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Resultado negativo do varejo faz com que CNC reduza previsão de crescimento do setor

Diante do terceiro resultado negativo do comércio varejista, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para baixo, pela quarta vez neste ano, sua previsão de crescimento do setor em 2018. Horas depois do IBGE divulgar, nesta última quinta-feira (13), os dados do varejo de julho.

 

O IBGE apontou queda de 0,5% na comparação com junho e de 1% em relação a julho do ano passado, a Confederação Nacional do Comércio informou que baixou para 4,3% sua estimativa de crescimento do setor. Previsão anterior apontava para uma expansão de 4,5%. Em junho, a estimativa era de alta de 5%.

 

“Apesar da desaceleração no ritmo das vendas, o varejo caminha para o seu segundo ano de expansão no seu faturamento real”, afirmou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. Segundo o IBGE, faturamento do comércio teve queda de 0,4% na passagem de junho para julho. A CNC destacou que o ritmo de crescimento do setor será menor do que o da primeira metade de 2018, quando ficou 5,4% acima do mesmo período do ano passado.

 

Para o segundo semestre, a entidade projeta que as vendas irão crescer a um ritmo de 2,8% em relação à segunda metade de 2017. De acordo com a Divisão Econômica da CNC, a queda no ritmo do varejo é explicada pela baixa confiança do consumidor.

 

Segundo a entidade, as perdas de julho teriam sido ainda mais expressivas se não fosse o crescimento de 1,7% no setor de hiper e supermercados. A queda no mês de julho, conforme explicou o IBGE, foi puxada principalmente pelos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-4,8%), equipamentos de informática e comunicação (-2,7%) e materiais de construção (-2,7%).

 

“A queda nas vendas de móveis e eletrodomésticos reflete um menor grau de confiança por parte dos brasileiros em assumir dívidas no atual cenário de incertezas, na medida em que nem mesmo o recuo nas taxas de juros e evolução ainda favorável nos preços de bens de consumo duráveis têm impulsionado as vendas desse tipo de bens”, avaliou Bentes.

 

Segundo a CNC, embora a inflação atual esteja maior do que há um ano, “é a sua composição e não o seu nível que tem prejudicado a ampliação do consumo de bens”.


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