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Intervenção no Rio de Janeiro: onze índices de criminalidade sobem em 100 dias

Os 100 primeiros dias de atuação do Gabinete de Intervenção Federal (GIF), no Rio de Janeiro ainda não conseguiram pacificar o estado. Pelo menos 11 índices de criminalidade cresceram entre fevereiro e o final de abril deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. As informações foram divulgadas pela reportagem do G1.

 

O GIF também não conseguiu ainda utilizar a verba de R$ 1,2 bilhão destinada pelo governo federal para a segurança pública no estado. Isso porque, de acordo com a reportagem, a burocracia obrigou o gabinete a criar uma secretaria administrativa para a intervenção poder gerenciar a verba e os trâmites ainda não permitiram acesso aos recursos.

 

Para trabalhar, o interventor, general Walter Braga Netto, contou com doações de armas e munições feita por empresários e com a estrutura das Forças Armadas para treinar policiais e recuperar viaturas da Polícia Militar carioca. Os homicídios dolosos subiram de 362 em 2017 para 395, este ano; enquanto o número de pessoas desaparecidas teve aumento de 947 para 1.131 casos. Os roubos a mão armada subiram de 16.912 para 22.535.

 

Já os sequestros relâmpago contabilizados este ano somaram 25 casos, enquanto no trimestre analisado, em 2017, foram 16. Entre os tipos de crime que sofreram aumento há ainda os roubos de veículos, de telefones celulares, no interior do transporte coletivo e o roubo de cargas, que vem sendo motivo para diversas operações das forças de segurança em favelas cariocas.

 

"A direção está certa e nossa avaliação é boa sobre a intervenção. Não cabe pedir paciência às pessoas, mas pedimos compreensão e confiança. Os índices estão baixando. A expectativa é que teremos uma redução significativa nos próximos dois, três meses", declarou ao G1 o coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete de Intervenção.

 

O presidente Michel Temer anunciou a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro no dia 16 de fevereiro deste ano, após a aprovação da medida pela Câmara de Deputados e pelo Senado Federal.A estrutura do Gabinete da Intervenção é formada por militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, além de civis.


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