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Assessor da Presidência coordenou reforma da casa da sogra de Michel Temer

Em visita breve ao ministro Moreira Franco em São Paulo, o presidente Michel Temer recebeu na noite da última quarta-feira (14) em seu escritório sua filha, Maristela Temer – que tem a reforma de sua casa citada em uma investigação da Polícia Federal – e o chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Arlon Vianna.

 

Segundo informações do blog de Andréa Sadi, da Globo News, Vianna, que também tesoureiro do PMDB paulista, foi escalado em 2014 para recrutar profissionais para trabalhar em uma reforma na casa da sogra do presidente, Norma Tedesco. À época, Vianna era assessor da vice-presidência.

 

O funcionário foi responsável por indicar profissionais para limpeza, pintura e reparos no imóvel, que é alugado. O Planalto confirmou que ele apenas indicou profissionais para "pequenos reparos". Em entrevista ao blog, Vianna inicialmente disse que "nunca se envolveu" na reforma. "Estou te dizendo, de coração, que não me envolvo nessas coisas. De jeito nenhum. Eu trabalho com doutor Michel há 17 anos, tenho relação muito legal".

Ao saber da confirmação do próprio Planalto, ele mudou a versão. “"Não indiquei empresa. Indiquei, se não me falha a memória, um pintor. Que nem sei aonde está. Estou até procurando ele para ele esclarecer. Um pintor, um pedreiro, uma coisa assim. Parou aí. Nem me recordo direito. Pintor ou pedreiro. É a mesma pessoa. Se você vai fazer uma reforminha, tapar buraco, uma pessoa só. Foi até junto com o pai dele. Me parece", relatou.

 

A assessoria presidencial informou que está fazendo um levantamento sobre os custos da obra. Vianna não soube informar valores e disse não ter feito pagamentos em nome de Temer. "Deve ter sido ele [Temer]. Eu não me envolvi, não entreguei dinheiro. Se foi feito foi feito por lá. Não paguei nada. Estou tranquilo, deito e durmo. Toda essa movimentação que estou vendo me choca", disse.

 

O Planalto, por sua vez, afirmou que se ele fez pagamentos, utilizou dinheiro de Temer. Vianna é amigo do ex-coronel João Baptista Lima, que é responsável pela reforma na casa de Maristela. "Lima é meu amigo há bastante tempo, posso lhe garantir que tem muita hombridade, pessoa correta", afirmou. O militar foi citado na delação da JBS: ele teria sido indicado por Temer para receber R$ 1 milhão de R$ 15 milhões doados pelo grupo para a campanha de 2014.


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