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Mãe de Geddel Vieira Lima fica em silêncio durante depoimento à Polícia Federal

A mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima, Marluce Vieira Lima, ficou em silêncio em seu depoimento à Polícia Federal na sexta (01). Na segunda (05), a PGR pediu a condenação dela e de seus filhos, também o deputado Lúcio Vieira Lima, por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do "bunker" de R$ 51 milhões.

 

No documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a procuradora-geral, Raquel Dodge, solicita ainda que Marluce cumpra prisão domiciliar. Na superintendência regional da PF na Bahia, em Salvador, a mãe dos peemedebistas disse que não responderia a nenhuma pergunta por orientação de seus advogados.

 

No termo do depoimento, há relato de que a defesa de Marluce argumentou que a autoridade policial terminou seu relatório sobre o caso antes de tomar o depoimento da investigada. "Muito embora fosse de conhecimento formal da autoridade policial que preside a investigacão que a oitiva seria realizada nesta data, a defesa técnica foi surpreendida com o extemporâneo encerramento das investigações, com a apresentação de relatório, inclusive", consta no documento.

 

"Assim sendo, entende a defesa que a autoridade policial não quer qualquer tipo de esclarecimento, eis que, em sendo assim, seja pelo direito constitucional o silêncio, seja pelo vínculo familiar com o outro investigado, a defesa assume a responsabilidade técnica pela orientação da manutenção em silêncio", argumentou a defesa no dia do depoimento da matriarca da família.

 

Em 21 de novembro, o advogado de Marluce se manifestou no inquérito no STF dizendo que ela estava à disposição para esclarecimentos, no sentido de "restabelecer a verdade". No dia 25 de novembro, a PF escreveu em documento para o Supremo que não conseguiu localizar a mãe de Geddel.

 

Foram feitas tentativas, segundo a polícia, no apartamento em Salvador, no apartamento funcional de Lúcio em Brasília e também no presídio da Papuda, onde Geddel está preso desde o início de setembro. Segundo Job Ribeiro, um ex-assessor da família, os políticos guardavam "muito dinheiro no apartamento de Marluce". O ex-funcionário disse à PF que contava dinheiro no closet do quarto da mãe dos irmãos Vieira Lima.


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