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No Vaticano, Papa Francisco compara o aborto ao uso de um 'matador de aluguel'

O Papa Francisco comparou nesta quarta-feira (10) a interrupção voluntária da gravidez a recorrer a um "matador de aluguel" para resolver um problema, na homilia pronunciada durante sua tradicional audiência na Praça de São Pedro do Vaticano. De acordo com informações da agência Associated Pess, esse foi um dos comentários mais duros de Francisco contra o aborto.

 

"Interromper uma gravidez é como eliminar alguém. É justo eliminar uma vida humana para resolver um problema?", questionou o pontífice aos fiéis reunidos no Vaticano. "É justo contratar um matador de aluguel para resolver um problema?", prosseguiu, saindo do texto que havia preparado. Não é a primeira vez que o papa ataca o aborto, incluindo o terapêutico.

 

"Não é justo. Não podemos eliminar um ser humano, mesmo que pequeno, para resolver um problema". "É como contratar um matador de aluguel para resolver um problema", insistiu ele. O Papa Franciso criticou em sua homilia "a perda de valor da vida humana" em consequência das guerras, da exploração do homem e da cultura da exclusão. E ele adicionou a esta lista o fim da vida no ventre materno "em nome da salvaguarda de outros direitos".

 

Francisco disse que algumas pessoas justificam o aborto como um respeito a outros direitos. Mas, então, questionou: "Como um ato que suprime a vida inocente e sem defesa pode ser terapêutico, civil ou simplesmente humano?". Em junho, o Papa Francisco fez outro comentário forte contra a prática do aborto. Ele comparou o aborto feito nos casos de má-formação do feto com o programa de eugenia da era nazista.

 

"Ouvi dizer que está na moda, ou pelo menos é habitual, realizar exames durante os primeiros meses de gravidez para ver se a criança está bem ou nascerá com algo [algum problema] e que a primeira opção é se livrar [dela neste caso]", declarou.

 

"No século passado, todo mundo se escandalizou com o que os nazistas faziam para preservar a pureza da raça. Hoje, fazemos o mesmo com colarinho branco", acrescentou. Francisco já classificou tanto o aborto como a eutanásia como parte do que ele chama de uma "cultura descartável", em que os doentes, os pobres, os idosos e os não-nascidos são considerados indignos de proteção e dignidade pela sociedade.


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