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Conheça Dayane, deputada mais votada da Bahia que quase foi vice de Bolsonaro

A história de Dayane Jamille Carneiro dos Santos Pimentel dialoga muito bem com o velho clichê popular: o mundo dá voltas. Há alguns anos, ela ajudava um tio filiado ao Partido dos Trabalhadores em campanha eleitoral. Hoje, ela se apresenta como “A Federal de Bolsonaro” em suas redes sociais e foi eleita para a Câmara dos Deputados como a quarta mais votada no estado.

 

Mais conhecida como Professora Dayane Pimentel, a baiana da cidade de Feira de Santana recebeu 136.742 votos. Mulher mais bem votada, recebeu cerca de 10 mil votos a mais que Alice Portugal (PCdoB), deputada reeleita. As redes sociais foram o principal meio de campanha da nova deputada. Seu perfil no Facebook tem 164.226 pessoas curtindo.

 

Além de outros 192.273 seguidores na mesma página. Outra rede social muito utilizada é o Instagram, que um dia após as eleições registrava 32,9 mil pessoas seguindo a nova deputada federal eleita. De acordo com Dayane , foi através de seus vídeos e publicações que ela conseguiu chegar até o seu eleitorado que são pessoas “conservadoras por natureza e não aguentam mais um país dominado pela esquerda” segundo o Correio da Bahia.

 

A baiana chegou a ser uma das opções para vice de Bolsonaro. A baiana era uma das opções de Jair Bolsonaro para ser vice-presidente em sua chapa. Inclusive chegou a ser convidada pelo então deputado, que nutre uma profunda admiração por ela, mas o convite não pôde avançar porque a professora não possui a idade mínima para concorrer ao cargo.

 

Assim como presidentes e senadores, os vice-presidentes precisam ter pelo menos 35 anos para concorrer. E Dayane, nascida no dia 30 de janeiro de 1986, só tem 32. “Ele falou que haveria muitos bônus porque ele precisava de uma voz feminina, nordestina, sendo professora seria excepcional. Ele sabia de toda a minha trajetória, eu sou uma ex-esquerdista e isso quebraria uma série de rótulos que empregam a ele”, lembrou a deputada em entrevista ao Correio.

 

Diferente do que acontece com Mourão, Jair Bolsonaro e Dayane Pimentel têm uma relação muito boa e com poucas rusgas. Ela conta que “Bolsonaro é praticamente alguém da família”. A relação nasceu há cerca de três anos quando um vídeo do filho de Dayane, à época com um mês de vida, chegou até o candidato à presidência.

 

“O meu bebê com um mês de vida já fazia propaganda para Bolsonaro de uma forma inusitada. Todo o mundo queria saber quem eram os pais daquela criança e aí um vídeo meu chegou até a Bolsonaro e ele quis me conhecer. Entramos em contato com ele, ele me fez o convite”, contou.

 

Apesar das portas abertas, ela não pensa em um cargo maior. Pelo menos por enquanto a prioridade é fazer valer o voto dos mais de 130 mil conservadores que digitaram seu número nas urnas baianas durante o último domingo. “Eu acho que o brasileiro começou a entender suas reais necessidades. O Brasil quer resgatar a segurança, emprego, levantar a família, valores cristãos e patriotismo que se perdeu durante esse tempo que a esquerda esteve no poder.”


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