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Um ano depois, 4% das mortes têm julgamentos concluídos na Bahia

Um ano após o início do Monitor da Violência, desenvolvido pelo G1 em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 26% das 99 mortes violentas registradas na Bahia entre os dias 21 e 27 de agosto de 2017 tiveram inquéritos concluídos. De acordo com o levantamento, quatro casos tiveram os julgamentos realizados no estado.

 

Na Bahia, o índice de condenados é um pouco acima da média nacional: 3%, o que representa três condenados. Além deles, uma acusada foi inocentada em júri popular, o que totaliza quatro julgamentos de um total de 99 mortes. Ou seja, aproximadamente 4% das mortes tiveram julgamentos realizados na Bahia, um ano após os crimes.

 

Com relação aos inquéritos policiais, 26 foram concluídos, 56 continuam em andamento, um foi arquivado e o restante não foi informado pelas autoridades responsáveis. Sobre os processos judiciais, das 99 mortes, 15 viraram denúncias à Justiça, 67 ainda não foram denunciados, um foi um caso de suicídio e o restante não foi informado. Em Salvador, foram registradas 31 mortes entre 21 e 27 de agosto de 2017. Um ano após o levantamento, apenas em quatro casos os inquéritos foram concluídos.

 

Dos quatro julgamentos realizados na Bahia, um ano após os crimes, dois foram de crime praticados por menores. Um ocorreu em candeias e o outro em Jaguarari. Cada um dos adolescentes foi condenado a três anos de internação em Comunidades de Atendimento Socioeducativo (Case). Nos outros dois casos, uma mulher foi absolvida e um homem foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado.


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