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Com a determinação de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esperam muita “tensão e pancadaria” até novembro de 2026, quando estará encerrada a eleição presidencial.

Segundo colegas de Alexandre de Moraes, o ministro não tinha o que fazer a não ser decretar a prisão domiciliar depois de o ex-presidente desrespeitar as medidas cautelares que o impediam de participar de manifestações e divulgasse, por meio de terceiros, mensagens nas redes sociais.

Bolsonaro e seus aliados teriam provocado as decisões do ministro e, se Alexandre de Moraes não tivesse reagido, ficaria desmoralizado.

“Eles querem amassar o STF e jogá-lo no canto do ringue”, diz um ministro, acrescentando que isso não pode ser admitido.
A avaliação dentro do STF é que o bolsonarismo segue na sua toada autoritária, que se recusa a obedecer a Constituição quando ela não dá base legal para seus desejos.
  • A maioria dos ministros concordou que Bolsonaro fez uma provocação direta, mas alguns deles avaliam que o ex-presidente não chegou a falar nada de grave.
  • Por isso, alguns colegas de Alexandre de Moraes esperavam que ele não reagisse a fim de evitar um clima ainda mais tenso.

Um dos efeitos esperado pelo próprio STF era uma reação dos Estados Unidos.

O departamento do hemisfério ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nota criticando a decisão do ministro Alexandre de Moraes de decretar a prisão domiciliar de Bolsonaro.

Foi além, ameaçou ministros que confirmem a decisão de Alexandre de Moraes. A princípio, porém, ela não precisa ser referendada pelo plenário da Primeira Turma.

Líderes bolsonaristas, como Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, prometem recorrer para que a Primeira Turma analise a prisão domiciliar, colocando os demais ministros sob pressão de Donald Trump. G1