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Feira: Suspeito de envolvimento na morte de adolescente diz que não conhecia a vítima

O advogado de defesa Joari Wagner, constituído pela família de Deividson Jorge dos Santos, 18 anos, suspeito de envolvimento na morte da adolescente de Serra Preta, Bruna Santana Mendes, de 16 anos, disse em entrevista ao Acorda Cidade que o seu cliente não conhecia a vítima e que Deividson não tem participação nenhuma no assassinato da jovem.

 

Bruna desapareceu após ir ao Shopping Boulevard em Feira de Santana no domingo (18), e foi encontrada morta na manhã de quarta-feira (21), em um terreno na Avenida Eduardo Fróes da Mota, dentro de sacos usados para a ração animal. O corpo estava localizado próximo à casa de familiares no bairro Jardim Cruzeiro.

 

Na sexta-feira (23), foi decretada a prisão temporária de Deividson e também de Eric Pereira Maciel, 20 anos. Em um imóvel da família de Deividson foram encontrados também na sexta, sacos semelhantes aos que estavam o corpo da adolescente Bruna. O advogado relatou que a casa está alugada a uma senhora que veio de outro estado e os sacos que estavam no local foram utilizados para ela colocar os seus pertences.

 

De acordo com ele, os materiais nada têm a ver com os sacos recolhidos no local onde o corpo de Bruna foi encontrado. “Esta senhora está prontificada a esclarecer o motivo pelo qual esse material foi encontrado na residência. Ela não foi ainda intimada e cabe agora a defesa peticionar à autoridade policial para que ela possa esclarecer, e a polícia possa melhor elucidar esse fato”, acrescentou.

 

Para Joari, a Polícia Civil, muitas vezes no intuito de dar uma resposta rápida para a sociedade pode também cometer uma injustiça e pedir a prisão de pessoas que não têm relação com o crime. Segundo ele, esta situação pode estar acontecendo com Deividson.

 

“Entendo que a prisão é uma medida extrema. Porque no dia que ele foi conduzido à delegacia, foi o mesmo dia que o delegado representou pela prisão temporária e ela foi decretada pela autoridade judiciária. As coisas no processo penal em se tratar de liberdade e prisão têm que ser analisadas de forma minuciosa. Se houver precipitação, o interesse de dar uma resposta rápida à sociedade muitas vezes chega à injustiça. Deividson informa que não há participação nenhuma dele nesse delito e que ele nem conhecia a vítima. A família está providenciando imagens de câmeras de segurança para demonstrar de que ele não estava naquele local. Já trouxeram as informações para o escritório e estão diligenciando nesses sentido”, explicou.

 

O advogado salientou que o prazo da prisão temporária é de 30 dias e que pode ser prorrogado por mais 30 dias. Ele destacou que cabe o pedido de revogação da prisão demonstrando para juíza da vara do júri que não há indícios mínimos de que Deividson cometeu o crime. (Acorda Cidade)


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