “Imagina se eu iria abrir uma pessoa, que coisa horrível”, diz, rindo.

E foi da precariedade dos tais lugares que ela tirou inspiração para a agora associar-se à casa Natura Musical, que abre as portas no próximo dia 11 (quinta), e onde a própria Vanessa deve gravar seu próximo DVD. “Comecei tocando em bares que tinham som péssimo, comida péssima. A ideia de construir um lugar veio desse trauma”, diz.

A casa terá foco na música brasileira, mesclando famosos com nomes da tradição folclórica, mas também dando espaço a novos cantores. Ela mesma relembra que precisou desse apoio no início, quando foi descoberta pelo cantor Chico César, que musicou a sua primeira letra, “Força que nunca Seca”, e levou o resultado até Maria Bethânia. A faixa acabou dando nome a um disco da baiana e pôs Vanessa em posição de destaque na MPB.Bahia.ba


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