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Rui Costa ameaça romper contratos com BB após descumprimento; Confira!

O governo estadual pode romper contratos com o Banco do Brasil por conta do não pagamento do empréstimo no valor de R$ 600 milhões junto ao BB. Nesta terça (12), Rui Costa ameaçou romper outros acordos com a instituição financeira como forma de retaliação caso fique confirmado que o banco está rompendo unilateralmente o contrato de empréstimo.

 

"Pedi pra Procuradoria avaliar as medidas cabíveis para rompimento do contrato por causa do descumprimento das cláusulas", comentou o governador. "Inclusive isso pode acarretar na gestão de folha de pagamento", disse. O empréstimo de R$ 600 milhões foi pivô de uma polêmica que alcançou a política nacional no início de agosto.

 

Ele estava em negociação desde o primeiro semestre deste ano, mas, de acordo com o senador Otto Alencar (PSD), teria sido retido após interferência do DEM, com a participação do prefeito de Salvador, ACM Neto. O bloqueio do empréstimo do Banco do Brasil que seria concedido à Bahia e a outros estados no Nordeste pelo governo federal teve, como já circulava nos bastidores, a intervenção do DEM para acontecer – a informação foi confirmada pelo presidente Temer ao senador Otto.

 

“Há pouco tempo, uma hora e meia, [o presidente nacional do PSD, Gilberto] Kassab me ligou e o presidente da República me ligou – eu até agradeço a atenção de Michel Temer – e ele disse que teria que convencer o Democratas para poder assinar. O que significa que existe essa pressão do Democratas para que a Bahia não seja beneficiada com empréstimo”, afirma Otto.

 

O congressista citou declarações recentes dos deputados federais Elmar Nascimento e José Carlos Aleluia, ambos do DEM baiano, dizendo que “se abster é covardia”. “O DEM, na verdade, quer o Rodrigo Maia presidente, disfarçadamente”, diz Otto. O senador revelou que “botaram uma pedra em cima” do empréstimo, que havia sido acordado há cerca de cinco meses – até que, há cerca de vinte dias, o contrato foi publicado.

 

“Quinta-feira faz quinze dias, publicaram de manhã o contrato da Bahia. Liguei para o governador: ‘estão cumprindo, estão ajudando a Bahia’. Se o governo Michel Temer se propõe a ajudar a Bahia, é natural que ele está mostrando que não vai nos discriminar. Então se pudéssemos colaborar aqui para a manutenção dele e ele ajudando a Bahia, seria uma causa justa”, relata.

 

Na mesma tarde, o senador foi surpreendido com uma ligação do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil). “‘Senador, recebi ordens superiores para não assinar o contrato’. ‘Mas ministro, quem mandou isso?’. ‘Ordens superiores, eu cumpro ordem’. Ele foi até áspero comigo”. Desde então, conta Otto, não houve mais informações sobre o contrato.

 

“Ontem, o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, sequer atendeu o telefone do governador. Ligou, não atendeu. Liguei também, não atendeu. Quando é hoje, diz o seguinte: ‘não teve tempo de assinar’. O que é que significa dizer? Significa o seguinte: que o governo está faltando com o compromisso conosco”. O secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório, foi comunicado do encaminhamento do contrato para análise.

 

“Ele me disse que nem atenderam ele no telefone, que disseram que iam mandar para o conselho do Banco do Brasil. Esse contrato não precisa ir para o conselho: basta o Caffareli e o governo da Bahia assinarem e o governo entra”. Otto atribui a articulação ao DEM nacional, com a participação do prefeito ACM Neto. "O presidente da Câmara é o mentor disso aí, atendendo lá ao prefeito de Salvador, ACM Neto".


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