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Gustavo Ferraz admite à PF ter buscado dinheiro a mando de Geddel, diz jornal

Preso na sexta (8) junto com o ex-ministro Geddel Vieira, o ex-diretor-geral da Defesa Civil de Salvador e aliado de Geddel, Gustavo Ferraz, admitiu em depoimento à Polícia Federal que buscou dinheiro em espécie em São Paulo, a mando do peemedebista. A quantia foi entregue por um emissário do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

 

A PF encontrou impressões digitais de Geddel e Ferraz nos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador e no material que envolve o dinheiro. Os dois estão no Presídio da Papuda, em Brasília. Ferraz foi exonerado do cargo após ser preso. Ainda de acordo com a publicação, Geddel decidiu ficar calado no depoimento.

 

Já Ferraz não teria entrado em detalhes sobre o dinheiro, mas admitiu que buscou valores em 2012, por ordem do ex-ministro. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o aliado de Geddel deu "auxílio direto e essencial" para a acomodação dos R$ 51 milhões no "bunker", segundo o MPF. Em janeiro deste ano, um relatório da PF no âmbito da Operação Cui Bono? trouxe uma troca de mensagens entre Geddel e o ex-deputado Eduardo Cunha.

 

O ex-ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer diz que "Gustavo" iria participar de um encontro em São Paulo, representando-o. A ele, a polícia se referiu como "homem de Geddel". Questionado depois pelo Bahia Notícias se seria este Gustavo, Ferraz negou naquela ocasião segundo o jornal O Globo.


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