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“Vitória de Temer na CCJ pode não se repetir no Plenário”

O presidente Michel Temer (PMDB) obteve vitória na votação em que foi rejeitada, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, a denúncia contra ele na última quarta. O êxito para o Planalto foi conseguido com a indicação de novos parlamentares para o órgão, seja como titulares, seja como suplentes; e a inversão de posição entre titulares e suplentes.

 

No entanto, o resultado pode não se repetir no Plenário, na avaliação de alguns especialistas. “É uma vitória para Temer. Ele tem duas bases de apoio: uma é o empresariado, que o condiciona a implantar as tais reformas que eles desejam. Esse apoio se enfraquece na medida em que esse setor acha que ele não é capaz de garantir segurança jurídica e encampar essas mudanças. É por isso que a aprovação da Reforma Trabalhista foi importante para mostrar isso”, afirmou o cientista político Joviniano Neto, também professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), à Tribuna.

 

“A outra base de apoio é a parlamentar nos partidos liberais e conservadores. Essa base se manteve em parte unida, se enfraqueceu, houve rupturas. Inclusive no DEM já está se pensando em se assumir a Presidência da República [Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, é o próximo presidente na linha sucessória]. O PSDB está preocupado com o desgaste do eleitorado, mas se manteve na aliança majoritária.

Boa parte dessa base está achando que o ataque a Temer é parte do cerco a classe política e ao fortalecimento do poder do Ministério Público e da Polícia Federal – que de algum jeito eles querem barrar”, continuou. Por Henrique Brinco/Bahia.ba


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