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Investigação contra fundador do WikiLeaks é arquivada: 'Não perdoo nem esqueço'

A investigação sobre as acusações de estupro feitas contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks, foi arquivada. O ex-hacker está asilado na Embaixada do Equador em Londres desde 2012 e pode voltar a ser preso se deixar o local, por violação de sua liberdade condicional. A polícia britânica informou que há uma ordem de prisão contra Assange.

 

Ele não compareceu ao tribunal de Westminster quando foi convocado em 2012. Em seu perfil no Twitter, Assange disse que não perdoará nem esquecerá as acusações do crime que teria sido cometido em Estocolmo. "Detido por sete anos sem acusação enquanto meus filhos cresceram e meu nome foi caluniado. Eu não perdoo nem esqueço", escreveu.

 

De acordo com O Globo, a promotora pública sueca Marianne Ny decidiu interromper a investigação por causa das dificuldades do procedimento, já que Assange está exilado na embaixada. O processo poderá ser reaberto se ele retornar à Suécia antes do fim do prazo de prescrição, em 2020. "Nós fizemos o que podíamos. Conduzimos essa investigação como qualquer outra relacionada a crimes sexuais e usamos todos os meios legais à nossa disposição.

 

O tempo tem sido um fator. O procedimento foi aberto em 2010. Não podemos continuar", concluiu Marianne. A defesa do ex-hacker comemorou o arquivamento pela promotoria sueca, algo esperado há "muito tempo". "Julian Assange tem sido vítima de um enerme abuso processual. Estamos satisfeitos e emocionados porque isto significa o fim de seu pesadelo", acrescentou Christophe Marchand à AFP. O alvo da investigação sempre negou as acusações e chegou a denunciar uma manobra para ser extraditado posteriormente aos Estados Unidos.


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