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Empresário preso pela PF sofreu tentativa de homicídio por suposto caso amoroso

Preso com lancha, três veículos e cinco toneladas de suplementos clandestinos, o empresário Ricardo Peixoto Teixeira, de 37 anos, já foi alvo de uma tentativa de homicídio no município de Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros de Salvador. Uma fonte ligada à polícia apontou ao G1 nesta terça-feira (10) que o caso ocorreu em 2016.

 

À época, diante da constatação de que o empresário mantinha relacionamento com uma mulher casada, a polícia apurou se o marido dela tinha envolvimento com a tentativa de homicídio. Entretanto, a investigação ainda não foi concluída, porque a vinculação do suspeito com o caso não foi atestada.

 

No atentado, Peixoto foi atingido por alguns disparos, mas se recuperou. O caso está sob a competência da Polícia Civil. Preso, Ricardo Peixoto já teve passagem pela polícia em outros dois momentos. Em 2005, foi preso com moedas falsas e depois solto para responder ao processo em liberdade. Em setembro deste ano, ele foi condenado pelo crime a três anos e meio de prisão, tempo que foi convertido em prestação de serviços comunitários.

 

Por faltar as audiências do caso, ele foi preso novamente e logo depois solto por decisão da Justiça. Em entrevista ao G1, o delegado da Polícia Federal, Fábio Marques, contou que surpreendeu o "total desrespeito às leis". Ele detalhou que o empresário tinha seis números de Carteira de Identidade e quatro números de CPF.

 

Em 2001, Ricardo sofreu uma alteração no sobrenome por conta de um reconhecimento de paternidade. Entretanto, continuou a usar o nome antigo para obter empréstimos fraudulentos com a utilização de documentos falsos. O débito só com a Caixa Econômica Federal ultrapassa R$ 6,5 milhões. A constatação foi o motim da operação da Polícia Federal.

 

Nas apurações das fraudes contra a Caixa, a PF descobriu que diversas empresas do investigado com a utilização de "laranjas" atuavam na fabricação e comercialização clandestina de suplementos alimentares.


Esses suplementos eram produzidos sem qualquer autorização dos órgãos de vigilância sanitária competentes e distribuídos através de lojas em Feira de Santana e Salvador, além das demais lojas do ramo em todo o nordeste brasileiro. Ao todo, foram apreendidas cinco toneladas de suplementos. O delegado Fábio Marques disse que o modo de produção mostra claro descuidado com questões de higiene.

 

"Me chamou a atenção na fábrica o modo de controle de higiene. Todos os suplementos tinham a mesma marca de validade. A qualidade da embalagem é muito boa, mas o conteúdo não tem uma garantia de eficácia. O consumidor estava sendo enganado".


A partir desses negócios ilícitos, segundo a PF, o empresário conseguiu constituir um patrimônio significativo, com a aquisição de imóveis, veículos de alto padrão e até mesmo uma lancha, que não eram declarados às autoridades fazendárias por estarem registrados no antigo nome ou em nome de terceiros.


Preso em Feira de Santana, Ricardo foi encaminhado para a sede da PF, em Salvador, ainda na segunda-feira. Segundo o delegado Fábio Marques, ele voltou para Feira na tarde desta terça-feira, onde deve passar por audiência de custódia que deve decidir pelo encaminhamento para o Conjunto Penal de Feira de Santana ou que pode definir que ele irá responder pelo processo em liberdade. G1


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