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Michel Temer, Padilha e Geddel Vieira colecionam malas desde o governo FHC

Denunciada na terça-feira (12), pela Polícia Federal, a quadrilha do PMDB de Temer opera há mais de 20 anos em Brasília, desde o governo FHC. É o que indica uma nota publicada em "O Globo" a 19/5/1997, intitulada Operação Abafa que o amigo e jornalista Luciano Martins Costa teve a gentileza de me enviar:

 

"Bastou o presidente Fernando Henrique entregar os ministérios dos Transportes e da Justiça para Eliseu Padilha e Iris Rezende e os peemedebistas fizeram as pazes com o governo. O presidente da Câmara, Michel Temer, Eliseu e o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira fecharam neste final de semana a estratégia para abafar o escândalo das denúncias de compra de votos na votação da reeleição".

 

A nota, de dez linhas apenas, é devastadora: derruba, de forma contundente, a mentira espalhada por robôs, na internet, de que Lula e Dilma trouxeram o PMDB de Temer ao Palácio do Planalto – os peemedebistas já estavam lá, se lambuzando, cinco antes de Lula ganhar sua primeira eleição presidencial; revela que o grupo já atuava como quadrilha, cada integrante com sua função e empregava as mesmas chantagens usadas contra Dilma.

 

19 anos depois; mostra que Fernando Henrique cedeu às chantagens e que atuou para abafar um escândalo de corrupção, inaugurando o "presidencialismo de cooptação" que ele criticou outro dia; e que o trio Temer-Padilha-Geddel já pontificava na época.

 

O toma-lá-dá-cá é explicito: 1) o PMDB se recusa a votar projetos de FHC; 2) FHC entrega ministério dos Transportes a Eliseu Padilha; 3) o PMDB volta a votar com FHC e 4) Temer, Geddel e Padilha abafam o escândalo da reeleição. Tudo isso teve preço, mas nunca vamos saber qual foi. FHC só não foi acusado de obstrução da Justiça – o que poderia dar em impeachment - porque não havia Lava Jato. E Eduardo Cunha ainda nem tinha entrado no circuito.


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