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Fim da Copa para o Brasil vai retomar noticiário ao fluxo regular: corrupção e eleições

A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo vai trazer a atenção da população de volta para temas mais marcantes do cotidiano, que incluem eleições e a Operação Lava Jato. Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas sinalizava que a competição de futebol rivalizava com esses outros dois assuntos como interesses dos brasileiros.

 

Agora, sem a Seleção na disputa, o noticiário voltará à normalidade com a chuva de denúncias contra atores políticos, os embates entre os candidatos a governador e presidente e também as tentativas dos postulantes às assembleias legislativas e ao Congresso em obter espaço midiático surfando nos eventuais deslizes dos adversários.

 

Nesse meio tempo da Copa, podem ter passado despercebidas notícias como a sequência de liberdade de políticos presos, como José Dirceu e João Cláudio Genu, ou a absolvição de Geddel Vieira Lima na acusação de obstrução da justiça. Os candidatos possuem restrições impostas pela Justiça Eleitoral desde o último sábado e a fiscalização da população e da imprensa será intensificada. Faltam, contando a partir de hoje, 88 dias para as eleições de 2018.

 

A corrupção, que durante muito tempo não pareceu ser o foco do eleitor, começa a ocupar um espaço importante da discussão política. Não que segurança, saúde e educação tenham ficado para trás, já que não houve um salto repentino de melhorias provocadas pelas administrações públicas, mas é principalmente esse novo viés que desafia os postulantes nas urnas a se apresentarem como preparados para lidar com um problema estrutural, e quase cultural.

 

E, nessa hora, será importante separar homens de meninos com discursos infantis de salva-pátria. A cada quatro anos, a Copa do Mundo cria uma sensação de utopia de um Brasil unido em torno de um sonho: levantar a taça de campeão. Se em 2018 não foi o ano do hexa, a partir de agora nos resta torcer para que o país saia desse imbróglio construído por todos os agentes públicos, independente de bandeira partidária ou inclinação política.

 

Em uma eleição de presidente, não tem jeito: o Brasil precisa ganhar. Este texto integra o comentário desta segunda-feira (9) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM e Clube FM.


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