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Morto por PM em frente a escola foi indiciado por queimar idoso, diz polícia

Elivelton Neves, de 20 anos, que foi morto por uma policial de folga após sacar uma arma em frente a uma escola particular em Suzano (SP), foi apontado como chefe da quadrilha que roubou, matou e queimou o aposentado Renato Brígido, segundo a polícia. O aposentado ficou desaparecido por quase 20 dias até o corpo ser encontrado em Poá.

 

O corpo do idoso foi encontrado queimado, após o carro dele ter sido roubado. O suspeito deste crime foi morto no sábado (12) depois de, armado, abordar mães na frente da escola, no bairro Cidade Cruzeiro do Sul. Segundo a PM, a policial Kátia da Silva Sastre viu a movimentação e ouviu uma mãe dizendo que era assalto.

 

Neste momento, ela foi se aproximando, sacou a arma e disparou três vezes contra o suspeito, que morreu no hospital. Uma câmera de monitoramento da escola gravou a ação. O delegado Edson Gianuzzi, do Distrito Central de Suzano, disse nesta última segunda-feira (14), que Elivelton Neves Moreira foi identificado como o líder da quadrilha que assaltou e matou o aposentado Renato Brígido, de 58 anos, em 2017 segundo informações do G1.

 

O delegado informou que o rapaz foi um dos sete indiciados no crime. Segundo Gianuzzi, eles foram indiciados por latrocínio (que é o roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e formação de quadrilha. “Esse rapaz foi apontado como chefe da quadrilha, durante o inquérito, por outros envolvidos”, contou o delegado.

 

A Polícia Civil pediu a a prisão temporária de Moreira assim como dos outros envolvidos, mas na ocasião ele não foi encontrado. Gianuzzi acrescentou que depois foi pedida a prisão preventiva, mas a Justiça não a concedeu. Além de ter sido indiciado por latrocínio, ocultação de cadáver e formação de quadrilha neste caso, Elivelton era suspeito de outros crimes.

 

Segundo a polícia, em 2014, aos 17 anos, ele respondeu por ato infracional de embriaguez ao volante. Meses depois, ele foi apreendido e levado para a Fundação Casa por roubo. Já maior, em 2015, ele foi investigado após ter sido flagrado com um simulacro de arma. Em dezembro de 2015, ainda segundo a polícia, foi preso em flagrante por receptação de veículo. Elivelton foi solto em maio de 2016.

 

A última passagem pela polícia foi em agosto de 2017, quando ele é citado em um termo circunstanciado por falta de CNH e adulteração de sinal identificador de veículo. Ainda segundo Gianuzzi, como o inquérito foi encerrado não houve um retorno à polícia sobre o pedido de prisão de Elivelton. Como o nome dele não entrou na lista de procurados, de acordo com o delegado, significa que o pedido não foi acatado.


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