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Jovem que matou avó de 55 anos em Salvador tem prisão preventiva decretada

Kayure Delano de Vasconcelos Bezerra Lima, de 20 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta segunda-feira, 7, por homicídio e tentativa de homicídio. Ele é suspeito de matar a facadas a avó, Rosana Maria de Vasconcelos Moreira Lima, 55, e esfaquear o avô, Francisco Moreira Lima Júnior, 48.

 

O crime aconteceu no último sábado, 5, no prédio onde eles moravam, localizado na rua Bicuíba, em Patamares, e, segundo a polícia, pode ter ocorrido durante um surto psicótico. Depois de matar a avó e esfaquear o avô, Kayure pulou do 4ª andar e tentou fugir, mas foi preso por policiais da 15ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Itapuã).

 

De acordo com a delegada Milena Calmon, titular da 1ª Delegacia de Homicídios, Kayure informou em depoimento que não se recordava de nada, apenas que tinha caído do 4ª andar do apartamento. Ainda segundo a Milena, ele não demonstrou remorso e afirmou que passará por exames psicológicos. A delegada disse suspeitar que ele estava sob efeito de drogas no momento do crime. Kayure afirmou no depoimento que é usuário de maconha, mas a polícia não encontrou drogas no apartamento.

 

Ele foi submetido a exame toxicológico. Kayure reside com os avós desde os três meses de vida e não possuía antecedentes criminais e histórico de briga familiar. Rosana Maria foi atacada pelo jovem enquanto dormia e morreu no local. Já Francisco foi levado ao Hospital Geral do Estado (HGE) com ferimentos no ombro esquerdo, na mandíbula, mãos e tórax e, na tarde de domingo, foi transferido para o Hospital Português, na Barra.


O avô relatou aos policiais civis do HGE que o ataque foi inesperado. Segundo o Francisco, quando Rosana foi esfaqueada, ele estava na sala assistindo um jogo de futebol na TV. Ao ouvir os gritos dela, tentou ajudá-la, mas foi agredido pelo neto com uma faca e um martelo.


Todo o material utilizado no crime (duas facas, um martelo e uma tesoura) foi encaminhado para a perícia. Kayure seguiu para o sistema prisional. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. A Tarde


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