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Temer pede estudos para avaliar redução do gás de cozinha para baixa renda

O Palácio do Planalto informou que o presidente Michel Temer pediu à área técnica do governo a realização de estudos que permitam redução no preço do gás de cozinha para beneficiar famílias de baixa renda. Mais cedo, o próprio presidente, em entrevista à Rádio Guaíba, se queixou da elevação dos preços no gás de cozinha

 

Temer avisou que seu governo está “examinando uma fórmula para compensar este aumento para os mais pobres”, acrescentando que a medida será adotada logo. Essa preocupação do presidente foi um dos temas da conversa, na sexta (09), com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

 

Embora o modelo, que poderá ser adotado já no mês que vem, não passe por subsídio ao preço do botijão de 13 kg, uma das ideias é introduzir esse valor no Bolsa Família. Seria uma forma de elevar o valor do benefício, que já estava sendo estudado pelo governo, só que direcionado para o gás de cozinha. O governo informou ainda que não pensa em adotar medidas como vale-gás ou uma redução para todos os consumidores segundo o Estadão.


Em 2017, o gás de cozinha registrou a maior alta desde 2002. Em dezembro do ano passado, o valor do botijão chegou a R$ 66,53, alta de 16,39% em relação a 2016, já descontada a inflação. Em 2002, o aumento havia sido de 34% no ano.

 

Na reunião, Temer manifestou também a sua preocupação com o aumento exagerado no preço do litro da gasolina em todo o país. O presidente avisou que determinou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Polícia Federal que investiguem o cartel em postos de gasolina. Na entrevista à rádio, o presidente anunciou que vai colocar a Polícia Federal e o Cade para fiscalizar e “impedir esta agressão ao consumidor”.

 

Disse ainda que “não vai permitir preços abusivos”. O presidente, depois de lembrar que o Brasil adotou o critério de alterar o preço dos combustíveis, de acordo com a variação do preço internacional do petróleo, reclamou que houve aumentos exagerados e que, “quando tem aumento, os preços nas bombas aumentam, mas quando tem redução, o mesmo não acontece”. Por isso, advertiu que serão feitas fiscalizações para evitar os abusos.


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