Notícias

Velejadores presos com cocaína em barco na África são ouvidos durante julgamento

O julgamento dos velejadores brasileiros presos com mais de uma tonelada de cocaína na África, em 2017, teve início na segunda-feira (12), em Cabo Verde, onde eles estão custodiados. Neste primeiro dia, foram ouvidos Rodrigo e outro velejador baiano, Daniel Guerra, além do gaúcho Daniel Dantas e um francês, que estavam na embarcação.

 

O julgamento pode durar ainda mais dois dias. Eles são acusados de tráfico internacional de drogas por suspeita de terem levado a droga no veleiro que pilotavam com destino à Ilha de Açores, em Portugal. Os familiares dos velejadores, no entanto, afirmam que eles não sabiam que a droga estava no barco e acreditam na absolvição.

 

Para eles, os velejadores foram vítimas de uma armação. O Itamarati está acompanhando o caso. A expectativa é que documentos enviados pela Polícia Federal do Brasil para o julgamento em Cabo Verde comprovem que a tripulação não teria como saber que a droga estava no barco, já que, antes de deixarem o Brasil com destino à Portugal em 2017, a embarcação passou por manutenções após apresentar defeitos segundo informações do G1.

 

Para os parentes dos velejadores, a droga pode ter sido colocada no barco sem que eles soubessem. O dono da embarcação seria um inglês, conhecido como George Fox, que está sendo procurado. "A Polícia Federal comprova que é impossível que isso tenha acontecido, flutuando em águas brasileiras na Baía de Todos-os-Santos, na Marina, ou na Marina do Rio Grande do Norte. Ou seja, impossível ser feito isso com o barco dentro da água", destaca o tio de Rodrigo, Ubirajara Coelho.

 

O pai de Rodrigo, João Dantas, que viajou até Cabo Verde e acompanha o julgamento fez um vídeo em que se mostra otimista com a absolvição do filho. "O tribunal finalmente acatou o ducumento enviado pela Polícia Federal brasileira e está andando. Significa que teremos o processo de absolvição o mais rápido possível. Estamos muito confiantes", disse. "A gente se expõe justamente pela certeza, pela convicção de que eles não têm culpa disso", afirmou a tia de Rodrigo, Adélia Araújo.


Categorias

Mundo




Classificados


Enquete



Mais Lidas