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Defesa de Lula protocola recurso contra sentença

Diante da condenação determinada pelo juiz Sérgio Moro, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolaram o primeiro recurso na 14ª Vara Federal de Curitiba, na noite desta sexta-feira (14). O objetivo dos embargos é esclarecer "contradições, omissões e obscuridades na sentença", de acordo com o documento assinado por Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira, José Roberto Batochio e Valeska Teixeira Martins.

 

O juiz Sergio Moro não tem prazo definido para decidir sobre os embargos, assim como o período para a defesa apelar ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável por analisar os casos em segunda instância, fica suspenso. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a defesa de Lula reclama da "ausência de imparcialidade de Moro" e questiona a desqualificação de testemunhas que corroboram a tese defensiva. Além disso, eles também acusam o juiz da Lava Jato de "desrespeito" com o ex-presidente.

 

"Denota-se uma análise completamente subvertida sobre os elementos de prova, evidentemente seletivo em favor da tese acusatória", apontam no recurso. Como exemplo, a defesa afirma que Moro cita o depoimento de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, por 18 vezes, o que classificam como "desproporcional" ao considerar que o magistrado "desprezou" os depoimentos favoráveis a Lula no caso do tríplex.

"Qual o critério para se dar total credibilidade a um coacusado buscando redução de pena e se descartar a veracidade de um ex-presidente da Petrobras [Sergio Gabrielli, testemunha de defesa de Lula no processo]?", questionam os advogados. De acordo com a publicação, a defesa argumenta ainda que a denúncia criou um "caixa imaginário de propinas" para um apartamento que acabou financiado de forma legítima. Bahia Noticias


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