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'Mulheres de direita têm mais higiene', diz filho de Bolsonaro durante ato em São Paulo

Após milhares de pessoas saírem às ruas contra Jair Bolsonaro (PSL) neste último sábado (29), a campanha do candidato do PSL a presidência da Repúblicaorganizou atos em favor do capitão da reserva neste domingo segundo o Estadão Conteúdo. Ele não pode participar porque está se recuperando em casa da facada que levou no dia 6 de setembro.

 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), assumiu o seu lugar e discursou contra as mulheres que reprovam o seu pai. “As mulheres de direita são mais bonitas que as da esquerda. Elas não mostram os peitos nas ruas e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”, disse o deputado em seu discurso.

 

A fala do filho de Jair Bolsonaro foi dita na concentração da Av. Paulista, no centro de São Paulo. Ele ambém comparou seu pai ao presidente americano, Donald Trump, e pediu para todos votarem de verde e amarelo. “Vai ser lindo. Vai ser como Trump nos Estados Unidos”. E, como já virou praxe, questionou as pesquisas eleitorais que mostram que seu pai perde em todos os cenários de segundo turno, apesar de estar na frente no primeiro turno.

 

Os simpatizantes de Bolsonaro presentes ao ato bradavam que, se o deputado não vencer a eleição, é porque as urnas foram fraudadas. “Se ele não ganhar, vai ser roubado. Não vamos sair da rua se isso acontecer”, disse a empresária Helena Dias. Já no fim da manifestação, uma forte chuva fez com que um grupo de manifestantes se abrigasse no vão livre do Masp.

 

Lá, onde até pouco antes acontecia uma feira de artesanato, um grupo de jovens gritava “ele não” e palavras de ordem contra Bolsonaro. À princípio, os grupos se enfrentaram verbalmente, mas, antes que a PM pudesse interferir, alguns militantes trocaram socos e pontapés. A PM precisou “escoltar” um grupo que se posicionava contra Bolsonaro para fora do vão livre.

 

Policiais afirmaram que não houve detenção. Durante a manifestação pelo menos dois profissionais de imprensa foram agredidos com cabeçadas e empurrões enquanto tentavam filmar uma discussão entre militantes pró-Bolsonaro e pessoas que passavam pela Paulista. Em Brasilia, a manifestação começou cedo e com mais de 10.000 veículos em uma carreata na Esplanada dos Ministérios.

 

No sábado, no mesmo dia em que Bolsonaro recebeu alta do hospital, ele foi alvo de manifestações contrárias que dezenas de cidades do Brasil e do exterior – os dois maiores atos aconteceram no Largo da Batata, na Zona Sul de São Paulo, e na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.

 

Sob o slogan #EleNão, a campanha foi criada dentro de um grupo no Facebook que reúne 3,8 milhões de mulheres. As lideranças do movimento afirmam que a campanha é para alertar a população sobre as ideias de Bolsonaro, consideradas pelos participantes como “fascistas e machistas”.


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