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Eduardo Cunha teria comprado votos para se eleger presidente da Câmara

As revelações do empresário Joesley Batista, dono da JBS, comprovam que Eduardo Cunha (PMDB), que recebia dinheiro para ficar calado na prisão, utilizou dinheiro de propina para comprar deputados na sua eleição para presidente da Câmara em 2015. Segundo Joesley, Cunha "saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora".  
 
O novo delator da Lava Jato afirmou ao Ministério Público que os R$ 30 milhões foram repassados ao ex-presidente da Câmara da seguinte forma: R$ 5,6 milhões em doação oficial, R$ 12 milhões em dinheiro vivo e R$ 10,9 milhões por meio de pagamentos com notas frias. "R$ 30 milhões. Foi trinta. Nós demos trinta. Pago R$ 10 milhões com nota fria de fornecedores diversos que ele [Cunha] apresentava", explicou o delator.
 
"Pelo que eu entendi, ele [Cunha] saiu comprando deputado, saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora. Para isso que servia os R$ 30 milhões", complementou. Graças ao dinheiro de propina, Eduardo Cunha venceu a eleição interna da Câmara no primeiro turno, derrotando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que tinha o apoio dos articuladores políticos do governo Dilma Rousseff. Na ocasião, Cunha obteve 267 dos 513 votos da Casa, e Chinaglia, 136.

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