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Júri que absolveu pai por morte de bebê entendeu que houve acidente em Padro

O júri que absolveu o homem de 41 anos suspeito de matar o filho, um bebê de nove meses, e alegar que a criança morreu após cair de um carro em movimento, no sul da Bahia, entendeu que não houve assassinato. Conforme a defesa do suspeito, os jurados entenderam que o garoto realmente foi vítima de um acidente, que teria sido provocado por negligência dos pais.
 
A informação foi confirmada ao G1 pelo advogado Gean Prates, que defende Jorge Mendes Carneiro, e pela Justiça, na tarde desta quinta-feira (18). Ainda não se sabe se o Ministério Público da Bahia (PM-BA) vai recorrer da decisão. O julgamento ocorreu na quarta-feira (17), no fórum localizado em Prado, mesma cidade onde o crime aconteceu.
 
O julgamento começou às 10h e só foi finalizado por volta das 20h, cerca de 10h depois. O suspeito foi absolvido por quatro votos a três. A mãe do bebê e mulher do suspeito, Erisangela Santos Silva, de 38 anos, que também chegou a ser investigada e presa por participação no suposto homicídio, participou do julgamento. Ela foi ouvida como testemunha de defesa.
 
Parentes da mulher também estavam na audiência e usaram uma blusa onde se lia “acreditamos em você”, por acreditarem na inocência do pai da criança. A situação ocorreu no dia 29 de outubro de 2016, mas os pais da vítima só registraram o ocorrido no dia seguinte. Para a polícia, o pai da criança contou que o bebê estava no banco de trás, na cadeirinha, mas sem o cinto de segurança. D
 
e acordo com ele, na trepidação da estrada, a criança foi derrubada da cadeira e conseguiu abrir a porta do carro, o que causou a queda. Ele contou ainda que socorreu o filho até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Prado, mas a criança não resistiu aos ferimentos.
 
Júlio César Telles, delegado responsável por investigar o caso, considerou a versão contraditória com os fatos e suspeitou que a criança foi vítima de agressão. Durante as investigações, a polícia tomou conhecimento de que a criança já tinha sido agredida em agosto do mesmo ano, na cidade de São Félix do Coribe, no oeste da Bahia.
 
A Justiça determinou o pedido de exumação do corpo da vítima, que passou por uma segunda perícia, para elucidar a investigação do caso. A partir dessa exumação, as agressões foram constatadas e o casal foi preso, em dezembro do ano passado. Em seguida, a mãe foi liberada, porque a Justiça entendeu que não havia elementos para incriminá-la e o pai continuou preso.

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