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Rio de Janeiro: 'Eu vi a morte do meu neto', diz avó de bebê, morto com tiro na cabeça no Alemão

"Eu vi a morte do meu neto". Desesperada, Angela Maria de Novaes, avó de Benjamin, de dois anos, morto com um tiro na cabeça durante um confronto entre policiais militares e criminosos na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na noite desta sexta-feira, ficou abraçada ao carrinho de bebê ainda com o sangue da criança na favela. No Hospital Getúlio Vargas, na Penha, ela e o marido ficaram desolados com a morte da criança, e acusam policiais pela morte durante o confronto com os bandidos.

 

— Eles saíram tacando o dedo nos moradores. Não mataram não foi só meu neto, não. Só inocente, só morador, só trabalhador — disse o avô da criança.

 

O intenso tiroteio na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, deixou além do pequeno Benjamin, outra mulher morta. A mãe dele, que ainda não identificada, também foi baleada de raspão durante o confronto, na barriga e no braço. Bastante transtornada, amigos e familiares ainda não conseguiram levá-la para fazer curativos.

— Eu tentei salvar o meu filho e não consegui. Eles acabaram com a minha vida. Eu vou morrer. Não vou conseguir ficar sem meu filho. Me dá um tiro — disse a mãe do menino, identificada nas redes sociais como Paloma, que disse ainda, bastante desesperada, em direção a um policial militar — Por que você matou meu filho?

A avó, bastante desolada após a morte de Benjamin, permaneceu durante algum tempo agarrada ao carrinho que levava o neto. O avô da criança, também bastante emocionado, contou que a criança era o seu "único neto homem". A Polícia Militar confirma ainda outros dois baleados.

 

A outra vítima fatal é Maria Lucia da Costa, de 58 anos. Tudo começou quando um carro com quatro homens armados com fuzis foi interceptado por um veículo do Polícia Militar, na esquina das Avenidas Itaoca e Itararé, que ficam próximas à entrada da comunidade. Houve uma intensa troca de tiros entre os militares e os bandidos, e as cinco pessoas foram atingidas por balas perdidas. Ainda de acordo com a PM, a UPA do Complexo do Alemão foi depredada por moradores.

Nas imagens, moradores da comunidade afirmam que o homem ferido é um trabalhador e pedem que os policiais acionem uma ambulância. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) ainda não informou o motivo do tiroteio. Uma moradora, que estava acompanhada da filha de três anos, contou os momentos de pânico vividos durante o tiroteio:

— Eu estava comprando lanche na barraca com a minha filha quando retornei paro o carro e entrei. Era muito tiro, muita gente correndo e carros voltando. Só deu tempo de a minha mãe e minha filha saírem do carro e se abrigarem numa das barracas. Um dos meninos veio correndo falando que uma criança tinha tomado um tiro na cabeça e uma outra pessoa tomou um tiro nas costas. Nunca passei por isso, ainda mais com a minha filha. Com informações do Extra

 


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