O ex-reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, comparou a atual situação das universidades com outros governos. Em entrevista para o Jornal da Cidade desta segunda-feira (22), Carlos relata seus oito anos como reitor e conta a situação da universidade desde 2014 no Governo de Dilma Rousseff.
“Setembro de 2014 foi aquele momento da austeridade de Dilma. Um governo que era progressista e de repente passou a ser atacado até por suas virtudes, conduzido para o impeachment. Eu peguei aquele período difícil, do governo Dilma, naquela mudança de política, com Joaquim Levy como ministro da educação. Após o impeachment a universidade passou a ser muito atacada”, relatouo ex-reitor.
Carlos também citou a condução coercitiva de reitor, que aconteceu no Governo de Michel Temer, onde o ex-reitor da UFSC, Cancellier, cometeu suicídio após sua prisão em 2017. “As pessoas esquecem que condução coercitiva de reitor foi feita em Temer, não foi Bolsonaro. Foi no período Temer Foi que o Cancellier se matou. Se ele não tivesse se matado, talvez tivesse prosperado. Foi um ataque direto através de uma ameaça. Alguns outros reitores foram levados em condução coercitiva”, comentou.
Carlos foi reitor da Universidade Federal da Bahia até 2022, passando pelo período da pandemia, que descreve como uma “tragédia total” com o Governo de Jair Bolsonaro. “É um compromisso de todas as instituições de educação impedir que retorne esse obscurantismo. Estamos tendo hoje sinais dessa volta, com Trump, por exemplo, que é um sinal de um retorno de obscurantismo em larga escala, afetando até o Brasil”.
Ele completou com afirmações sobre o governo Lula, que mesmo sendo uma “grande aposta” para o ano eleitoral, ainda é preciso ter uma “atenção maior à universidade”. Metro1

















