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Assassinato de Marielle quer 'intimidar aqueles que lutam por direitos humanos', diz ONU

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) em direitos humanos e de gênero divulgaram nesta última segunda-feira (26) em comunicado que consideram "profundamente alarmante” o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e e do motorista Anderson Gomes, ocorrido no dia 14 de março no Rio de Janeiro.

 

O comunicado foi do Conselho dos Direitos Humanos, maior órgão de especialistas independentes no Sistema de Direitos Humanos da ONU. “O assassinato de Marielle é alarmante, já que ele tem o objetivo de intimidar todos aqueles que lutam por direitos humanos e pelo Estado de direito no Brasil”, disseram os especialistas no comunicado conjunto.

 

“Pedimos às autoridades brasileiras que usem este momento trágico para revisar suas escolhas em promoção de segurança pública e, em particular, para intensificar substancialmente a proteção de defensores de direitos humanos no país”, concluíram. Para o órgão, ações de repressão à insegurança, em que oito pessoas morreram durante uma operação policial na Rocinha, na zona sul do Rio, acabam sendo feita à custa de direitos humanos.

 

“Respostas repressivas que miram e marginalizam pessoas pobres e negras são inaceitáveis e contraprodutivas”, concluiu o grupo.


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