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Lideranças da base rebatem Nilo e Coronel e negam movimento 'Volta Wagner' em 2018

As declarações do deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) e do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) Angelo Coronel (PSD), que apontaram na quarta (9) a existência de um movimento pela candidatura do ex-governador Jaques Wagner (PT) em 2018, desbancando a participação de Rui Costa (PT) na possível disputa pela reeleição, movimentou o cenário político.

 

Na sessão da própria quarta na AL-BA, deputados de oposição e do governo proferiram discursos que se dividiram entre ataques à gestão de Rui e outros que negaram dissidência na base governista. Alvo do alegado "clamor" de deputados e prefeitos, Wagner descartou nesta quinta (10) a possibilidade de tentar voltar ao Palácio de Ondina.

 

“Essa trajetória não tem chance. Eu não sou candidato a governador. Acredito na naturalidade na política. Acho que a naturalidade da política é a reeleição de Rui. O mérito é dele”, assegurou em entrevista ao programa Tête à Tête, comandado por Coronel. Na mesma linha, lideranças partidárias ouvidas pelo Bahia Notícias, negaram a existência do cenário pintado por Nilo e Coronel.

 

Um deputado ouvido pela reportagem afirmou que os rumores sobre o “Volta, Wagner” são parte de uma estratégia de Nilo para pressionar Rui, com quem não teria a mesma relação de quando ocupava a presidência da AL-BA. “Antes, ele negociava enquanto presidente. Hoje, ele é apenas um deputado comum, como todos os outros”, disse a liderança.

 

Já Coronel estaria apostando na tese do “governo fraco, Legislativo forte”. “Se ele consegue enfraquecer o governo, os deputados ficam mais fortes para se impor. Ele está tentando nos fortalecer”, avaliou. Líder do governo na Casa, Zé Neto (PT) também minimizou a situação e tentou colocar panos quentes em uma possível rachadura na base aliada.

 

“Isso é resenha da política. Gente, Wagner é candidato a senador, é o caminho natural. Rui é nosso candidato a governador. Essa é uma conversa sem futuro. Estamos em paz conosco. Não há possibilidade de haver dissidência entre o nosso time. O pé tá no chão, cabeça no lugar e coração tranquilo”, rechaçou.

 

Outra liderança da AL-BA, o deputado Roberto Carlos (PDT), que comanda o bloco PDT, PCdoB e PRP, também descartou a possibilidade de Wagner ser candidato ao Executivo estadual no próximo ano, apesar de admitir que há descontentamento de aliados com a gestão atual. “Rui é um governador muito bem avaliado. As pessoas têm saudade de Wagner porque ele era muito carismático. Nós estamos insatisfeitos com alguns secretários de Rui, mas essa possibilidade da volta de Wagner não é discutida. Eu nunca ouvi nada nesse sentido”, declarou.

 

O parlamentar também afirmou que Nilo ainda é insatisfeito com o fato de o governador ter se mantido neutro nas eleições para Mesa Diretora da AL-BA. Quanto a Coronel, disse que ele “deve ter seus interesses”. Já o presidente do PDT no estado, deputado federal Félix Mendonça Jr., classificou os rumores como “factóides”.

 

“Não tem fundamento. Qualquer decisão nesse sentido precisaria ser tomada coletivamente, por todos os partidos da base, não seria decisão única. Falar isso é um movimento precipitado”, rebateu. Presidente do PCdoB baiano, o deputado federal Davidson Magalhães foi outro que negou uma possível articulação pró-Wagner. “Não tenho visto nenhuma movimentação nesse sentido.

 

O governador tem, inclusive, conseguido novas adesões. O que temos é esse movimento de consolidação da chapa em torno de Rui”, afirmou. Procurado pelo Bahia Notícias para comentar as declarações de Nilo e Coronel, o presidente do PSD no estado, senador Otto Alencar, informou, por meio de sua assessoria, que não se manifestaria sobre o assunto. A presidente do PSB na Bahia, senadora Lídice da Mata, não foi localizada para falar sobre o tema.


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