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Polícia conclui inquérito de 20 das 99 mortes ocorridas em apenas uma semana no estado

Das 99 mortes violentas ocorridas no estado da Bahia entre 21 e 27 de agosto, apenas 20 estão com os inquéritos concluídos, o que representa pouco mais de 20% do total. Nos demais registros nas delegacias de Polícia Civil, 66 inquéritos seguem em andamento e outros 13 não tiveram as informações compartilhadas até a publicação desta reportagem.

 

O G1 registrou, no período de sete dias, todas as mortes violentas ocorridas no Brasil. Foram 1.195 no total. Agora, acompanha todos esses casos. O trabalho é resultado de uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

Com uma série de iniciativas que envolvem reportagem e análise de dados, o projeto se chama Monitor da Violência. A capital baiana, que registrou 30 das 99 mortes violentas, tem inquéritos abertos para todas as situações. Entretanto, em apenas uma delas conseguiu fechar a investigação e remeter o caso à Justiça. Trata-se de um duplo homicídio que ocorreu no bairro de Mata Escura no dia 23 de agosto deste ano.

 

A resolução do inquérito não foi informada. Ao todo, levando em conta Salvador, região metropolitana e interior, 70 das 99 mortes violentas registradas (70,7%) não tiveram prisões. Os 30 casos ocorridos em Salvador fazem parte desse universo de crimes sem punição. Houve prisões ou apreensões em apenas 17 dos casos informados.

 

Em 13 casos, o G1 não conseguiu dados com as fontes policiais a respeito de prisões. Entre os 20 inquéritos concluídos no estado, 14 (70%) resultaram em prisões ou apreensões. A maioria das situações, 11 delas, foi em flagrante.

 

Foi assim, por exemplo, no caso da morte de Fernanda da Silva Soares, de 16 anos, que foi encontrada em um matagal no município de Irecê, no norte da Bahia, no dia 23 de agosto. Um jovem de 17 anos, que era namorado da vítima, foi localizado após a morte com a camisa e a bermuda com marcas de sangue. Ele foi apreendido por infração análoga ao crime de feminicídio.

Vítimas da Bahia (Foto: Montagem/G1)
Outro caso de conclusão de inquérito em situação de prisão em flagrante tem a ver com a morte de cantor Erenilton Machado Messias, de 39 anos. Ele teria combinado trocar um violão por um compressor de ar, mas acabou desistindo da negociação com a pessoa interessada.

 

A situação teria gerado um desentendimento e acabado com o crime. Clécio Santos, de 35 anos, confessou o homicídio. Das 99 mortes violentas, o G1 não conseguiu obter informações sobre abertura de inquéritos e prisões em relação a 13 mortes. São elas:

 

Itabuna (2): A reportagem não conseguiu contato com a Delegacia de Homicídios durante duas semanas de tentativas.
Jandaíra (1): O delegado estava de licença médica e não pode passar informações sobre um caso.
Camaçari (7): O G1 não conseguiu contato com as delegacias durante duas semanas de tentativas para obter informações sobre sete casos.
Vitória da Conquista (1): O inquérito sobre o caso de um arquiteto encontrado morto em casa é mantido sigilo e não foi informado.
Em Salvador (1) e Feira de Santana (1): as delegacias não conseguiram informações sobre dois casos, um em cada cidade, até publicação desta reportagem.


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